superação

Não existe saudade,
Nem mesmo aquela pontada no peito,
Como se fosse uma faca atravessando seu coração,
Cortando-o em pedacinhos.

Finalmente, ela se levantou da cama e percebeu:
Ela conseguiu vencer aquele sentimento que não agregava mais,
E não sente mais nada.
Nem mesmo uma pequena centelha do que viveram, restou dentro dela.

Dia após dia, ao acordar sem você do lado,
Ela conseguiu ver a beleza de estar só.
O simples fato de se mexer, confortavelmente, em todos os lados da cama e poder mudar de lado, deu a ela uma nova perspectiva,
Assim como a bagunça no banheiro, que já não existia mais.

Ela se descobriu melhor sozinha.
Não precisava mais ouvir aquelas músicas pavorosas que ele gostava, só pra agradar,
Podia vestir suas saias curtas, sem alguém para reclamar e fechar a cara,
Pra falar a verdade, ela nunca foi tão dela,
Nunca se amou tanto e deu tanto valor às pequenas coisas.

Às vezes a gente precisa se perder para se encontrar, é o que diziam por aí.
Agora ela nem tinha dúvidas de que era assim mesmo que a vida funcionava,
Pois até hoje, ela se questiona como perdeu tanto tempo com alguém que só roubava suas noites de sono, sua paz, a essência de quem ela era.

Hoje ela não enxerga mais o que via em você lá no início,
Agora ela só consegue ver o cara dos mesmos erros,
Mesmas promessas,
Mesmas desculpas e palavras vazias.

Ela sabia que precisava seguir em frente,
E pra seguir em frente,
Ela precisou te deixar pra trás.

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Mineira, 24 anos, extremamente pisciana, advogada por graduação, blogueira e escritora no Vigor Frágil, colunista nos blogs Isabela FreitasEscritos Meus e Me Apaixonei. Quer conversar comigo? É só me adicionar lá no meu perfil, Grazielle Vieira, curtir a fanpage, Vigor Frágil, ou enviar um email para vigorfragil@gmail.com. De todas as formas, você é muito bem-vindo <3

Certo dia, eu tive a ideia de abrir as configurações de pessoas bloqueadas do meu perfil do Facebook e Whats App. Tinha umas boas dezenas de bloqueados. Pessoas que eu não queria na minha timeline, nem que participassem da minha vida virtual (nem eu queria ver a deles). Pessoas que me magoaram e que já partiram. Todos lá, povoando um ambiente confiado do meu desprezo. Foi, então, que me perguntei, por que eu fiz isso? Por que bloquear? Se eu não gosto de uma padaria, eu, simplesmente, deixo de ir nela. Eu não coloco um X vermelho bem grande na porta da padaria ou um cartaz dizendo: EU, CAL CRISPIM, NÃO COMPRO MAIS PÃO AQUI! Por que com as pessoas colocamos este tal X? Por que não apenas deixar de visitar as padarias e as pessoas que não gostamos mais?

A ação de bloquear nos dias de hoje equivale, muitas vezes, a dizer: EU TE ODEIO! ME ESQUECE! #PQNÃOMORRE??? Isso tudo sem você precisar olhar na cara da pessoa. Você percebe que ao bloquear machucou alguém que no fundo merecia ser magoado (porque já fez pior contigo umas 100 vezes) e isso alimenta nossos egos infantis. A tal da “vingancinha” virtual! Confessemos: é gostoso e satisfatório bloquear alguém de vez em quando, mas significa muito mais do que se vingar e machucar. Significa que existe mágoa e, principalmente, rancor. A grande questão é: PRA QUÊ NUTRIR TAIS SENTIMENTOS?

Pensando nisso, comecei a DESBLOQUEAR as pessoas do meu Facebook e do Whats App. Pessoas que eu nem sabia mais o porquê de estarem lá, mas em algum momento foi odiado o suficiente para ir à minha penitenciaria mental. Eu não queria mais manter ninguém nesta lista negra psicológica. Simplesmente as deixei livres. Livres das minhas mágoas, das minhas decepções. E sabe qual foi o resultado disso? Apenas uma deliciosa sensação boa de fazer as pazes comigo mesma. As pazes com minhas dores.

Mas Cal, não se esqueça, eles estão bloqueados porque foram traidores, mentirosos, psicopatas, pessoas ruins, pessoas que eu não desejo conviver! Bloquear é como criar um presídio de segurança máxima e sentenciar à todos a prisão perpetua. Sim, eu sei disso. Mas o grande lance é que o bloqueio demonstra muita infantilidade da nossa parte. Lembra quando você era criança e quando não queria falar com sua amiga, unia seus dedos indicadores e falava: Corta aqui? O bloqueio é um Corta Aqui no século XXI. Bloquear é ficar de mal do coleguinha e mesmo que você nunca mais queira falar com seu ex-amigo-vizinho-chefe-parceira-sejaláquemfor, acha mesmo necessário o Corta Aqui? Eu te digo: NÃO É.

Você tem que ser adulto o suficiente para sair da vida de uma pessoa sem ficar de mal, ou sem esses métodos infantis. Tem que ser adulto o suficiente para dizer: Hey, eu tenho o seu número, mas não significa que eu vou te ligar (porque eu não quero e nem vou). Eu sei qual seu nome no Facebook, no Instagram, no Snapchat, mas eu não quero saber como anda a sua vida! Tem que ter maturidade nível MASTER para não ficar fuçando a rede social de alguém que você não quer contato. Vocês bem sabem do que eu estou falando, porque sim, é possível você não querer conviver-namorar-ter amizade-trabalhar com alguém e ainda assim viver na CURIOSIDADE de bisbilhotar como anda a vida do moribundo. Curiosidade nem que seja para saber que ele está numa pior! Sofrendo e chorando! Se está feliz, ou noutro planeta.

Turma, vamos crescer e pensar positivo para aquelas que nos machucaram! É difícil, mas vamos tentar! Pense: Que eles sejam infelizes! Ops… errei a escrita, eu quis dizer, infelizes. Não, Cal, FELIZES! Isso, felizes (Nossa! Como é difícil mesmo!). Foi isso que eu queria dizer, todos merecem ser felizes nessa vida. Porque pessoas felizes não tem tempo e nem interesse em machucar-magoar-mentir e ferir outras pessoas. Estou enganada? Claro que não, por isso, vamos (precisamos) desejar coisas boas e amar (sim, amar) aquelas que nos feriram algum dia. Vamos ser seres humanos melhores?! Que tal?

Obs: Amar não significa se relacionar ou se envolver. Apenas queira bem, pense positivo e deseje o melhor para aquelas vidas!

Nessas tentativas de amadurecer, minha vida ficou mais suave depois de colocar isso em prática. Com apenas um click, com pequenos gestos como: desbloquear pessoas e trocar de padaria. Gestos como abrir as portas da frente da minha penitenciaria mental.

Hey, sintam-se livres! E sejam muito, muito, mas muito FELIZES!  Bem, bem, mas bem longe de mim!

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Sou musicista (sem banda) Escritora (sem livro) Professora de Educação Física (que ama batata... frita!) Dependente química em Seriados e chocolates (sim, no plural!) Colecionadora de livros, gibis e cds (aceito presentes!)  Apaixonada por Beach Tennis (meu escritório é na praia;) Adoro escrever (principalmente escrever o que penso entre parenteses).  Soteropolitana, nascida e criada em Salvador-Bahia (com grande antipatia por axé e cia. ltda)  Ciumenta com meus familiares, amigos e amores  #soudessas #adorohashtag #xerudacal Agora sim, me fale mais sobre você? ... 

Ouça enquanto lê:

Peguei o telefone e, na minha carência e medo de te perder, ia ligar.
Eu juro que ia!
O plano era pedir desculpas assim que você atendesse ao telefone.

Parei por um instante, com o dedo no primeiro número do seu celular – um dos poucos que sei de cor – respirei fundo e comecei a formar um diálogo coerente em minha mente, digitando os números subsequentes.
Mas não apertei o botão de “ligar” porque, enquanto pensava, descobri que não sabia o que dizer.
Meu discurso coerente, não era coerente comigo.

Eu me desculparia por qual motivo?
Por qual motivo eu me desculpei com você nos últimos meses?
As lembranças de como as conversas começaram, estavam explodindo na minha cabeça, enquanto eu ainda estava com o telefone nas mãos e o apertava com toda força.
Era mais ou menos assim:

– Hey, me desculpe por tudo…
– Oi, me desculpe por qualquer coisa…
– Olha, eu sinto muito pelo o que quer que eu tenha feito…

Mas o que eu tinha feito para me desculpar tanto?
Será que eu tinha errado tanto assim em nosso relacionamento?
Na verdade, eu só sabia que a culpa do que quer que tenha acontecido, era minha.
Obviamente, ele era perfeito e incapaz de errar, certo?

Colocando o telefone de lado, me senti cansada de toda a reflexão, de todas as lembranças que voltaram à minha mente.
Sentada no tapete, finalmente percebi o que eu vinha fazendo,
Sempre me desculpando por ser quem eu sou e eu jamais deveria ter que fazer isso; ninguém deveria fazer isso.
Aí eu percebi que, no fim das contas, eu não sentia muito.

Não sentia naquela época e não sinto hoje.
Não sinto por não ter ligado,
Não me desculpo por não me desculpar quando você ligar e,
Não sinto nada por querer terminar com você.

Na verdade, me sinto livre,
Leve,
Dona de mim,
Mas com um pouco de pena de tudo que eu fiz pra te agradar.

Mas não sinto muito.

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Mineira, 24 anos, extremamente pisciana, advogada por graduação, blogueira e escritora no Vigor Frágil, colunista nos blogs Isabela FreitasEscritos Meus e Me Apaixonei. Quer conversar comigo? É só me adicionar lá no meu perfil, Grazielle Vieira, curtir a fanpage, Vigor Frágil, ou enviar um email para vigorfragil@gmail.com. De todas as formas, você é muito bem-vindo <3