relacionamento

Não existe saudade,
Nem mesmo aquela pontada no peito,
Como se fosse uma faca atravessando seu coração,
Cortando-o em pedacinhos.

Finalmente, ela se levantou da cama e percebeu:
Ela conseguiu vencer aquele sentimento que não agregava mais,
E não sente mais nada.
Nem mesmo uma pequena centelha do que viveram, restou dentro dela.

Dia após dia, ao acordar sem você do lado,
Ela conseguiu ver a beleza de estar só.
O simples fato de se mexer, confortavelmente, em todos os lados da cama e poder mudar de lado, deu a ela uma nova perspectiva,
Assim como a bagunça no banheiro, que já não existia mais.

Ela se descobriu melhor sozinha.
Não precisava mais ouvir aquelas músicas pavorosas que ele gostava, só pra agradar,
Podia vestir suas saias curtas, sem alguém para reclamar e fechar a cara,
Pra falar a verdade, ela nunca foi tão dela,
Nunca se amou tanto e deu tanto valor às pequenas coisas.

Às vezes a gente precisa se perder para se encontrar, é o que diziam por aí.
Agora ela nem tinha dúvidas de que era assim mesmo que a vida funcionava,
Pois até hoje, ela se questiona como perdeu tanto tempo com alguém que só roubava suas noites de sono, sua paz, a essência de quem ela era.

Hoje ela não enxerga mais o que via em você lá no início,
Agora ela só consegue ver o cara dos mesmos erros,
Mesmas promessas,
Mesmas desculpas e palavras vazias.

Ela sabia que precisava seguir em frente,
E pra seguir em frente,
Ela precisou te deixar pra trás.

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Mineira, 24 anos, extremamente pisciana, advogada por graduação, blogueira e escritora no Vigor Frágil, colunista nos blogs Isabela FreitasEscritos Meus e Me Apaixonei. Quer conversar comigo? É só me adicionar lá no meu perfil, Grazielle Vieira, curtir a fanpage, Vigor Frágil, ou enviar um email para vigorfragil@gmail.com. De todas as formas, você é muito bem-vindo <3

Ouça enquanto lê:

Peguei o telefone e, na minha carência e medo de te perder, ia ligar.
Eu juro que ia!
O plano era pedir desculpas assim que você atendesse ao telefone.

Parei por um instante, com o dedo no primeiro número do seu celular – um dos poucos que sei de cor – respirei fundo e comecei a formar um diálogo coerente em minha mente, digitando os números subsequentes.
Mas não apertei o botão de “ligar” porque, enquanto pensava, descobri que não sabia o que dizer.
Meu discurso coerente, não era coerente comigo.

Eu me desculparia por qual motivo?
Por qual motivo eu me desculpei com você nos últimos meses?
As lembranças de como as conversas começaram, estavam explodindo na minha cabeça, enquanto eu ainda estava com o telefone nas mãos e o apertava com toda força.
Era mais ou menos assim:

– Hey, me desculpe por tudo…
– Oi, me desculpe por qualquer coisa…
– Olha, eu sinto muito pelo o que quer que eu tenha feito…

Mas o que eu tinha feito para me desculpar tanto?
Será que eu tinha errado tanto assim em nosso relacionamento?
Na verdade, eu só sabia que a culpa do que quer que tenha acontecido, era minha.
Obviamente, ele era perfeito e incapaz de errar, certo?

Colocando o telefone de lado, me senti cansada de toda a reflexão, de todas as lembranças que voltaram à minha mente.
Sentada no tapete, finalmente percebi o que eu vinha fazendo,
Sempre me desculpando por ser quem eu sou e eu jamais deveria ter que fazer isso; ninguém deveria fazer isso.
Aí eu percebi que, no fim das contas, eu não sentia muito.

Não sentia naquela época e não sinto hoje.
Não sinto por não ter ligado,
Não me desculpo por não me desculpar quando você ligar e,
Não sinto nada por querer terminar com você.

Na verdade, me sinto livre,
Leve,
Dona de mim,
Mas com um pouco de pena de tudo que eu fiz pra te agradar.

Mas não sinto muito.

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Mineira, 24 anos, extremamente pisciana, advogada por graduação, blogueira e escritora no Vigor Frágil, colunista nos blogs Isabela FreitasEscritos Meus e Me Apaixonei. Quer conversar comigo? É só me adicionar lá no meu perfil, Grazielle Vieira, curtir a fanpage, Vigor Frágil, ou enviar um email para vigorfragil@gmail.com. De todas as formas, você é muito bem-vindo <3