machismo

Desde sempre, aprendi que cada um de nós é responsável pela própria vida. Seja em relação às atitudes, roupas, lugares frequentados ou até mesmo, conceitos e valores. Então me diga, boy, o que tanto incomoda você?

É problema meu se meu short é curto, e isso não faz de mim um alvo fácil para os caras na rua ou me deixa vulgar. É problema meu se eu falo palavrão às vezes ou sempre, e isso não faz de mim uma pessoa sem educação. É problema meu se falo alto demais. É problema meu se minha risada é escandalosa. É problema meu se gosto de azul numa sociedade que impõe que esta cor é masculina.

É apenas problema meu.

E daí que eu adoro sair numa sexta a noite, ir em um barzinho com meus amigos para beber cerveja? E daí que eu gosto de futebol, de usar boné e jogar vídeo game? Isso não faz de mim menos interessante. Menos mulher. Isso faz de mim alguém que fácil se entrosa numa conversa. Faz com que todos esses gostos, boy, que você detesta, cative outras pessoas que vão adorar conversar sobre estes assuntos comigo. Tudo isso que você detesta, fará com que eu ouça “você é a mulher que eu sempre quis.”. Fará com que o meu lado molequinha seja o principal motivo para alguém permanecer comigo. Olha só que engraçado, não é?

E daí que eu prefiro amizades masculinas? Nem todos os caras do mundo chegam numa menina com segundas intenções. Tudo bem que hoje em dia seja mais complicado de confiar assim. Mas, apesar de qualquer coisa, existem caras que são mais amigos que muitas mulheres por aí. Caras que não vão se importar se meu cabelo tá todo arrumadinho ou se está com um boné para esconder o quanto está feio. Caras que não vão ligar se eu estou indo para uma festa de salto ou de tênis. Caras esses que vão me chamar para jogar ou assistir futebol, como amigo. E eu não me importo de ser mulher em meio à tantos caras. É até engraçado quando eles me chamam de “boyzinho”.

Mulher é livre e pode fazer o que quiser da vida dela. Ela pode se relacionar com quem e quando ela quiser sendo solteira, boy. E isso não faz dela uma piranha ou qualquer outro nome que queira chamá-la. Isso se chama solteira!

Não fique aí esperando alguém que vá mudar e se adequar aos seus padrões.

Enquanto você está aí colocando mil e um defeitos em tudo que visto, faço, gosto e pelas minhas amizades ou lugares que frequento, tem muito cara – inclusive amigos seus – que dariam tudo para estar no seu lugar. Então, boy, só vou te dizer uma coisa: Dê valor. Minha paciência é curta e eu não vou mudar por conta do seu pensamento machista. Sou livre para ser como eu quiser. Gostar de você não me fará ser alguém que não sou só para te agradar. Ou você me aceita e fica. Ou pode ir, a porta está aberta e eu não vou te implorar para ficar. E repito: não vou mudar.

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20 primaveras nem sempre tão floridas assim. Baiana do interior e libriana que nunca é indecisa. Gosta de tudo organizado e no lugar, se importa mais com os outros do que com ela. Ama dias frios e chuvosos, pipoca e chocolate. Acredita que com amor, tudo se resolve. Se entrega de alma em tudo que faz. Tem incontáveis sonhos à serem realizados. Escolheu Psicologia por ser fascinada em como a mente humana funciona. É completamente apaixonada pelo John Mayer. Gosta de escrever mais do que de falar, é através da escrita que consegue colocar para fora tudo o que sente. E escreve no blog O que sinto em palavras. Passa a maior parte do tempo lendo por amar imaginar um mundo novo e uma nova história a cada livro. Viciada em café e super-heróis. E ah, adora ouvir histórias aleatórias sobre a vida. Vai adorar ouvir as suas, chegue mais! <3 stephhhalmeida@hotmail.com ou me chame no instagram!