amor

Não existe saudade,
Nem mesmo aquela pontada no peito,
Como se fosse uma faca atravessando seu coração,
Cortando-o em pedacinhos.

Finalmente, ela se levantou da cama e percebeu:
Ela conseguiu vencer aquele sentimento que não agregava mais,
E não sente mais nada.
Nem mesmo uma pequena centelha do que viveram, restou dentro dela.

Dia após dia, ao acordar sem você do lado,
Ela conseguiu ver a beleza de estar só.
O simples fato de se mexer, confortavelmente, em todos os lados da cama e poder mudar de lado, deu a ela uma nova perspectiva,
Assim como a bagunça no banheiro, que já não existia mais.

Ela se descobriu melhor sozinha.
Não precisava mais ouvir aquelas músicas pavorosas que ele gostava, só pra agradar,
Podia vestir suas saias curtas, sem alguém para reclamar e fechar a cara,
Pra falar a verdade, ela nunca foi tão dela,
Nunca se amou tanto e deu tanto valor às pequenas coisas.

Às vezes a gente precisa se perder para se encontrar, é o que diziam por aí.
Agora ela nem tinha dúvidas de que era assim mesmo que a vida funcionava,
Pois até hoje, ela se questiona como perdeu tanto tempo com alguém que só roubava suas noites de sono, sua paz, a essência de quem ela era.

Hoje ela não enxerga mais o que via em você lá no início,
Agora ela só consegue ver o cara dos mesmos erros,
Mesmas promessas,
Mesmas desculpas e palavras vazias.

Ela sabia que precisava seguir em frente,
E pra seguir em frente,
Ela precisou te deixar pra trás.

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Mineira, 24 anos, extremamente pisciana, advogada por graduação, blogueira e escritora no Vigor Frágil, colunista nos blogs Isabela FreitasEscritos Meus e Me Apaixonei. Quer conversar comigo? É só me adicionar lá no meu perfil, Grazielle Vieira, curtir a fanpage, Vigor Frágil, ou enviar um email para vigorfragil@gmail.com. De todas as formas, você é muito bem-vindo <3

A vida a dois não é (e nunca foi) uma necessidade, por mais que muitas vezes pareça uma exigência da sociedade. Na realidade, todos nós temos esse poder fantástico de nos completarmos sozinho, sem precisar de mais ninguém! Ser feliz é um estado individual, onde suas expectativas sobre o que o mundo te dá são atendidas. Quem costuma esperar demais está sempre achando que a vida está em débito, que falta alguma coisa e que, logo, não se pode ser feliz. Apesar disso, todo mundo já se rendeu em algum momento aos romances da vida, assistindo algum filme de Hollywood ou alguma animação da Disney. E por mais que insistam em dizer que são essas modelações de perfeição que iludem a gente, eu gosto de acreditar que são esses roteiros tão delicadamente escritos que constroem a nossa alma, a nossa força de se doar para as pessoas. Afinal, se a gente não pode doar amor ao mundo como esperar que ele nos traga o amor de volta?

Encontre alguém que te olhe com os olhos fixos e se perca no seu olhar sem razão alguma. Encontre alguém que pegue sua mão na rua e não solte por nada, que te abrace apertado no meio de todo mundo e sinta orgulho de quem você é. Encontre alguém que te elogie o tempo todo, quando você terminar de se maquiar ou quando você tiver acabado de acordar. Encontre quem te tire o riso nos dias nublados, que te faça gargalhar fácil. Encontre alguém que te conheça bem, que saiba como te animar, que saiba quando você precisa de um cafuné. Encontre quem goste dos seus memes, que assista a seus filmes e séries com você, que te leve comer pastel. Ache a pessoa que te fará sentir única, que te provará o amor na sua forma mais bela, que não se importe com dinheiro, com aparências, com as pessoas invejosas e com a sociedade normatizadora. Ache quem te de rosas, chocolates, balões e cartas escritas à mão. Encontre quem te leve nos seus shows preferidos, quem desça as escadas do prédio sexta à noite de inverno com chuva para buscar a pizza na portaria. Encontre quem não tenha medo de viver uma vida inteira ao seu lado, que queira fazer planos, que queira ter um filho ou um cachorro, que esteja pronto para reescrever toda a sua vida com você ao seu lado. Ache quem você possa confiar seus segredos e traumas, quem te de um ombro quando você chorar, quem te ilumine o dia, quem te espere depois do trabalho com um sorriso e um abraço apertado, que te faça massagem nos pés. Ache quem respeite suas diferenças, quem te leve viajar, quem te faça surpresas, quem vele teu sono, quem te pegue no colo, te aperte as costas até estalar, que te faça companhia nos seus melhores e piores momentos da vida. Procure quem te ajude a crescer, quem faça compras com você, quem te ajude na mudança, quem trate bem sua família e amigos. Procure e você achará alguém que esteja disposto a ser um sonho para você, não acredite de forma alguma que o mundo possa ser um lugar impossível de se viver o amor.

Não tenha medo de sonhar alto! Não se contente com pouco, você certamente merece mais, merece cada pedaço dos sonhos que você tem dentro do seu coração. Não se sinta mal em partir, em buscar novos horizontes que te levem aos seus desejos mais pessoais. Não se submeta a falsos amores, a pessoas superficiais, a relacionamentos abusivos. Aponte para o caminho da sua felicidade e vá sem medo, nunca é tarde, todo mundo tem seu futuro reservado em algum lugar, não perca tempo por medo, o medo sabota o amor! E se você não se achar merecedor desse amor, prove para o mundo que você merece sim, seja essa pessoa! Se entregue de corpo e alma para outra pessoa e faça cada pedaço dessa história valer, mostre que bons amores são feitos de reciprocidade!

O mundo tem precisado urgentemente de bons exemplos, seja um deles!

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.


Escute enquanto lê:


Você já teve aquela impressão de que você era difícil demais de amar? Pois é. Eu sinto isso todos as vezes em que tento me relacionar com algum indivíduo. Tem aquela coisa típica de primeiro encontro, vocês sabem. Ele te leva pra sair, você se arruma como se fosse encontrar seu príncipe encantado e no fim, não é nada demais – o que eu até prefiro, para ser sincera. Vocês vão pra um barzinho qualquer, tomam um cerveja barata só para jogar uma conversa fora, falam sobre seus gostos, seus antigos relacionamentos, seus sonhos e sua família. Vocês riem, riem muito. Riem porque ele é engraçado e você é mais ainda. Você pedem algo pra comer e a a noite passa sem você notar.

Vocês dividem o uber para casa, as vezes ele te convida para dele, as vezes você volta para sua. Se você voltar pra sua casa depois de um encontro daqueles, você liga pras suas amigas, manda mensagem, faz até facetime “AMIGA, VOCÊ NÃO SABE, ENCONTREI MINHA ALMA GÊMEA” “AMIGA, ELE É PERFEITO! DESSA VEZ É SÉRIO”.

Mas não é. Vocês saem mais algumas vezes, e não dá em nada. Acho que ele só queria te levar para cama. Vocês discutem, param de se falar, se excluem das redes sociais e você chora no ombro de alguém.

Ninguém diz “eu te avisei” para um coração partido procurando por um amor. Eles só te abraçam e prometem que você é boa demais, inteligente demais, legal demais e que ELE não te merecia. É o que os amigos fazem e você os ama por cada palavrinha que acolhe seu corpinho frágil.

Mas adivinha? Você volta pro tinder. É, sabe o tinder, aquele aplicativo de namoros que mais se parece um cardápio humano? Esse! Você volta para lá, porque a vida da boate te cansou, porque os beijos vazios te magoam quando você chega em casa. Porque você não liga pra aquele cara bêbado que tentou agarrar você sem nem saber quem você é. Você vai procurar um amor.

Eu nem preciso dizer que você acha, né? A conversa de vocês bate de cara. Vocês começam a virar amigos íntimos, contam piadas um pro outro, riem da vida. Resolvem sair. Seu coração parece que vai pular pela boca – ou de um precipício. Você não liga, nem um pouco. Pede ajuda para se arrumar. Coloca um vestido arrumadinho e vai pro balada mix encontrar o fulano. A conversa é profunda, você olha nos olhos dele e AGORA você tem certeza. MANO, É ELE! É ele o cara da sua vida, o que você quer pra você. Vocês vão no cinema, assistem “Cidades de papel”, ele te conta o quanto esse filme lembra ele dos tempos em que ele morava em Miguel Pereira, você presta atenção, é claro. Você fala da sua vida também das suas séries preferidas, do que você já passou e do que pretende passar.

Ele te beija. Caralho, que beijo. Você sente que vai flutuar, ele também.

Vocês engatam nessa ficada séria, onde ninguém pode ficar com ninguém. Começam a se ver mais, a se curtir mais, você tenta ser reservada mas não tanto, começa a se abrir pra ele aos pouquinhos. Mas quer saber? Ele começa a dizer que VOCÊ não demonstra seus sentimentos, que você não é carinhosa, que você é o problema. Você acredita nele. Você chora. Seus amigos te dizem que não, que você não é essa garota que ele insiste em dizer que você é. Não é culpa sua, caralh*!

Vocês terminam, você não esquece as palavras dele. Afinal, será que eu sou mesmo uma incógnita? Será que eu não deixo eles me conhecerem? O que tem de errado comigo?
O sexo foi ruim? Foi o meu corpo? Será que eu não sou bonita o suficiente? Por que ele me tratou que nem lixo depois de dizer que gostava taaaaanto de mim?

Passa um BOM tempo. Você esquece dele. Você muda, amadurece, passa por um monte de coisas novas. Você conhece outro cara. Ele é legal, engraçado, despojado, viajado, mas não quer nada sério. Vocês ficam, mas não dá em nada. Você quer namorar. Então, você perde as esperanças. Deixa a vida te levar, para de procurar coisa em buraco vazio.

Você acha. Um match despretensioso te leva até ele. Ele é diferente. Ele é sarcástico, o humor dele te faz sorrir no meio de madrugada, vocês trocam mensagens o dia inteiro por um loooongo tempo. Você conta da sua vida, afinal.. você precisa demonstrar mais, não foi o que o Outro falou? Você faz isso. Você age como si mesma. Você come besteira na frente dele, se suja, ri das suas loucuras, conta os seus problemas, conta as suas dificuldades. Abre sua casa, sua família, seu coração.

Vocês começam a se encontrar mais vezes – é, de novo. Você promete que NÃO VAI SE APAIXONAR. Mas aí um dia, você está deitada no sofá dele, apoiado no peito dele, olhando para os olhos DELE e você sente aquele embrulho no estômago que diz “É, minha filha.. você tá nessa outra vez”

Dessa vez você não precisa dizer para ninguém que é diferente, afinal.. você nem quer assumir que é diferente. Você finge pra si mesma que não é. Você foge dos outros caras, procura ele em todos os rostos que você vê. E nada.

Ele fala que você é ABERTA demais, sabe? Que você é disponível demais, sabe? Que você não é transparente, sabe? E você pensa “Porra, outra vez não.. por favor”
Aliás, você pensa “Dessa vez não, por favor..”

Dessa vez não, porque dessa vez você tá apaixonada. Você não tá procurando um namoro. Você só quer ele.

Qual é o problema comigo OUTRA VEZ? Eu sou aberta demais? O que eu faço, eu me fecho? Eu não sou transparente, no que diabos eu MENTI?

Ele não te diz.

Você se afoga na sua cama porque você tá cansada demais para discutir. Seus remédios para dormir não fazem efeito e você deseja esquecer que conheceu ele um dia. Mas não esquece.
“Se eu descobrir, vai adiantar alguma coisa?” você pergunta.

“Não sei” ele responde.

Você sabe que não. Você sabe que acabou aquilo que nem havia começado. Você sente aquele mesmo aperto no coração. É, talvez não seja para ser.

“Relaxa amiga, ele quem está sendo um babaca.. ele não te conhece” suas amigas te falam.

Mas será? Será que não sou eu?

Você resolve deixar pra lá. Sem ideia alguma do que diabos você pode fazer agora.

O problema sou eu por ser real demais? 

 

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  

Ouça enquanto lê:

Peguei o telefone e, na minha carência e medo de te perder, ia ligar.
Eu juro que ia!
O plano era pedir desculpas assim que você atendesse ao telefone.

Parei por um instante, com o dedo no primeiro número do seu celular – um dos poucos que sei de cor – respirei fundo e comecei a formar um diálogo coerente em minha mente, digitando os números subsequentes.
Mas não apertei o botão de “ligar” porque, enquanto pensava, descobri que não sabia o que dizer.
Meu discurso coerente, não era coerente comigo.

Eu me desculparia por qual motivo?
Por qual motivo eu me desculpei com você nos últimos meses?
As lembranças de como as conversas começaram, estavam explodindo na minha cabeça, enquanto eu ainda estava com o telefone nas mãos e o apertava com toda força.
Era mais ou menos assim:

– Hey, me desculpe por tudo…
– Oi, me desculpe por qualquer coisa…
– Olha, eu sinto muito pelo o que quer que eu tenha feito…

Mas o que eu tinha feito para me desculpar tanto?
Será que eu tinha errado tanto assim em nosso relacionamento?
Na verdade, eu só sabia que a culpa do que quer que tenha acontecido, era minha.
Obviamente, ele era perfeito e incapaz de errar, certo?

Colocando o telefone de lado, me senti cansada de toda a reflexão, de todas as lembranças que voltaram à minha mente.
Sentada no tapete, finalmente percebi o que eu vinha fazendo,
Sempre me desculpando por ser quem eu sou e eu jamais deveria ter que fazer isso; ninguém deveria fazer isso.
Aí eu percebi que, no fim das contas, eu não sentia muito.

Não sentia naquela época e não sinto hoje.
Não sinto por não ter ligado,
Não me desculpo por não me desculpar quando você ligar e,
Não sinto nada por querer terminar com você.

Na verdade, me sinto livre,
Leve,
Dona de mim,
Mas com um pouco de pena de tudo que eu fiz pra te agradar.

Mas não sinto muito.

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Mineira, 24 anos, extremamente pisciana, advogada por graduação, blogueira e escritora no Vigor Frágil, colunista nos blogs Isabela FreitasEscritos Meus e Me Apaixonei. Quer conversar comigo? É só me adicionar lá no meu perfil, Grazielle Vieira, curtir a fanpage, Vigor Frágil, ou enviar um email para vigorfragil@gmail.com. De todas as formas, você é muito bem-vindo <3

Escute enquanto lê: 

Hoje é o Dia da Mulher, né?

Eu já fui aquela que bate no peito e diz que “dia da mulher é todo dia!”, e que certas coisas deveriam ser feitas todos os dias. Deveriam. Mas cara, convenhamos, de todos os namorados que tive (e eu tive muitos!), nenhum-ou-quase-nenhum me fazia sentir especial todos os dias. Isso é “besteira”. Isso é papo pra boi dormir. Uma hora ou outra o relacionamento acaba caindo na rotina, vocês tem seus empregos, estudos, vidas diferentes, problemas o tempo todo, e o conto de fadas de que devemos conquistar a pessoa ao nosso lado todos os dias é deixado de lado.

Mas fato é que eu já tentei ser a pessoa que conquista o outro todos os dias. Deixava bilhetes de bom dia no banheiro, colocava na mochila que ele levava pro trabalho, mandava uma música no meio da tarde, postava uma declaração supresa no Instagram, comprava aquele livro que ele tanto queria sem data especial alguma… Tentava fazer ele se sentir especial, mesmo que com um gesto mínimo, entende? O problema é que a gente sente falta da famosa reciprocidade, e simplesmente para de querer ser assim. Começa a agir automaticamente, sem sentimento algum. Eu já tive namorado que não me deu nada nem no dia do meu aniversário! Mas que absurdo. Nem um papel de bala Icekiss? Nem uma carta? Nem um canto rasgado de uma folha de caderno escrito “Eu te amo”? Não. Nada disso. Ele simplesmente não viu a necessidade. Achou que eu não me importava com isso. Imagina! Demonstração de carinho? Ninguém gosta, né? E nessas pequenas coisas o amor vai se perdendo. Você vai se perdendo. O outro vai se perdendo. E quando percebem, são estranhos vivendo lado a lado. Só soltar as mãos.

Em um dos meus livros favoritos li a seguinte frase “A gente aceita o amor que acha que merece”. E essa frase me marcou tão positivamente… Eu, que diversas vezes não me achava suficiente . Eu, que já fui levada a me culpar pelos erros de outra pessoa. Eu, que já chorei por pessoas que sequer se importavam em me machucar. Eu, que já me entreguei para quem só me via como um prêmio. Eu, que já vivi relacionamentos abusivos achando que era a coisa mais normal do mundo. Eu, que já me senti culpada por estar com uma roupa curta e deixar meu namorado com ciúme. Eu, que já aceitei muito menos do que eu mereço…

Que nesse Dia da Mulher, você, mulher, saiba que não deve aceitar migalhas. Que você, mulher, saiba o quão necessária você é para o mundo. Que você, mulher, saiba que apesar do padrão que nos é empurrado dia após dia pela mídia, toda mulher traz dentro de si uma beleza única. Que você, mulher, saiba que esse amor que te machuca, que destroça seu peito, te põe maluca, te impõe limites, te faz refém de si mesma, não é amor… Você merece MUITO mais do que um pouquinho. Do que quase nada. Do que um carinho raro. Do que um beijo apressado. Não aceite menos daquilo que te faz transbordar.

Que você, mulher, saiba da sua força. Porque mulher é bicho que sorri mesmo despedaçada por dentro. Mulher se segura com um sorriso em cima de um salto, mesmo com vontade de chorar sentada no meio fio. Que você, mulher, nunca se esqueça do poder que tem dentro de si… O poder do amor. Do sorriso que ilumina. Do coração que sempre está pronto para abrigar mais um. Da bondade de querer sempre ver o melhor das pessoas. Que você nunca perca isso, mulher.

Que você, mulher, continue lutando apesar das derrotas. Que você permaneça guerreira quando tudo ao seu redor te impulsionar a desistir. Que você se decepcione e levante cada vez mais forte. Que você, mulher, seja a mulher que quiser ser. Sem nenhuma imposição. Um dia princesa da Disney, outro dia a Bruxa do Mar. Você quem sabe! Que você, mulher, saiba a hora de se permitir ser frágil um pouquinho. Que você, mulher, não deixe de acreditar nos filmes da Disney. Tem dias que podemos sim, nos sentir um pouco princesas. Que você, mulher, nunca deixe de acreditar no amor. Ele acredita em você. Que você, mulher, nunca perca a doçura da menina-moleca que existe dentro de você.

Que você, mulher, se olhe no espelho e veja o quão incrível você é. Que você, mulher, se apaixone por alguém que também é apaixonado por você. Alguém que enxergue o mundo através dos seus olhos. Alguém que enxergue uma beleza que você nem mesmo vê. Alguém que permaneça ao seu lado, te dê as mãos, e te passe toda a segurança que um amor tranquilo deve passar.

Mas enquanto não encontra esse amor, mulher, me promete uma coisa? Que você, mulher, se ame. Muito. Profundamente. Inteiramente. Cada pedacinho de si.

E que você irradie felicidade.

Porque o sorriso de uma mulher é como se fosse um pedacinho do céu bem aqui…

Parabéns a todas nós! Eu amo vocês.


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Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.

Eu queria deixar de te amar.
Briguei com meu fraco coração várias vezes.
Enfrentei conflitos entre razão e emoção e não cheguei à lugar algum.

Precisei dizer que não,
Disfarçar o meu desejo,
E tentar deletar você da minha mente.

Menti para mim mesma,
Escondendo a verdade,
Dizendo por aí que não queria mais você.

Tudo foi um grande erro.
Como pensei que saberia apagar tudo o que vivemos,
Os momentos e os abraços,
Quando não consigo apagar o número do seu telefone ou nossas fotos juntos?

Nessa loucura de tentar te esquecer,
Apenas me lembrei que não sou tão forte,
Que meu coração está amarrado ao seu,
Com nós tão resistente, que não consigo quebrar.

Quantas vezes ri para não chorar,
Iludindo a todos e a mim mesma,
Com uma falsa alegria.

Apesar de tudo,
Sigo firme no propósito de não te buscar.
Também não quero procurar outros braços para suprir seus carinhos.

Não estou pronta,
Não sei se um dia estarei.

Mas se faço isso, é por amor.
Amor a mim,
Amor a nós,
A tudo que vivemos.

Para não me quebrar,
Não quebrar nossa promessa de “amar para sempre”.

Se, ao acaso, lembrar de mim,
Não esqueça que eu nunca deixei de te amar.

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Mineira, 24 anos, extremamente pisciana, advogada por graduação, blogueira e escritora no Vigor Frágil, colunista nos blogs Isabela FreitasEscritos Meus e Me Apaixonei. Quer conversar comigo? É só me adicionar lá no meu perfil, Grazielle Vieira, curtir a fanpage, Vigor Frágil, ou enviar um email para vigorfragil@gmail.com. De todas as formas, você é muito bem-vindo <3

Escute enquanto lê:

Ei, eu sei. Já fui essa garota.

Essa mesmo, quem você está tentando ser nesse exato momento. Aquela que bate no peito e diz que o coração é de gelo. Aquela que sai com as amigas e diz não estar nem aí pro ex namorado que tá beijando outra na sua frente. Aquela que se faz de forte a noite toda. Aquela que prefere não se relacionar com ninguém porque tem a certeza de que a outra pessoa irá machucar. Aquela que está feliz sempre. Aquela que tem orgulho de ser da geração desinteresse. Aquela que dá conselho para as amigas, mas esquece de si. Aquela que diz que não se impressiona com palavras bonitas.

Aquela que diz não acreditar mais no amor…

O que não te contaram é que o amor acredita em você.

Seu coração não é de gelo. Você se emociona ao fazer o bem, e morreria para salvar aqueles que ama. Você faz tudo pelos seus amigos e não suporta injustiça. Lembra aquela vez que você deixou de ir em uma festa em que seu ex namorado estaria, só pra que isso não gerasse nenhum desconforto pra ele? Então. Era amor. Lembra quando no colegial você começou a andar com a diferente da turma só porque não achava justo todo mundo excluir a menina? Era amor. Lembra quando você viu lágrimas nos olhos da sua mãe, segurou as suas, e deu o seu melhor sorriso para melhorar o dia dela? Era amor. Lembra quando aquele seu amigo chegou com suas dores, e você achou melhor guardar as suas pra outro dia e escutar o que ele tinha pra dizer? Era amor. Lembra quando você mesmo sem querer sair de casa, saiu com a sua melhor amiga, porque você sabia que se ela ficasse em casa iria chorar e se sentir mal? Era amor. Lembra de todas às vezes em que assistiu filmes de romance e se emocionou? Era amor. Lembra quando você foi em um casamento, viu o noivo chorar, e achou aquilo uma das demonstrações mais puras de afeto existentes? Era amor. Lembra quando você deu uma esmola pra uma criança de rua, e o sorriso dela mudou o seu dia? Era amor. Lembra quando você passou o dia inteiro ouvindo histórias repetidas da sua avó, mas mesmo assim fingiu que estava ouvindo pela primeira vez? Era amor. Lembra de todas às vezes em que brigou com o seu irmão, e sentiu uma pontinha de arrependimento logo depois? Era amor. Lembra quando você disse que não acreditava no amor? Você estava pensando nele.

Era amor.

Você é amor. O tempo todo.

Não duvide disso. Não vista armaduras, não tente esconder seu coração atrás de uma camada de gelo que sequer existe. Nosso coração foi feito pra bater forte, pra sentir, pra doer, pra amar, pra sangrar. Pra ser livre. Não deixe de acreditar, não deixe de fazer o bem. Não se torne aquilo que te machucou, não desconfie de quem te estende a mão, não dê as costas para sentimentos bonitos. Eles existem.

Se entregue, se permita ser sempre frágil. Só vive por inteiro aqueles que não tem medo de sentir.

E como é aquela frase mesmo…? Nós somos aquilo que emitimos.

Você é amor. Seja amor. Sempre amor…

 


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Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.