Relacionamentos

Não existe saudade,
Nem mesmo aquela pontada no peito,
Como se fosse uma faca atravessando seu coração,
Cortando-o em pedacinhos.

Finalmente, ela se levantou da cama e percebeu:
Ela conseguiu vencer aquele sentimento que não agregava mais,
E não sente mais nada.
Nem mesmo uma pequena centelha do que viveram, restou dentro dela.

Dia após dia, ao acordar sem você do lado,
Ela conseguiu ver a beleza de estar só.
O simples fato de se mexer, confortavelmente, em todos os lados da cama e poder mudar de lado, deu a ela uma nova perspectiva,
Assim como a bagunça no banheiro, que já não existia mais.

Ela se descobriu melhor sozinha.
Não precisava mais ouvir aquelas músicas pavorosas que ele gostava, só pra agradar,
Podia vestir suas saias curtas, sem alguém para reclamar e fechar a cara,
Pra falar a verdade, ela nunca foi tão dela,
Nunca se amou tanto e deu tanto valor às pequenas coisas.

Às vezes a gente precisa se perder para se encontrar, é o que diziam por aí.
Agora ela nem tinha dúvidas de que era assim mesmo que a vida funcionava,
Pois até hoje, ela se questiona como perdeu tanto tempo com alguém que só roubava suas noites de sono, sua paz, a essência de quem ela era.

Hoje ela não enxerga mais o que via em você lá no início,
Agora ela só consegue ver o cara dos mesmos erros,
Mesmas promessas,
Mesmas desculpas e palavras vazias.

Ela sabia que precisava seguir em frente,
E pra seguir em frente,
Ela precisou te deixar pra trás.

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Mineira, 24 anos, extremamente pisciana, advogada por graduação, blogueira e escritora no Vigor Frágil, colunista nos blogs Isabela FreitasEscritos Meus e Me Apaixonei. Quer conversar comigo? É só me adicionar lá no meu perfil, Grazielle Vieira, curtir a fanpage, Vigor Frágil, ou enviar um email para vigorfragil@gmail.com. De todas as formas, você é muito bem-vindo <3

Certo dia, eu tive a ideia de abrir as configurações de pessoas bloqueadas do meu perfil do Facebook e Whats App. Tinha umas boas dezenas de bloqueados. Pessoas que eu não queria na minha timeline, nem que participassem da minha vida virtual (nem eu queria ver a deles). Pessoas que me magoaram e que já partiram. Todos lá, povoando um ambiente confiado do meu desprezo. Foi, então, que me perguntei, por que eu fiz isso? Por que bloquear? Se eu não gosto de uma padaria, eu, simplesmente, deixo de ir nela. Eu não coloco um X vermelho bem grande na porta da padaria ou um cartaz dizendo: EU, CAL CRISPIM, NÃO COMPRO MAIS PÃO AQUI! Por que com as pessoas colocamos este tal X? Por que não apenas deixar de visitar as padarias e as pessoas que não gostamos mais?

A ação de bloquear nos dias de hoje equivale, muitas vezes, a dizer: EU TE ODEIO! ME ESQUECE! #PQNÃOMORRE??? Isso tudo sem você precisar olhar na cara da pessoa. Você percebe que ao bloquear machucou alguém que no fundo merecia ser magoado (porque já fez pior contigo umas 100 vezes) e isso alimenta nossos egos infantis. A tal da “vingancinha” virtual! Confessemos: é gostoso e satisfatório bloquear alguém de vez em quando, mas significa muito mais do que se vingar e machucar. Significa que existe mágoa e, principalmente, rancor. A grande questão é: PRA QUÊ NUTRIR TAIS SENTIMENTOS?

Pensando nisso, comecei a DESBLOQUEAR as pessoas do meu Facebook e do Whats App. Pessoas que eu nem sabia mais o porquê de estarem lá, mas em algum momento foi odiado o suficiente para ir à minha penitenciaria mental. Eu não queria mais manter ninguém nesta lista negra psicológica. Simplesmente as deixei livres. Livres das minhas mágoas, das minhas decepções. E sabe qual foi o resultado disso? Apenas uma deliciosa sensação boa de fazer as pazes comigo mesma. As pazes com minhas dores.

Mas Cal, não se esqueça, eles estão bloqueados porque foram traidores, mentirosos, psicopatas, pessoas ruins, pessoas que eu não desejo conviver! Bloquear é como criar um presídio de segurança máxima e sentenciar à todos a prisão perpetua. Sim, eu sei disso. Mas o grande lance é que o bloqueio demonstra muita infantilidade da nossa parte. Lembra quando você era criança e quando não queria falar com sua amiga, unia seus dedos indicadores e falava: Corta aqui? O bloqueio é um Corta Aqui no século XXI. Bloquear é ficar de mal do coleguinha e mesmo que você nunca mais queira falar com seu ex-amigo-vizinho-chefe-parceira-sejaláquemfor, acha mesmo necessário o Corta Aqui? Eu te digo: NÃO É.

Você tem que ser adulto o suficiente para sair da vida de uma pessoa sem ficar de mal, ou sem esses métodos infantis. Tem que ser adulto o suficiente para dizer: Hey, eu tenho o seu número, mas não significa que eu vou te ligar (porque eu não quero e nem vou). Eu sei qual seu nome no Facebook, no Instagram, no Snapchat, mas eu não quero saber como anda a sua vida! Tem que ter maturidade nível MASTER para não ficar fuçando a rede social de alguém que você não quer contato. Vocês bem sabem do que eu estou falando, porque sim, é possível você não querer conviver-namorar-ter amizade-trabalhar com alguém e ainda assim viver na CURIOSIDADE de bisbilhotar como anda a vida do moribundo. Curiosidade nem que seja para saber que ele está numa pior! Sofrendo e chorando! Se está feliz, ou noutro planeta.

Turma, vamos crescer e pensar positivo para aquelas que nos machucaram! É difícil, mas vamos tentar! Pense: Que eles sejam infelizes! Ops… errei a escrita, eu quis dizer, infelizes. Não, Cal, FELIZES! Isso, felizes (Nossa! Como é difícil mesmo!). Foi isso que eu queria dizer, todos merecem ser felizes nessa vida. Porque pessoas felizes não tem tempo e nem interesse em machucar-magoar-mentir e ferir outras pessoas. Estou enganada? Claro que não, por isso, vamos (precisamos) desejar coisas boas e amar (sim, amar) aquelas que nos feriram algum dia. Vamos ser seres humanos melhores?! Que tal?

Obs: Amar não significa se relacionar ou se envolver. Apenas queira bem, pense positivo e deseje o melhor para aquelas vidas!

Nessas tentativas de amadurecer, minha vida ficou mais suave depois de colocar isso em prática. Com apenas um click, com pequenos gestos como: desbloquear pessoas e trocar de padaria. Gestos como abrir as portas da frente da minha penitenciaria mental.

Hey, sintam-se livres! E sejam muito, muito, mas muito FELIZES!  Bem, bem, mas bem longe de mim!

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Sou musicista (sem banda) Escritora (sem livro) Professora de Educação Física (que ama batata... frita!) Dependente química em Seriados e chocolates (sim, no plural!) Colecionadora de livros, gibis e cds (aceito presentes!)  Apaixonada por Beach Tennis (meu escritório é na praia;) Adoro escrever (principalmente escrever o que penso entre parenteses).  Soteropolitana, nascida e criada em Salvador-Bahia (com grande antipatia por axé e cia. ltda)  Ciumenta com meus familiares, amigos e amores  #soudessas #adorohashtag #xerudacal Agora sim, me fale mais sobre você? ... 

Escute enquanto lê:

Relaxa, eu não vou revelar a sua farsa. 

Seu segredo está seguro comigo, você pode confiar. Eu não vou escrever um texto sobre você em um site com tantos seguidores. Não, jamais! Eu não vou falar sobre o modo como você me tratou ou sobre seus truques mal elaborados. Eu não vou contar que caí na sua, mas não caio mais. Não vou contar pra todas aquelas meninas o quão fútil, superficial e egoísta você é. Relaxa, você ainda pode pagar de bonzinho/misterioso, eu deixo. Eu deixo você sair por aí, com esse andar imponente e essa fala hipnotizante. Eu não vou dizer à elas quem você realmente é quando deixa a máscara cair.

Ou será que vou?

Será que eu seria mesmo capaz de escrever sobre você? Sobre os encontros? Sobre a forma como você virou lobo mau e eu precisei correr para longe antes que você assoprasse minha casa e eu me perdesse pelos ares? Será? Não, imagina! Eu nunca acabaria com a sua fama sabendo o quanto você preza por ela. Não acabaria com a sua imagem tão bem desenhadinha, polida e retratada. Eu não seria capaz. Você lutou pra manter esse humor ácido, esse lado sexy e encantador. Você lutou para atrair todas aquelas mulheres para o seu covil, não foi?

Será que eu posso exterminar você?

Ah, posso sim. Mas não, RELAXA, eu não faria isso. Eu não vou dizer que primeiro, você é super engraçado e envolvente. Não vou dizer que você esconde seu lado obscuro dando aquela risada gostosa só pra que a gente não note. Não vou contar que você, na verdade, não é misterioso. É apenas um cara procurando por diversão e fingindo ser alguém melhor do que realmente é. Não vou dizer que vocês cria piadas internas, que faz parecer que o mundo pode girar com a gente de uma outra forma e que fez parecer para mim que eu era a única, quando não era.

Eu não vou contar que você me fez sentir especial, que disse que gostava de mim e que na primeira oportunidade que teve, meteu o pé. Não vou contar que você aprendeu mesmo como se faz um marketing pessoal e que o seu, é bom.

Mas é propaganda enganosa.

Não vou dizer que você me levou em um encontro maravilhoso – ou em vários – mas que na hora em que eu fui parar nas suas mãos, você me esmagou e jogou no lixo. Não vou dizer que você fez tudo isso de uma forma “delicada” apenas pra manter a boa impressão. Não vou dizer que você fingiu honestidade em palavras doentias recheadas apenas de hostilidade.

Relaxa, eu não vou revelar a sua farsa. Ninguém vai saber.

Não vou contar que seu motivo para ir embora foi tão podre quanto você se mostrou ser.  Não vou contar que você é preconceituoso, mentiroso e BEM aproveitador. Não vou dizer que seu ego é tão grande que não tem espaço para amor aí dentro. Não vou dizer o que você me disse.

Pera aí.. o que foi mesmo? “Temos sintonias diferentes, mas você é menina SENSACIONAL” e depois “É que na verdade, eu só fico com mulheres beeeem magrinhas, sabe?”

Ah, é.. foi isso. Mas relaxa, ninguém vai saber. Você pode continuar usando seu joguinho emocional, fazendo com que a gente se apaixone apenas para aumentar o vazio que você tem em ti. Não vou destruir seus planos de conquistar e deixar pra lá.

Relaxa, ninguém vai saber que você não é isso tudo e que na verdade, você sair da minha vida foi um livramento. Eu não vou contar que você é manipulador e só liga pro próprio umbigo. Ou pros bíceps.

Seus 600 matchs no tinder não precisam saber que você, na verdade, é um espaço em branco igual a sua bio.

Eu não vou revelar a sua farsa (eu só vou fazer este post)

 

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  

A vida a dois não é (e nunca foi) uma necessidade, por mais que muitas vezes pareça uma exigência da sociedade. Na realidade, todos nós temos esse poder fantástico de nos completarmos sozinho, sem precisar de mais ninguém! Ser feliz é um estado individual, onde suas expectativas sobre o que o mundo te dá são atendidas. Quem costuma esperar demais está sempre achando que a vida está em débito, que falta alguma coisa e que, logo, não se pode ser feliz. Apesar disso, todo mundo já se rendeu em algum momento aos romances da vida, assistindo algum filme de Hollywood ou alguma animação da Disney. E por mais que insistam em dizer que são essas modelações de perfeição que iludem a gente, eu gosto de acreditar que são esses roteiros tão delicadamente escritos que constroem a nossa alma, a nossa força de se doar para as pessoas. Afinal, se a gente não pode doar amor ao mundo como esperar que ele nos traga o amor de volta?

Encontre alguém que te olhe com os olhos fixos e se perca no seu olhar sem razão alguma. Encontre alguém que pegue sua mão na rua e não solte por nada, que te abrace apertado no meio de todo mundo e sinta orgulho de quem você é. Encontre alguém que te elogie o tempo todo, quando você terminar de se maquiar ou quando você tiver acabado de acordar. Encontre quem te tire o riso nos dias nublados, que te faça gargalhar fácil. Encontre alguém que te conheça bem, que saiba como te animar, que saiba quando você precisa de um cafuné. Encontre quem goste dos seus memes, que assista a seus filmes e séries com você, que te leve comer pastel. Ache a pessoa que te fará sentir única, que te provará o amor na sua forma mais bela, que não se importe com dinheiro, com aparências, com as pessoas invejosas e com a sociedade normatizadora. Ache quem te de rosas, chocolates, balões e cartas escritas à mão. Encontre quem te leve nos seus shows preferidos, quem desça as escadas do prédio sexta à noite de inverno com chuva para buscar a pizza na portaria. Encontre quem não tenha medo de viver uma vida inteira ao seu lado, que queira fazer planos, que queira ter um filho ou um cachorro, que esteja pronto para reescrever toda a sua vida com você ao seu lado. Ache quem você possa confiar seus segredos e traumas, quem te de um ombro quando você chorar, quem te ilumine o dia, quem te espere depois do trabalho com um sorriso e um abraço apertado, que te faça massagem nos pés. Ache quem respeite suas diferenças, quem te leve viajar, quem te faça surpresas, quem vele teu sono, quem te pegue no colo, te aperte as costas até estalar, que te faça companhia nos seus melhores e piores momentos da vida. Procure quem te ajude a crescer, quem faça compras com você, quem te ajude na mudança, quem trate bem sua família e amigos. Procure e você achará alguém que esteja disposto a ser um sonho para você, não acredite de forma alguma que o mundo possa ser um lugar impossível de se viver o amor.

Não tenha medo de sonhar alto! Não se contente com pouco, você certamente merece mais, merece cada pedaço dos sonhos que você tem dentro do seu coração. Não se sinta mal em partir, em buscar novos horizontes que te levem aos seus desejos mais pessoais. Não se submeta a falsos amores, a pessoas superficiais, a relacionamentos abusivos. Aponte para o caminho da sua felicidade e vá sem medo, nunca é tarde, todo mundo tem seu futuro reservado em algum lugar, não perca tempo por medo, o medo sabota o amor! E se você não se achar merecedor desse amor, prove para o mundo que você merece sim, seja essa pessoa! Se entregue de corpo e alma para outra pessoa e faça cada pedaço dessa história valer, mostre que bons amores são feitos de reciprocidade!

O mundo tem precisado urgentemente de bons exemplos, seja um deles!

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.


Escute enquanto lê:


Você já teve aquela impressão de que você era difícil demais de amar? Pois é. Eu sinto isso todos as vezes em que tento me relacionar com algum indivíduo. Tem aquela coisa típica de primeiro encontro, vocês sabem. Ele te leva pra sair, você se arruma como se fosse encontrar seu príncipe encantado e no fim, não é nada demais – o que eu até prefiro, para ser sincera. Vocês vão pra um barzinho qualquer, tomam um cerveja barata só para jogar uma conversa fora, falam sobre seus gostos, seus antigos relacionamentos, seus sonhos e sua família. Vocês riem, riem muito. Riem porque ele é engraçado e você é mais ainda. Você pedem algo pra comer e a a noite passa sem você notar.

Vocês dividem o uber para casa, as vezes ele te convida para dele, as vezes você volta para sua. Se você voltar pra sua casa depois de um encontro daqueles, você liga pras suas amigas, manda mensagem, faz até facetime “AMIGA, VOCÊ NÃO SABE, ENCONTREI MINHA ALMA GÊMEA” “AMIGA, ELE É PERFEITO! DESSA VEZ É SÉRIO”.

Mas não é. Vocês saem mais algumas vezes, e não dá em nada. Acho que ele só queria te levar para cama. Vocês discutem, param de se falar, se excluem das redes sociais e você chora no ombro de alguém.

Ninguém diz “eu te avisei” para um coração partido procurando por um amor. Eles só te abraçam e prometem que você é boa demais, inteligente demais, legal demais e que ELE não te merecia. É o que os amigos fazem e você os ama por cada palavrinha que acolhe seu corpinho frágil.

Mas adivinha? Você volta pro tinder. É, sabe o tinder, aquele aplicativo de namoros que mais se parece um cardápio humano? Esse! Você volta para lá, porque a vida da boate te cansou, porque os beijos vazios te magoam quando você chega em casa. Porque você não liga pra aquele cara bêbado que tentou agarrar você sem nem saber quem você é. Você vai procurar um amor.

Eu nem preciso dizer que você acha, né? A conversa de vocês bate de cara. Vocês começam a virar amigos íntimos, contam piadas um pro outro, riem da vida. Resolvem sair. Seu coração parece que vai pular pela boca – ou de um precipício. Você não liga, nem um pouco. Pede ajuda para se arrumar. Coloca um vestido arrumadinho e vai pro balada mix encontrar o fulano. A conversa é profunda, você olha nos olhos dele e AGORA você tem certeza. MANO, É ELE! É ele o cara da sua vida, o que você quer pra você. Vocês vão no cinema, assistem “Cidades de papel”, ele te conta o quanto esse filme lembra ele dos tempos em que ele morava em Miguel Pereira, você presta atenção, é claro. Você fala da sua vida também das suas séries preferidas, do que você já passou e do que pretende passar.

Ele te beija. Caralho, que beijo. Você sente que vai flutuar, ele também.

Vocês engatam nessa ficada séria, onde ninguém pode ficar com ninguém. Começam a se ver mais, a se curtir mais, você tenta ser reservada mas não tanto, começa a se abrir pra ele aos pouquinhos. Mas quer saber? Ele começa a dizer que VOCÊ não demonstra seus sentimentos, que você não é carinhosa, que você é o problema. Você acredita nele. Você chora. Seus amigos te dizem que não, que você não é essa garota que ele insiste em dizer que você é. Não é culpa sua, caralh*!

Vocês terminam, você não esquece as palavras dele. Afinal, será que eu sou mesmo uma incógnita? Será que eu não deixo eles me conhecerem? O que tem de errado comigo?
O sexo foi ruim? Foi o meu corpo? Será que eu não sou bonita o suficiente? Por que ele me tratou que nem lixo depois de dizer que gostava taaaaanto de mim?

Passa um BOM tempo. Você esquece dele. Você muda, amadurece, passa por um monte de coisas novas. Você conhece outro cara. Ele é legal, engraçado, despojado, viajado, mas não quer nada sério. Vocês ficam, mas não dá em nada. Você quer namorar. Então, você perde as esperanças. Deixa a vida te levar, para de procurar coisa em buraco vazio.

Você acha. Um match despretensioso te leva até ele. Ele é diferente. Ele é sarcástico, o humor dele te faz sorrir no meio de madrugada, vocês trocam mensagens o dia inteiro por um loooongo tempo. Você conta da sua vida, afinal.. você precisa demonstrar mais, não foi o que o Outro falou? Você faz isso. Você age como si mesma. Você come besteira na frente dele, se suja, ri das suas loucuras, conta os seus problemas, conta as suas dificuldades. Abre sua casa, sua família, seu coração.

Vocês começam a se encontrar mais vezes – é, de novo. Você promete que NÃO VAI SE APAIXONAR. Mas aí um dia, você está deitada no sofá dele, apoiado no peito dele, olhando para os olhos DELE e você sente aquele embrulho no estômago que diz “É, minha filha.. você tá nessa outra vez”

Dessa vez você não precisa dizer para ninguém que é diferente, afinal.. você nem quer assumir que é diferente. Você finge pra si mesma que não é. Você foge dos outros caras, procura ele em todos os rostos que você vê. E nada.

Ele fala que você é ABERTA demais, sabe? Que você é disponível demais, sabe? Que você não é transparente, sabe? E você pensa “Porra, outra vez não.. por favor”
Aliás, você pensa “Dessa vez não, por favor..”

Dessa vez não, porque dessa vez você tá apaixonada. Você não tá procurando um namoro. Você só quer ele.

Qual é o problema comigo OUTRA VEZ? Eu sou aberta demais? O que eu faço, eu me fecho? Eu não sou transparente, no que diabos eu MENTI?

Ele não te diz.

Você se afoga na sua cama porque você tá cansada demais para discutir. Seus remédios para dormir não fazem efeito e você deseja esquecer que conheceu ele um dia. Mas não esquece.
“Se eu descobrir, vai adiantar alguma coisa?” você pergunta.

“Não sei” ele responde.

Você sabe que não. Você sabe que acabou aquilo que nem havia começado. Você sente aquele mesmo aperto no coração. É, talvez não seja para ser.

“Relaxa amiga, ele quem está sendo um babaca.. ele não te conhece” suas amigas te falam.

Mas será? Será que não sou eu?

Você resolve deixar pra lá. Sem ideia alguma do que diabos você pode fazer agora.

O problema sou eu por ser real demais? 

 

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  

Ouça enquanto lê:

Peguei o telefone e, na minha carência e medo de te perder, ia ligar.
Eu juro que ia!
O plano era pedir desculpas assim que você atendesse ao telefone.

Parei por um instante, com o dedo no primeiro número do seu celular – um dos poucos que sei de cor – respirei fundo e comecei a formar um diálogo coerente em minha mente, digitando os números subsequentes.
Mas não apertei o botão de “ligar” porque, enquanto pensava, descobri que não sabia o que dizer.
Meu discurso coerente, não era coerente comigo.

Eu me desculparia por qual motivo?
Por qual motivo eu me desculpei com você nos últimos meses?
As lembranças de como as conversas começaram, estavam explodindo na minha cabeça, enquanto eu ainda estava com o telefone nas mãos e o apertava com toda força.
Era mais ou menos assim:

– Hey, me desculpe por tudo…
– Oi, me desculpe por qualquer coisa…
– Olha, eu sinto muito pelo o que quer que eu tenha feito…

Mas o que eu tinha feito para me desculpar tanto?
Será que eu tinha errado tanto assim em nosso relacionamento?
Na verdade, eu só sabia que a culpa do que quer que tenha acontecido, era minha.
Obviamente, ele era perfeito e incapaz de errar, certo?

Colocando o telefone de lado, me senti cansada de toda a reflexão, de todas as lembranças que voltaram à minha mente.
Sentada no tapete, finalmente percebi o que eu vinha fazendo,
Sempre me desculpando por ser quem eu sou e eu jamais deveria ter que fazer isso; ninguém deveria fazer isso.
Aí eu percebi que, no fim das contas, eu não sentia muito.

Não sentia naquela época e não sinto hoje.
Não sinto por não ter ligado,
Não me desculpo por não me desculpar quando você ligar e,
Não sinto nada por querer terminar com você.

Na verdade, me sinto livre,
Leve,
Dona de mim,
Mas com um pouco de pena de tudo que eu fiz pra te agradar.

Mas não sinto muito.

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Mineira, 24 anos, extremamente pisciana, advogada por graduação, blogueira e escritora no Vigor Frágil, colunista nos blogs Isabela FreitasEscritos Meus e Me Apaixonei. Quer conversar comigo? É só me adicionar lá no meu perfil, Grazielle Vieira, curtir a fanpage, Vigor Frágil, ou enviar um email para vigorfragil@gmail.com. De todas as formas, você é muito bem-vindo <3

Ele é um enigma indecifrável para mim. Como pode alguém conseguir me ter assim sem nem ao menos tentar?

Quando o conheci achei ele incrível. Era uma conversa tão boa, mas tinha algo faltando ali. Sabe aquela coisa que te prende numa conversa e te faz querer conversar mais e mais? Eu não senti. Eu sabia que tinha algo nele que eu queria conhecer, que eu precisava ver, mas ele se fechou para o mundo como uma porta trancada a sete chaves. Eu não conseguia ver o que tinha por trás, mas eu sabia da existência, e foi o suficiente pra eu procurar chave por chave, sem pressa nenhuma, e abrir cada porta que aparecia no caminho. Eu queria ver o que tinha por trás e não me importava o quanto demorasse.

Por trás da primeira porta havia um sorriso incrível, que faz meu olho brilhar só de lembrar.

Por trás da segunda, havia uma voz suave e doce, que era como uma música pros meus ouvidos.

Por trás da terceira, havia alguém ainda mais incrível, gentil, engraçado e divertido do que eu conseguia imaginar.

Por trás da quarta, havia alguém que se importava e procurava saber de cada mínimo detalhe.

Não consigo parar, nem se quer por um segundo, de pensar o que vem por trás das outras três que eu ainda não consegui abrir.

É incrível como ele, mesmo sem saber, mesmo sem querer, tinha o poder de fazer com que eu fosse de 0 à 100 em um segundo. Em como ele, mesmo de longe, conseguia me arrancar suspiros, sorrisos, gargalhadas e acalmar todas as ventanias na minha cabeça. É incrível como ele, mesmo sem querer, me tinha por inteiro.

É incrível como ele, aquele cara que nem eu e nem ninguém imaginou que seria capaz de me manter interessada, não só conseguiu, como me faz, todos os dias, encontrar uma maneira de continuar procurando. Muita gente acha que todo esse tempo tentando descobrir o que mais há nele é perda de tempo. Acham que estou vendo o tempo passar parada, quando na verdade, só estou tendo a certeza de que cada segundo do meu tempo está sendo usado com alguém que merece de verdade.

Mas eu sei, eu sinto, que por trás das sete portas havia bem mais. E eu não me importo de esperar para encontrar. Por que eu sei que quando e o que eu encontrar vai valer a pena.

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20 primaveras nem sempre tão floridas assim. Baiana do interior e libriana que nunca é indecisa. Gosta de tudo organizado e no lugar, se importa mais com os outros do que com ela. Acredita que com amor, tudo se resolve. Tem incontáveis sonhos à serem realizados. Escolheu Psicologia por ser fascinada em como a mente humana funciona. É completamente apaixonada pelo John Mayer. Gosta de escrever mais do que de falar, é através da escrita que consegue colocar para fora tudo o que sente. Passa a maior parte do tempo lendo por amar imaginar um mundo novo e uma nova história a cada livro. Viciada em café e super-heróis. E ah, adora ouvir histórias aleatórias sobre a vida. Vai adorar ouvir as suas! <3 stephhhalmeida@hotmail.com

Me vejo numa rua sem saída e completamente vazia, como eu. Olho para todos os lados, mas não vejo escapatória. Sento, com uma garrafa de bebida barata em uma das mãos, e choro. Segundo os especialistas, superar é aquela fase em que você se sente fraco, mas apenas se torna mais forte. Para mim, neste momento, no frio e no escuro, apenas sinto solidão. Meus amigos tentaram, não me levem a mal, tentaram me distrair. Vimos filmes, fizemos piadas, enchemos a cara. Não funcionou. No fim, voltei para casa ainda mais sem lar do que quando saí.

Descobri que meu lar havia virado alguém, não tinha mais o meu endereço, era o seu nome.

Desde então, não tentamos cobrir minhas feridas, apenas deixamos-as expostas, esperando que se curem com o tempo. Mesmo que eu sinta que o tempo não tenha passado muito por aqui. Diferente daí, que eu sei que passou rápido. Sei que seu riso anda solto, assim como você. Sei que seu aniversário tá chegando, que até festa vai ter. Enquanto eu, me afogo na minha cama, tentando fingir que não sinto falta do corpo que me aquecia. Logo eu, que sempre achei que esse colchão era pequeno demais para duas pessoas, agora me vejo rolando de um lado pro outro à procura de alguém.

Tem gente que olha para mim e pensa que é drama, sabe aquele tipo de gente que cisma em achar que todo coração partido se cola em duas semanas? Então. Tem gente que até mesmo olha para mim e diz que estou bem melhor sem você. Não vou negar que talvez, eu esteja mesmo bem melhor sem você. Levando em consideração que tudo o que eu sabia sobre você não era verdade. Mas a parte do drama? Não. Eu estou mesmo sentindo um buraco sendo escavado no peito. Penso nos momentos em que tivemos, e vejo que mergulhei de cara em um mar que na verdade, era apenas concreto pintado de azul.

Eu não só quebrei a cara quando caí, meu coração foi junto pro pronto-socorro, mas não havia muito o que eles pudessem fazer. O remédio é “SUPERAR” e não tem genérico na farmácia. Ou seja, voltei com a mesma dor que fui. De lá até aqui, me peguei pensando se você sabia o quanto ia me quebrar ao meio quando foi embora, se sabia que jogar a toalha seria o mesmo que me jogar de um precipício. E bem, chego a conclusão de que você não se importava. Se ia doer ou não, não fazia diferença para você, já que a dor seria minha, não sua.

  Acho que a empatia não é muito o seu forte.

Mas infelizmente, o encanto era. Me fez me apaixonar tão rápido, que eu nem sei como. Nunca me vi me arrumando tanto para uma pessoa só, me entregando tanto, me doando tanto e lutando contra o mundo inteiro. Mas lutei, não por mim, por você. Acabei pela metade. Que ironia, não é mesmo? Não pensei que seria assim quando te beijei pela primeira vez. Não achei que você seria responsável também pela primeira “bad”, como dizem as línguas por aí.

Ninguém imaginava, eu suponho. Afinal, eu sempre preferi morrer de rir ao morrer de chorar. Sempre fui eu quem puxava os outros do poço, talvez seja por isso que estão tendo tanta dificuldade em me puxar. Eu era, e ainda sou, a pessoa que fazia graça da sua própria desgraça. Mas nunca foi tão difícil fazer graça de mim. Porque toda vez que tocam no seu nome, eu sinto aquele soco na boca do estômago.

Você era tudo para mim ainda ontem e hoje não faço ideia de quem você é. Foi embora sem me dar escolha, e talvez, eu deva agradecer por não ter dado. Eu ia escolher que você ficasse. Mas olhando pra trás, aqui, nessa rua escura em que eu me encontro, vejo que a saudade não é suficiente para me fazer querer trazer de volta algo que me foi tão bom, porém me destruiu por completo.
Olhando para trás, nessa rua escura, sinto medo do futuro, mas sei que você não estando nele, eu tenho grandes chances de recuperação. Vejo que você foi uma estação do metrô da qual eu tive que saltar, e ainda bem. Imagino o quão pior teria sido se tivesse durado mais tempo, o quão pior teria sido a queda, os ferimentos, as consolações. Aqui, olhando para trás nessa rua escura, sinto frio, mas vejo que nada é tão gelado quanto você, e sorrio entre as lágrimas.

Me levanto, jogo a garrafa longe, e xingo. BEM ALTO! Sei lá né, dizem que faz bem gritar. Mas cá entre nós, não melhorou muita coisa. Porém, estou de pé. Dou meia volta, sentindo o peso do seu amor saindo das minhas costas. Com as mãos no bolso, penso que vou demorar mais um tempo para esquecer você, mas noto que mesmo que você tenha deixado saudades quando foi embora, deixou alívio por não ter ficado.

  E esse, meu ex-amor, é um adeus. 

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  

Você está em um relacionamento feliz. Tudo está ótimo entre os dois, mas você acaba descobrindo uma traição.

Obviamente você fica chocada, acabada, sente como se o seu coração estivesse despedaçado em milhares de pedaços.

A decisão mais lógica a ser tomada é acabar o relacionamento. Mas você o ama muito e não quer ficar sem ele. Mas também não pode deixar passar em branco, afinal, foi uma traição!

Então você pensa, pesquisa na internet, fala com as amigas e tem a bela decisão idiota de se vingar. Vai continuar com ele, mas não sem antes pagar na mesma moeda, fazê-lo sentir exatamente o que você sentiu. Afinal, olho por olho, não é?

Se ele pode, você tem direito. Certo?

Certo?

ERRADO! Essa é simplesmente a coisa mais idiota que você pode fazer.

E sabe por quê?

Vamos analisar o que você está pensando fazer.

Você quer ficar ou transar com outro homem com o único intuito de machucar a pessoa quem você ama.

Você não está a fim de outro cara, não sente desejo, não acha certo trair e nem está em um relacionamento aberto. Você só quer machucar o seu parceiro. Você só quer causar o mal.

Se você está se sentindo mal, vai fazer ele também se sentir assim.

E para isso, você vai usar outro cara que não tem nada a ver com a história. Se for um desconhecido, na balada ou tinder, vai simplesmente sair com o cara, fazer o que tem pra fazer e sumir.

E se ele for um cara legal? E se ele realmente se interessasse por você? Pode até “estraga-lo”, fazendo-o acreditar que nenhuma mulher quer nada sério hoje em dia.

E pasme, MUITO homem quer algo sério hoje e não encontra uma mulher que também queira. Acredite, eu sei, afinal trabalho com relacionamentos para homens também.

E se for um amigo, conhecido ou ex? Como vai olhar pra ele depois? E como ele vai olhar para o seu relacionamento desestruturado? E quando ele contar aos amigos o que fez?

Ninguém tem nada a ver com a sua vida, mas….

Bem, mas isso nem é o pior. O pior de tudo é usar a si mesma! O seu corpo, como se fosse um objeto, um simples pedaço de carne, algo sem valor algum…

 

Resumindo, você vai usar um cara que não tem nada a ver com isso, vai usar a si mesma sem ter vontade, tudo isso para magoar uma pessoa de quem você gosta.

“É, isso mesmo e que se f…”.

Beleza, vingou-se. Fez a merda.

Como você está se sentindo agora? Melhor? Feliz? Ou um lixo? A dor passou? A mágoa foi embora? Ou tudo só piorou? O problema se resolveu? O relacionamento voltou a ficar bom?

Acho que não, hein?

Lembrei agora de um amigo meu namorava uma garota que foi fazer intercâmbio na Finlândia. Lá, ela acabou ficando com outro cara em uma festa.

Ele não queria acabar, mas não ia deixar passar em branco. Afinal, a “honra” dele tinha que ser defendida.

Então ele foi a um festival e ficou com várias garotas na frente das amigas da namorada.

O resultado? Além do relacionamento ter virado literalmente uma bosta, porque agora ela também estava magoada, todas as amigas e familiares – sim, eles sempre ficam sabendo – ficaram contra o relacionamento. Afinal, que merda o cara fez…

A vida dos dois se tornou tão difícil quando ela voltou que o namoro de 5 anos não durou mais três meses.

“Ah, então é pra deixar passar em branco?!”

Eu não disse isso. Só saiba que todas as pessoas erram. Todas. Homens, mulheres, amigos, namorados, colegas de trabalho. Todos.

Mais cedo ou mais tarde, todo mundo vai errar. Seja algo grave como uma traição ou algo simples. Mas o fato é que todos erram.

E uma pessoa errar não te dá o direito de fazer a mesma coisa.

 

Quando isso acontece, você tem duas opções

A primeira é perdoar, esquecer e viver como se nada tivesse acontecido. Nunca mais pensar nisso e nem tocar no assunto. Sei que é mais fácil falar do que fazer, mas é isso que deve ser feito.

A segunda é encerrar o relacionamento. Seja namoro, amizade, parceria, sociedade ou trabalho. Se for algo que você não consegue superar, é a única solução a ser tomada. Eu optaria por essa decisão, aliás.

 

O que não pode fazer é agir de modo infantil, usar pessoas e a si mesma para causar o mal a qualquer pessoa, principalmente a quem você ama, mesmo que não queira ficar mais com ela. Causar o mal a alguém nunca é a melhor solução.

E se resolver ficar, saiba que ao estar em um relacionamento, é seu dever fazer o bem a outra pessoa (e vice-versa). Sei que às vezes o parceiro faz algo que te dá vontade de mata-lo, mas passando a raiva, tudo volta ao normal.

Deixe a raiva passar, veja o que realmente quer. Fique ou acabe, mas não se “vingue” desse modo.

 

Ainda quer se vingar?

Então acabe, supere, siga em frente, ignore, viva a vida e seja feliz. Essa é a melhor vingança que você pode fazer.

E garanto que vai afetar muito mais que agir como uma bebê chorona.

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Consultor de relacionamentos. Fala a realidade "na lata", sem mimimi ou enrolação. Conta a mais pura e simples verdade, doa a quem doer. Criador do blog Cérebro Masculino. Envie sua dúvida para: contesuahistoria@alexandrechollet.com que ela pode ser respondida aqui no blog :)

Escute enquanto lê:

Quero começar esta carta dizendo que eu nunca de fato pensei em te escrever até pouco tempo atrás. Pensei que você não fazia mais parte dos meus sentimentos ou da minha vida. Pensei que você era passado, apenas porque já passou. Mas estava enganada, você está engasgada em mim, você ficou. Você foi o sangue que eu não consegui deixar que escorresse, eu não consegui me lavar, não deixei a que água limpasse meus machucados. Você coagulou e me impediu de te extravasar pra fora de mim.

Por tal razão, estou te escrevendo pela primeira vez. Estou aqui, na frente do computador deixando que o sangue finalmente escorra, e que o corte que você deixou depois me apunhalar pelas costas, vire apenas uma cicatriz. Estou me permitindo sentir a dor que você causou, e quer saber? Foi uma dor insuportável. Você foi o meu primeiro coração partido.

Por muito tempo eu não quis saber de você, só de ouvir o seu nome, eu já sentia que meu corpo era habitado por uma raiva sem tamanho. Eu evitava lembrar que você havia existido e arruinado um amor que eu jurava, que era para sempre. Quando eu decidi perdoar ele, eu tinha plena noção de que teria que esquecer aquele acontecimento, ou pelo menos, fingir que havia esquecido. Empurrei com a barriga um relacionamento durante mais quatro anos e você sabe, porque assistia de camarote. No fundo, eu não o amava mais e jamais o enxergaria da forma que eu fazia antes de você.

Meu relacionamento foi destruído pelos seus olhos claros e pela sua boca, que encontrou o caminho dos lábios dele.

Eu só queria ter sido madura o suficiente para encarar vocês dois nos olhos e deixá-los. Mas não fui. Hoje, eu vejo que dizia perdoar você da boca para fora, porque o que estava aqui dentro, borbulhava cada vez mais. O sentimento de não ter sido suficiente me cortava todas as vezes em que eu tentava fazer algo novo. Você não só afetou o meu namoro, você afetou a minha vida. E eu nunca vou esquecer daquela noite em que eu descobri que vocês haviam me ferido de uma maneira que eu nunca havia sido ferida.

Você não sabe, mas eu chorei a madrugada inteira me perguntando o motivo de vocês dois terem deixado aquilo acontecer enquanto eu não estava por perto.

Sim, depois de anos eu resolvi atribuir a culpa à vocês dois. Antes, eu tentava fechar os olhos e colocar o peso inteiro em você, que supostamente era para ser minha amiga. Eu te xingava de todos os nomes na hora das brigas, mas lá dentro do meu coração, eu sabia que você não era a única culpada. Ele era meu namorado, o amor da minha vida, a pessoa que eu confiava o meu mundo inteiro. Quando ele mesmo deixou que meu mundo se espatifasse no chão, óbvio que eu culpei você. Afinal, as mãos dele estavam ocupadas puxando-a pelos cabelos em um beijo quente.

Mas não, era Ele quem me devia algo. Você foi apenas obra do acaso, não foi? Poderia ter sido qualquer uma. Claro que eu ainda penso que era seu papel falar que “não”, era seu papel pensar em mim também. Mas no fim das contas, você pagou um preço caro e ainda paga. Sei que sua consciência não anda limpa, e que você coloca a cabeça no travesseiro e sente culpa. Se não, você não veria todas as coisas que eu posto, também teria me esquecido, não é mesmo?

Mas I, eu descobri que meu perdão é pouco pra você, sabe por que? o perdão que você precisa tem que vir de si mesma. 

Por mais essa razão, que eu resolvi lhe escrever. Resolvi assumir a dor que vocês dois me causaram, e seguir em frente, pela primeira vez. Resolvi entender que você não somente merecia meu perdão, mas também um recado lhe dizendo “Se perdoe também”. Entendi que o rancor era o real motivo de não conseguir queimar essa história dentro de mim, e como você deve imaginar pelo pouco que me conheceu, eu nunca gostei de guardar sentimentos ruins.

O rancor está indo embora junto das palavras que são digitadas.

A sua parcela de culpa no meu coração quebrado ainda é totalmente sua, mas a dele, ele vai carregar também. Enquanto isso, eu vou finalmente deixá-los. Não para serem um do outro, porque eu sei que isso vocês nunca foram. Mas para serem pessoas com uma ficha limpa no meu organismo.

Eu achei que ia me casar com ele mas realizei sonhos maiores.

A noite fatídica em que vocês me quebraram ao meio não me incomoda mais. Seu nome não me incomoda mais. Eu sou maior e eu me reergui.

Portanto, seja feliz, porque eu sou MUITO. Leve na sua bagagem o que aconteceu e aprenda. No fim, você também saiu magoada por vontade própria.

Eu te perdoo por ter me feito sangrar e te agradeço por ter me tornado mais forte. Eu te perdoo por ter me feito sentir insuficiente por anos, e te agradeço por ter me tornado MINHA e de mais ninguém. Eu te perdoo pelas lágrimas que você arrancou de mim, pelos band-aids que eu tive que colar no meu coração e por todas as vezes em que vi meu relacionamento descer ladeira à baixo e te agradeço por ter me tornado capaz de enxergar a realidade.

Você poderia ter sido uma participante com mais luz na minha história, e eu teria adorado você. Mas, apesar de tudo, mesmo que na base da “porrada” você acabou por ser alguém que veio na minha vida pra me ensinar que nem tudo é como nos contos de fadas.

Ah, e o mais importante, você está me ensinando agora mesmo à perdoar de verdade.

Sendo assim, me despeço de você (e dele) e de todo o resto. Agora eu posso me envolver em outro relacionamento sem medo do que virá, posso ser feliz sem essa pontinha de mágoa que eu guardava. Agora, sou livre.

E você? Ah, seja o que quiser.

Att,
Ex namorada do cara que você também amou.

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)