Contos e Crônicas

1º – Aceitando o fim!

Todo fim é doloroso, não adianta! Mesmo que te sufoque, mesmo que não tenha sido amor, mesmo que seja você que tenha jogado tudo para o alto, em algum momento você vai acabar sentindo saudades de alguma coisa naquele relacionamento, por que a vida a dois é composta de pequenas cumplicidades e parcerias que impregnam na nossa rotina, e mesmo que a gente vire a página, ainda demora algumas lavagens para eliminar certas manchas.

Mas quando nosso coração se parte ao meio é por que, certamente, fomos cortados de um relacionamento, e muitas vezes essa informação chega até a gente que nem geada de verão. Tá um sol lindo e de repente… BUM! A gente já tá todo molhado, se afogando em lágrimas. Mas mesmo quando nosso relacionamento já vem bambeando, sendo empurrado com a barriga, gerando mais conflitos do que bons momentos, a gente ainda está fadado a sofrer ao final de tudo. Por que a esperança está ligada diretamente ao amor, e por mais sensível que esteja nossa relação, nos esforçamos ao máximo para garantir que nosso esquadrão antibombas corte o fio certo antes da explosão.

Acabou! E agora, José? Os dois principais e mais comuns sentimentos são a tristeza e a raiva. A tristeza é padrão, a gente vai chorar muito sim! Tem quem chore por dias e tem quem demore dias para derrubar a primeira lágrima, e independente disso, precisamos chorar, precisamos respeitar o luto daquela entidade fictícia ‘nós’ que não existe mais. Não sinta vergonha de por tudo para fora, de chorar na frente dos seus amigos, é fundamental para que a gente cresça e nosso corpo aprenda que dali para frente tudo deve seguir melhorando. Já quando a gente sente raiva é sinal que estamos nos auto sabotando. Calma! Tá liberado sentir raiva da pessoa se ela te iludiu, se ela te largou do nada, se ela te trocou ou se ela teve qualquer comportamento estúpido e imaturo. Só que a gente não pode negar toda uma relação, que durou meses e até anos, por causa do fim. Você transformar tudo em raiva (Todos os momentos bons, todos os risos e celebrações, todos os carinhos e presentes) é pegar parte da sua vida e jogar fora. E antes de fazer aquele backup da nossa vida, a gente tem que salvar aquelas coisas que ainda importam, certo? Portanto é fundamental listar mentalmente tudo aquilo que foi aprendido e agregado ao final de um relacionamento, serve muito de apoio a qualquer relação que você vá ter no futuro. E convenhamos, se essa não deu certo é importante que a gente esteja preparado para quando a certa vier, né? Bola para frente!

Depois de uns dias em casa a gente começar a alimentar algumas paranoias. Você sabe bem do que eu estou falando, certo? Elas começam mais ou menos assim: “Mas e se eu…” E eu vou te parar aqui mesmo! Por que ninguém ainda aprendeu a voltar no tempo, então eu sinto muito, mas não tem como mudar o que já foi escrito. Um conselho bom que eu sempre dou é: A vida é escrita à caneta, e quando a gente tenta apagar com o lado azul da borracha a gente rasga a folha. Então sem remoer o passado, combinado? Mas se ficou qualquer coisa pendente, qualquer meio termo no ar, ai tá liberado procurar a pessoa de novo. Só que toda vez que você vê alguém que tecnicamente você não “conhece mais”, você sofre! Então que seja rápido, que seja uma conversa definitiva, que os pingos nos i’s fiquem todos certinhos, e que principalmente, você esteja preparado para ter essa conversa. Para se voltar um relacionamento é preciso muita maturidade e vontade de mudar tudo o que você deveria ter mudado há meses atrás e não mudou, então geralmente acaba mesmo. Aceite!

‘Tudo o que você poderia ter feito para que o relacionamento desse certo foi feito!’ Se você não se identifica com essa frase, então você vai precisar superar a culpa de talvez não ter se entregado totalmente. Mas geralmente a gente se entrega, então se não deu certo é porque não era para ser! Parece clichê, né? Mas às vezes os clichês são excelentes simplificadores da verdade. Você fez tudo que podia, logo a outra pessoa não estava disposta/pronta/afim de ter um relacionamento com você. Isso é o mais importante de se aceitar! Repita para você mesma “Eu aceito que (nome do ser) não me quer” Dói muito sim, mas quando você aceita por completo, você troca de pele, você cresce! Só conseguimos deixar alguém para trás quando aceitamos que nosso relacionamento nunca mais voltará a acontecer. Você consegue! A gente precisa levar uns tapas às vezes, mas os amigos estão ai para isso.

Essa etapa é importantíssima de ser aprendida para que caso o bendito ser humano volte até você com aquela cara de pau e aqueles papinhos sem vergonha, você tenha total maturidade e vigor de apontar o dedo e falar: “A saída é logo ali, Monamu!”.

2º – Desvinculando o ‘eu’ do ‘nós’

Depois de aceitar que um relacionamento acabou a gente se vê naquela sinuca de bico clássica! O que fazer? Afinal, existia ali uma rotina totalmente voltada para uma relação que não existe mais, e de repente somos obrigados a continuar sozinhos, a assumir que certas coisas devem ser preservadas e modificadas, e outras excluídas e substituídas. O mais importante de tudo é entender que não precisamos abdicar de tudo que construímos, não é necessário deletar toda a vida e começar do zero, além do mais ninguém nasceu grudado com ninguém, não é mesmo? Então se você gostava de uma banda, que lembra a pessoa, você pode continuar gostando! Se você gostava de ir a um lugar específico com a pessoa, você pode continuar indo sozinho! Se você gosta de uma série, pessoa, restaurante, livro, qualquer coisa, e essa coisa lembre a pessoa, ainda sim você pode continuar indo lá, frequentando, assistindo, vendo, lendo! Ninguém é obrigado a perder doses de felicidade por que outra pessoa se foi! Vamos ser coerentes e nos permitir ser feliz! Mas claro que, se existe algo que te lembre muito da pessoa, e isto esteja te fazendo mal, não tem problema algum deixar essa coisa de lado por um tempo, até que tudo volte aos eixos, só não desenvolva o ódio que tem pela pessoa pelas coisas que o fazem lembrá-la, se não lhe garanto, será uma vida de poucas possibilidade, e ninguém quer isso!

Novos hobbies precisam ser desenvolvidos, projetos antigos devem ser ressuscitados (eu falei projeto, tá? Ex não é projeto), amigos há muito não vistos devem receber ligações e desejos não realizados precisam voltar à pauta! Aos poucos a gente se encaixa numa nova rotina, num novo mundo, onde seja quem for que tenha partido deixa de fazer tanto sentido, afinal você não é mais a pessoa de meses atrás, e isso é ótimo! Devemos aceitar que a nossa felicidade quem faz é a gente. Que ninguém é motivo de felicidade para ninguém, esse tipo de coisa não existe, a tristeza faz parte, porém a felicidade é desenvolvida e cultivada por nós, sozinhos, seres individuais! Ninguém detém da nossa felicidade, e sozinho podemos muito mais! Sozinhos temos muito mais liberdade para buscar novas possibilidade, somos mais suscetíveis a fazer novas amizades e viajar pelo mundo todo conforme a nossa vontade, a não criar vínculos, a não criar concessões, a ter histórias maravilhosas (não que não exista histórias lindas em um relacionamento, mas ninguém aqui deve ter dispensando a diversão que é uma noite dos solteiros, não é mesmo?)

E se você tem dificuldades de entender e por em prática alguma dessas coisas, é sinal de que talvez você não seja feliz, de que possivelmente você espelhou a felicidade em outra pessoa. E isso destrói qualquer relação! Não existem metades da laranja, precisamos estar inteiros antes de decidirmos seguir ao lado de uma pessoa, que tem outros hábitos, costumes e gostos. Pois estamos sempre sujeitos a cair numa relação perigosa, cheia de ciúmes e inseguranças, cheia de superficialidade e quem sabe até abusiva. Se ame em primeiro lugar, depois encontre alguém (se você quiser) que te proporcione uma ampliação de todas as sensações boas que você já tem vivendo sua vida de solteiro. O amor próprio existe em todo mundo, infelizmente ninguém o domina totalmente, devemos exercitar o fato irrefutável de que você sempre será mais importante para si mesmo do que qualquer indivíduo que você se relacione. Experimente a sensação de se relacionar com alguém bem resolvido estando bem resolvido também, talvez dê certo dessa forma! Mais para sim…

3º – O especial não existe

“Ah, mas ele é especial!” Não, meu amor, não é!

Quem cria essa coisa de ‘especial’ somos nós mesmos, afinal é um conceito relativo, o que é especial para você pode não ser para mim! Tem gente que “Ah, mas ele é tão gentil, abre a porta do carro para mim!”, e tudo bem isso! Mas tem quem diga “Ah, coisa chata fica me tratando como seu fosse quebrar, eu sei me virar!”, e tudo bem também! Não deve ser difícil pensar que existem diversos tipos de relação e que você já presenciou algumas delas, quem sabe até já vivenciou alguns tipos diferentes de relacionamento. Alguns são tão esquisitos que você pensa “Nossa, como que aquele casal ainda está junto? Olha só como eles vivem!”. Cada um com suas manias, né? Mas o conceito de ideal das pessoas varia, e nesse conceito está incluso o que a gente considera especial, e muitas vezes é importante saber bem a fundo o que realmente a gente faz questão de encontrar nas outras pessoas, e o que é mero luxo!

Meu amigo saiu de um relacionamento conturbado com a ideia de que ele estava com a pessoa ideal, por que ela era “especial”. Eu amigavelmente recomendei para ele que pegasse o celular e entrasse no Tinder, lá ele encontraria a maior lista do mundo de pessoas ‘especiais’. Simples, prático e divertido! Muitas vezes a gente fica procurando aquela pessoa fetichizada, achando muitas vezes que o importante é a necessidade de atender nossos requisitos particulares. Muitas vezes a gente nem nota que uma pessoa que está logo ali nos fazendo rir e nos dando apoio é tudo que a gente precisa. Claro que ninguém é obrigado a ficar com quem não tem interesse, mas analisar com carinho o porquê certas pessoas estão despertando interesse em você, e outras não, é um exercício fantástico!

Então é importante que a gente reveja tudo! Não é raro de acontecer de alguém estar com alguém por um único motivo, por uma única qualidade, por um único fetiche que é supervalorizado e que muitas vezes dentro de todo o conjunto não é determinante para se ter uma relação saudável, real e duradoura. A maioria dos alicerces que são construídos em relações de verdade são baseados em pretextos básicos de quem somos, de como vemos o mundo e de como somos felizes. Tem muita gente ainda que acha que a modelo namora o velho rico por dinheiro, e talvez até seja por esse motivo! Mas e se não for? Em ambos os casos retomamos o que já foi dito aqui. O especial quem define é você! (Mesmo que a sociedade te empurre os padrões criados e comercializados por ela)

E se você está acostumado a se relacionar com um tipo x de pessoa, e já se decepcionou diversas vezes, talvez seja a hora de pensar que talvez o ‘perfil’ que você almeja não seja o mais indicado para você. Eu não acho que exista essa coisa dos opostos que se atraem ou de que alguém tem que parecer muito com você para dar certo. Acredito que basta você encontrar alguém que te atraia e te transborde, e principalmente que esteja disposta a viver uma vida com você, que esteja buscando as mesmas coisas que você busca naquele momento. O sucesso no amor está muito mais para a maturidade do que para os perfis pessoais. Garanto!

4º – Lidando com a dor.

A inevitável sensação de vazio que nos invade logo depois de um final! Esse sim é um inevitável sentimento que precisamos saber lidar. Para isso precisamos de maturidade, precisamos de paciência e principalmente de amor próprio. Basicamente a dor da perda está baseada na quebra de rotina, que já foi citado, precisamos desvincular rotinas e costumes e criar novos hobbies e objetivos. Também falei da dor da saudade, em que é preciso chorar, por para fora o peso de se deparar com uma nova fase da vida, que muitas vezes a gente não está preparado para viver, no entanto é preciso! Outra dor é aquela da insegurança, aquela que muitas vezes nos põe contra nos mesmos, nos faz achar que jamais encontraremos alguém de novo, ou que não nascemos para se relacionar. Bom, ela é perigosa!

 

Por mais que a gente seja um poço cheio de insegurança, tenha baixa autoestima e um nível de ciúmes elevadíssimo, é possível ter um relacionamento saudável. Por que todas essas barreiras que lutam contra o romance são passíveis de solução. A gente aprende a viver a dois, seja na prática, na dor ou no estudo. A gente aprende! Mesmo que o fim tenha sido quase que exclusivamente culpa sua, é preciso garantir que aquilo seja uma lição, que cada tropeço se transforme em um novo começo, para que se possa garantir novos relacionamentos com mais maturidade. A culpa pode ser sua, mas isso não significa que você seja ruim ou ‘inamorável’, significa no máximo que você ainda precisa aprender algumas coisas sobre o que é ter uma vida a dois.

A dor da autoestima baixa não sessa, ela persiste e te força a encontrar um novo alguém, mesmo que você não esteja preparado. E isso nos leva a um eterno ciclo vicioso de decepções, que acabam por nos afundar mais ainda na baixa autoestima nos relacionamentos. É preciso ter cuidado! A necessidade de se ter alguém do lado é ilusória, ela simplesmente não existe! Ninguém precisa estar em um relacionamento para ser feliz, já disse mil vezes, e isso não mudará. Se você sente que precisa de um romance para ser feliz ou mais feliz, então você precisa parar tudo na sua vida e entender o que está acontecendo com você, o que está te fazendo não ser totalmente feliz com você mesmo. É preciso nutrir nossa autoestima para garantir sucesso em novos voos.

Seja romântico, mas não vicie em uma vida a dois. Seja você e se encontre antes de permitir que alguém fique. O verdadeiro amor aparece quando estamos felizes, quando somos donos de si mesmo, quando temos total certeza de que não precisamos de ninguém para ser feliz. As dores são passageiras, o tempo se encarrega de lidar com elas. Precisamos mudar, amadurecer e garantir a construção total do nosso caráter, só assim podemos ir além, só assim podemos encontrar pessoas que valham a pena. Ame a si mesmo! E toda vez que se sentir mal ou culpado, se olhe no espelho! Veja o reflexo que lá é emitido, ele é a coisa mais importante que existe na sua vida, não o desaponte por causa de pequenas coisas. A vida vai muito mais além de finais dramáticos.

5º – Deus não fez bilhões para você chorar por um!

O título é autoexplicativo, não é mesmo? Mas vamos lá! Quem foi que te disse que existe só uma pessoa que é a ‘certa’ na sua vida? Tem muita gente que acredita em destino, que em algum momento a pessoa certa vai aparecer, que está tudo escrito e planejado! Bom, se ela vai aparecer cedo ou tarde então vamos nos preparar para encontrá-la, vamos garantir que tudo aconteça! Agora se você acha que a pessoa que te fez chorar, a pessoa que já está mais que comprovada que não foi feita para se relacionar com você é a pessoa da sua vida, então eu vou ter que te dizer, você está errado!

Existem bilhões de pessoas no mundo! Certamente existe pelo menos uma que compartilha dos seus interesses, que está em um mesmo estado evolutivo que você, que está disposta a se entregar, procurando as mesmas coisas que você e que certamente se interessaria por você! Então por que chorar? Pare de perder tempo, a vida é tão curta, vamos aproveitar! Mesmo que você ainda esteja atravessando todas essas fases do luto de um término, se permita viver e ser feliz! Saia de casa, conheça novas pessoas e entregue seus sorrisos a quem merece de verdade!

Garanto que a vida se tornara muito mais leve, que o processo de superação será mais rápido e que coisas boas viram com mais facilidade! O que a gente precisa é só de um coração aberto, um coração livre para que possamos estar disponíveis para as coisas boas que a vida ainda tem a nos oferecer. E caso seja a hora de uma nova jornada, é só garantir um bom café com uma conversa bacana, e tudo vai se resolvendo automaticamente. A realidade é que não existem fórmulas para nada, a vida e as pessoas são extremamente mutáveis e incertas, então não há garantias! Mas com a boa prática e o nosso passado, a gente aprende e adquire experiência, e nada que eu diga aqui vai lhe convencer de nada se você não acreditar que tudo é possível! Acreditar que o amor existe, é lindo e está ai esperando pare ser usado e agraciado por todos.


Independente de quem te fez sofrer, seu amor vale muito mais que isso! E sem pressa, você encontrará novamente quem te prove isso com um simples sorriso!

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.


Escute enquanto lê:

Caramba…

Não parece que tem tanto tempo, mas tem. Tem tempo até demais desde que meus ouvidos foram acalentados com a sua risada contagiante e que meus cabelos foram acariciados pelas suas mãos. Tem muito tempo mesmo desde que você se foi e eu te vi pela última vez. Chega a ser até estranho que você continue tão vivo e tão claro na minha mente, nas minhas lembranças e nos detalhes dos meus dias.

Hoje é seu aniversário e uma semana antes eu já conseguia sentir que meu coração estava batendo mais forte – ou muito mais fraco. Eu sabia que esse dia ia chegar e a ansiedade de lembrar que não ia tê-lo por perto me consumia a cada segundo. É foda. Dói muito saber que você não vai acordar hoje super feliz com um abraço apertado meu – ou que você não vai acordar nunca mais. Dói lá no fundo da alma saber que um dia tão importante vai passar assim, em branco, sem nada. Sem sorvete de morango e nuggets de frango. Sem sorrisos e conversas profundas sobre a vida.
É dolorido só de imaginar que eu não vou sentir sua mão segurando a minha e que tudo que eu terei de presente é um passado recheado.

Meus olhos se enchem de lágrimas por ainda contar os seus anos de vida sem a sua presença, mas eu tento parecer forte, não só para mim, mas para você também. Sei que me ensinou muitas coisas valiosas enquanto teve a chance, e a principal delas foi um tutorial de como me manter em pé. Porém, existem momentos em que eu me sinto como aquela garotinha de 7 anos que andava com uma camisola enorme pela casa cantarolando canções recém inventadas pelo seu pai. Me sinto pequenina igual à ela. Me sinto solitária, precisando de todas aquelas coisas que ela tinha.

Mas ela cresceu.

O mundo girou, as coisas mudaram e eu não tenho mais você.

O sentimento daquela menininha me invade e eu lembro de cada coisinha que você talvez nem se lembrasse mais, se estivesse aqui. Eu dou risada, sabe? Eu solto uma gargalhada forte e lembro do quanto você me desafiava e me preparava pra ser quem eu sou hoje. Eu nem gostava de dançar, mas subia nos seus pés para qualquer valsa. Por você, eu virava noites observando a lua, escalava pedras e comia legumes – o que era o mais difícil. Por você, eu deixava de ser indefesa, eu virava seu orgulho.

E eu sabia que eu era sua princesa, e que no seu mundo, você me preparava para ser só minha. Mas acabei sendo sua, inteira. Sendo o seu retrato falante. E eu não sei se você daí consegue me ver, mas se conseguir, saberá que eu talvez ainda use uma coroa imaginária. Talvez saiba que eu ainda tenho aqueles sonhos inocentes e que ainda espero pelo príncipe encantado. Talvez você até ache que eu estou me virando muito bem sozinha, e que seu trabalho foi bem feito.

E foi.

Mas eu sinto que mesmo que eu me torne uma rainha, meu rei sempre será você, aí das estrelas.

Você foi meu primeiro amor porém eterno.

Você deixava eu me deitar nas suas pernas enquanto rabiscava um livro qualquer de figuras. Eu nem sabia falar, mas sei que no meu olhar, eu já dizia “eu te amo”.

Eu te amo.

Mesmo que doa, incomode, me maltrate e me castigue, essa saudade nunca será maior do que o meu amor. Minha admiração pelo puta homem que você foi e pelas coisas incríveis que você fez. Mesmo que eu ainda vá lamentar as coisas que faltaram na sua lista, mesmo que nada vá ser igual e que a falta me corte como um caco de vidro, de alguma forma eu carrego seu coração. Sei que você vive dentro de mim e que de alguma maneira bem maluca, viramos um só.

Hoje é seu aniversário e eu queria que sua imagem se manifestasse e colorisse minha visão. Mas talvez, só talvez… nem precise.
Mesmo que eu vá me sentir como aquela garotinha que roubava seu violão sem nem saber tocar e inventava músicas sem nem saber cantar, eu sei que você vai sentir, seja lá como for.
Talvez eu me sente na sua varanda, como você faria, estique as pernas em cima de outra cadeira e observe a vista. Talvez eu até mesmo tome aquele caldinho de feijão que você tanto gostava, ou vá naquele restaurante que íamos todos os dias depois da piscina. Talvez eu coma uma empada de chocolate e ria muito enquanto me lembro de você
Talvez eu olhe pro céu e note que tem algo brilhando mais do que o resto e simplesmente saiba que pra sempre, seu dia é apenas seu.

E agora, também é meu.

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  

Às vezes parece que a vida é apenas esse show de horrores que a gente passa perto, vez ou outra, e fica preso dentro. Parece que o sentido de se interessar por algo ou alguém é justamente o aprendizado que fica quando enfim o perdemos. A dificuldade de se manter rotinas e relacionamentos é assustadora! São fachadas, são ilusões, são relações superficiais! Quando profundas veem acompanhadas de um mar de traumas, incertezas e circunstâncias indesejadas. Quem achou que era fácil viver a vida caiu feio do cavalo!

Quem nunca quis correr até o fim do mundo, fugir de tudo e todos, encontrar paz no seu próprio silêncio? Quantas pessoas a gente perde assim, buscando nos encontrar. Quantas pessoas desaparecem quando descobrimos que não somos o que elas esperam da gente, ou até quando descobrimos que não somos o que nós mesmos esperávamos da gente? Qual o sentido dessa efemeridade de relações, que vem e vão, nos deixando marcas, cicatrizes e principalmente muita dor? Tem hora que a gente cansa de adquirir aprendizado e conhecimento, e espera que possa apenas encontrar algum tipo de paz, um porto seguro, alguém para contar.

Será que é realmente possível substituir pessoas que estejam interessadas em se doar para nós, profundamente, sem interesses, sem falsidade? Será que o mundo é mesmo esse mundo mágico repleto de pessoas que estão dispostas a nos amar e receber tudo isso de volta? Quanto vale um relacionamento para você? Tem gente que joga fora no primeiro empecilho, tem gente que luta sem desistir até depois de tudo já estar totalmente destruído. O timing é sempre muito difícil ao lidar com outro ser humano. Quem me garante que qualquer coisa nesse mundo possa ser consertada? Ou quem me garante que possa ser substituída então?

Se você parar para pensar em quanto você já se doou pelas pessoas nesse mundo, e pensar quantas delas partiram ou não deram importância, talvez você se sinta cansado como eu. A gente esfria um pouquinho a cada queda, mas buscamos desesperadamente a esperança de que o mundo seja mais do que esse cemitério de afeto que aparenta ser às vezes. Se for tão difícil para alguém perceber que você se importa e a ama, talvez seja mais simples do que pareça. As pessoas recusam amor sim, e desperdícios não são legais!

Na dúvida ame a você mesmo. O que for verdadeiro volta, já o que partir e não regressar a gente reescreve, nem que leve uma vida inteira!

E leva, viu…

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.

Tem horas que eu boto aquela trilha sonora que parece ter sido criada para momentos introspectivos, sabe?

Eis que vos apresento essa dita trilha, acompanhe ouvindo comigo:

É a partir desses momentos que nascem meus devaneios, onde minha imaginação se sobrepõe sobre tudo. Nasce minha vontade de escrever, de esvaziar meu eu em palavras.
Faz tempo desde a última vez que nos encontramos por aqui, né? Como cê tá?
Muita coisa mudou, muita coisa continua mudando. No mundo, dentro de mim e provavelmente em você aí que está lendo esse texto.
De um lado, me encho de mil informações. De outro, sinto a necessidade de me esvaziar.
Sabe quando você sai da sala do de cinema meio atordoado sem saber como voltar pra vida real? Você se enche de uma realidade que não é bem a que você vive e depois você tem que se esvair dela.
Fui ao mundo cinematográfico só pra dizer que to necessitado de me esvaziar um pouco, de colocar as coisas pra fora. É preciso entender que temos limites e que quando guardamos muita coisa dentro de nós, chega  a hora de liberá-las. Compreende?

Talvez esse texto esteja meio bagunçado.  Mas a vida é assim. Um caos que nem sempre estamos dispostos a organizar, mas que nos é cobrado diariamente. É tipo aqueça opção “mix” da máquina de lavar roupa que você joga tudo dentro e o objetivo é que saia tudo limpo.
Calma, calma. Deixa eu tentar arrumar isso.
Quando falo em “vida”, acabado tentando listar a minha em tópicos, e sempre me sobe à cabeça, primeiramente, as palavras “amor”, “relacionamentos”, “amigos”, “afazeres”.
E aí me surge uma questão, é nisso que a minha vida se baseia? E logo “No que a minha vida se baseia?”
Eu, pessoalmente, acredito que existe uma linha um tanto quanto tênue entre quem somos e quem queremos ser, entre como é e como queremos que sejam todas as coisas ao nosso redor.

Merda. Acho que a música acabou antes da hora.

Mas já que entramos no assunto, aproveita e me conta aqui nos comentários no que se baseia sua vida, hoje. É sempre bom refletir um pouco sobre nós mesmos, né? Vejo vocês logo mais. Adiós.

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Não tantas primaveras, mas muitas histórias. Carioca, futuro estudante de cinema, youtuber, fotógrafo nas horas vagas, escritor em outras, e pai de um bulldog francês, o Frederico. Apaixonado por compartilhar sentimentos em forma de imagens e de adquirir conhecimento sobre outros mundos. Se você se identifica, garanto que vai gostar de me acompanhar nas minhas redes sociais, te vejo lá!

É impressionante como a vida tem essa coisa maluca de nos direcionar silenciosamente para certos lugares obscuros sem que a gente sequer perceba. Eu me torturei como um maluco preso em uma solitária, eu criei histórias na minha cabeça tão perfeitamente narradas que meu corpo acreditava que realmente haviam acontecido. Eu vesti a mesma máscara tantas vezes que acreditei que aquela era veridicamente a minha face. A face de alguém feliz, de alguém completamente resolvido. Escondi tão fundo meus monstros que ninguém foi capaz de encontrá-los, apenas eu, que os ouvia gritando todas as noites sem conseguir dormir no meu quarto. E como toda situação forçada, aquilo ficou insustentável, e eu tive que ceder!

Internalizar culpas, desejos e angústias é a maior cilada de todas. É uma mutilação diária, tentando se convencer de que você é um personagem fictício, uma marionete que tem os movimentos totalmente previsíveis. Só que não é assim que as coisas funcionam, as pessoas são imprevisíveis, o amor então… Eu vi a chuva caindo e chorei compulsivamente, sabendo que ninguém me ouviria. As lágrimas saiam tão naturalmente de mim, há tanto presas de propósito, que meu corpo não sabia reagir, ainda estava domado pela ideia de que estava tudo perfeitamente bem!

Lembro que abracei meu melhor amigo e tive forças para contar pela primeira vez a alguém. Minhas mãos tremiam e eu balbuciava, mas ao mesmo tempo era uma ótima sensação compartilhar aquilo, por para fora, me expressar, ver que alguém estava ali por mim. Hoje sei que é impagável o valor de um bom amigo. Ainda passei longos dias em estado de choque, de repente todo mundo sabia quem eu realmente era, e mesmo que sem entender o que acontecia comigo, muitos juravam saber exatamente o que era, e criticavam, julgavam e apontavam um dedo moralista e sem conhecimento algum.

A gente corre o risco de ser excluído ou mal visto pelas pessoas, chama-se vida! O bom é que a gente aprende que não está aqui para agradar ninguém que a gente não queira, a vida é tão curta e a gente não é obrigado a escolher certos caminhos só por que alguém ou um grupo diz que assim deva ser. Hoje estou tão leve comigo mesmo, com essa sensação de poder começar de novo, de resgatar meus velhos sonhos, de tentar continuar lutando por tudo aquilo que sempre me foi tão importante que já nem me importo com os olhares de julgamento e os fiscais de plantão.

 Quem é você?

 Quantos personagens existem dentro do seu corpo?

 Quanto que as pessoas, a sociedade e certas situações influenciam você a ser quem você não é de verdade?

 Vamos garantir que a vida seja vivida sem máscaras, isso inclui a empatia por quem ainda não deixou a sua própria cair. Tão feio é apontar o dedo que suspeito que seja um tipo de máscara também, uma ligada à ignorância talvez, ou a falta de empatia… Quem sabe ambos! Vamos viver, que a vida é agora!

 Afinal, quem é você?

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.

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Ouvir ao som de:

Você nunca vai conhecer a calmaria que eu sei ser por trás de todo meu caos aparente. Você nunca vai saber o quão forte eu sou apesar da versão frágil que muitos veem. Eu jamais saberei como seus olhos são quando você chora. Não sou a garota que vai almoçar com a sua mãe e ver suas fotos de criança, me perguntando o quanto você passou todos esses anos para se tornar quem é agora.

Nossas bocas não compartilharão segredos e planos. Vamos nos lembrar um do outro apenas superficialmente. Achamos que sabíamos o suficiente para sorrir e dizer que foi melhor assim. Não daria certo mesmo se tivéssemos tentado. Não era para ser.  Estamos de consciência limpa.

Mas é sempre tão triste uma historia pela metade. Fomos estúpidos demais ou apenas corajosos?

Não há mesmo o que fazer quando se esfria antes de ser amor, né? Não há lembranças para se resgatar o que fomos um dia se nem chegamos a ser realmente alguma coisa. Levou um certo tempo para que eu percebesse que nunca seremos uma historia completa. Somos só uma quase historia de amor perdida no meio de tantas outras que também não aconteceram.

E tudo bem. Mas eu não podia me permitir continuar essa caminhada levando comigo apenas metade de você. Por isso tô levando comigo apenas alguns ensinamentos na bagagem e o seu cheio terrivelmente bom.  Seu olhar perigosamente misterioso. E espero que tenha tirado qualquer lição disso aqui também.

Sempre achei que precisaria de uma coragem absurda para tomar a decisão de partir sem nunca saber o que poderíamos ter sido juntos. Poderíamos ter sido incríveis ou desastrosos. E algo em você me causava a sensação de estar deixando um bocado de coisas maravilhosas para trás. Como se ao fechar a porta eu estivesse saindo de mãos vazias quando ainda havia algo valioso ali dentro. Mas você escondia seu melhor em algum lugar secreto que eu só veria caso resolvesse me mostrar.

Me pergunto o que você acharia sabendo que eu finalmente desisti de conhecer esse seu lado. De qualquer forma quando a gente parte algumas coisas inevitavelmente ficam pela metade. Mal resolvidas. Pelo caminho. Ficam as perguntas de tudo o que poderia ter sido feito mas não foi. Fica um pedacinho nosso com o outro. 

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19 anos, preguiçosa em tempo integral e escritora nas horas vagas. Apaixonada por café, filmes, fotografia, livros, música e super-heróis. Dramática e intensa sempre.

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Escute enquanto lê:

Eu sempre fui uma garota que parecia não se importar muito com as coisas. Ou com as pessoas.

Enquanto todas crianças abriam o berreiro quando os pais saíam de casa, eu apenas ia para o meu quarto e ficava quietinha brincando com minhas bonecas. Quando minha mãe foi me buscar no primeiro dia de aula, ela me perguntou se eu senti saudades dela… E eu respondi que não tive tempo para sentir saudades. Enquanto todas minhas amigas tinham plena convicção de que queriam se tornar mocinhas logo e arrumar o primeiro namoradinho, eu só pensava no passo de ballet que iria aprender na minha aula mais tarde. Enquanto todos levantavam a mão na sala de aula e diziam para a professora o que queriam ser no futuro, eu só pensava o quão era nova para escolher algo. Eu tinha que escolher? Quando assisti minha melhor amiga se descabelar porque seu primeiro namorado tinha terminado com ela, eu só conseguia pensar em como o amor é tão injusto. Em alguns corações tanto, em outros nada. Enquanto meus pais discutiam dentro de casa, eu só pensava em como certas discussões não existiriam se as pessoas não fossem tão egoístas e pensassem só um pouquinho nos outros. Mas ficava quieta no meu quarto, rezando para que eles parassem logo. Enquanto todos estudavam para as provas do colégio para poder garantir o futuro, eu só queria me afundar nos meus livros e nas histórias que criava na minha cabeça. É que nada daquilo fazia sentido pra mim, sabe? Enquanto todo mundo acabava torcendo para o time de futebol que seus pais torciam, eu me peguei pensando: Ué, eu não posso escolher? Eu quero torcer pro time da estrelinha. Eu gosto de estrelas. É isso aí. Esse é o meu time.

Enquanto todo mundo se preocupava com o futuro, eu achava incrível o agora. Esse segundo. Esse mesmo, que passou. Você aproveitou?

Também nunca entendi muito bem porque as pessoas odiavam as outras, isso nunca fez sentido pra mim. Odiar alguém que eu nem conheço? Ou pior, odiar alguém que eu conheço vai trazer o que de bom para a minha vida? É perda de tempo. E temos tão pouco tempo… 

Procurar o amor sempre me deu um pouco de preguiça. Eu tinha que procurar? O amor? Mas que amor? As pessoas falam que se amam com tanta facilidade que a palavra amor não tem tanto significado assim pra mim… Talvez um “meu sorriso é fácil quando você está comigo” me leve às nuvens. Ou um “antes de você ir embora, eu já sinto saudades” revire meu estômago. 

Ou os seus olhos em cima dos meus. Isso basta…

Enquanto todos se prendem à conceitos, amarras, status em redes sociais, eu dou valor à outras coisas. Dou valor ao que quase ninguém vê, ao que não tem “valor algum”. O modo como suas mãos tremem quando estamos juntos e você tem que destacar o ingresso do cinema. Ou o olhar que você lança pra mim, sem saber, mas que diz mais do que você conseguiria dizer. O jeito que você fala quando tá perto de mim, mansinho, porque eu acalmo seu coração ansioso. Ou quando você perde as palavras, e eu as encontro. Dou valor às nossas noites mal dormidas, falando sobre tudo e sobre nada, só os dois, sentindo a energia que vibra à nossa volta quando estamos juntos. Gosto de observar as estrelas e pensar no quão infinito  é o universo, e o quanto sou grata por todas às vezes que eu me senti tão infinita quanto ele.

Esse amor fácil de hoje em dia em nada me atrai. Você fica com um hoje, outro amanhã, um terceiro no próximo dia útil. E o que me espanta, é que isso é muito fácil, você só precisa querer. E eu nunca quis isso, entende… Não tenho fome de amor. Não tenho fome de sexo. Não tenho medo de ficar sozinha. Então sempre que esses assuntos surgem na roda de amigos, me calo.

Ninguém iria entender a fome que eu tenho.

Ela é maior do que tudo. Me consome. Me cega. Me faz ter vontade de fugir. De jogar tudo pro alto. De gritar. De cortar o cabelo. Mudar para outra cidade. Outro país. Pegar o carro e viajar sem destino. Me hospedar em um hotel que não olhei na internet. Me faz ter vontade de rodopiar sozinha. De escutar música até meus tímpanos explodirem. De pisar no acelerador para me sentir viva. De dizer o que eu penso sem medo. De contar histórias até o amanhecer. De correr pra longe de tudo que me retém. Eu vivo com pressa. Faminta, sedenta, clamando por tudo que faz meu coração acelerar. 

É que eu tenho fome de tudo que me faz sentir infinita. Tenho fome de tudo que me faz sentir invencível. Fome de tudo que não precisa mais do que 10 segundos para se tornar inesquecível na minha mente tão esquecida…

Eu sempre fui uma garota que parecia não se importar muito com as coisas. Ou com as pessoas.

Besteira… É claro que eu me importo. O que ninguém nunca entendeu é aquilo que eu me pergunto todos os dias: 

Você vai me fazer sentir? 

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Isabela Freitas tem 25 anos, mineira, atualmente em São Paulo, mas vive mesmo no mundo da Lua. Gosta do número 7, amores de arrancar o coração, bichinhos de rua e músicas fofinhas. Ah, ela adora signos também. Sagitariana, teimosa, sincera, sonhadora, dramática e um pouco exagerada. Mas só um pouquinho. Autora dos livros "Não se apega, não" e "Não se iluda, não", e você pode comprá-los aqui. Juntos eles já venderam 500.000 exemplares e até hoje eu não acredito nisso.

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Do amor nós sempre esperamos poesia, sempre apostamos naquele conto de fadas idealizado pela nossa fantasia. Sim, sonhar é sempre muito bom! Ter convicção de que o amor é real, chega a ser melhor ainda! Mas uma boa dose de pés no chão é fundamental para que nós mesmos não acabemos por destruir a mágica toda. As chances de se encontrar o amor da nossa vida são tão pequenas (digo ‘amor da vida’ apenas como um eufemismo para ‘pessoa ideal’), que não basta apenas encontrar (o que convenhamos já não costuma ser fácil), precisamos estar preparados para receber esse amor e todas as mudanças adjacentes que ele traz apenas existindo por si só. Afinal não queremos perder oportunidades como essa na vida, certo?

 

Quando conheci minha mulher, eu achei que iria estar na pista de dança de um casamento ao som de Bee Gees, e sem querer esbarraria numa desconhecida, a qual me hipnotizaria com os olhos logo a primeira vista. Ou algo do gênero! Pois bem, conheci o amor da minha vida lá no passado, no ensino médio. Estudei dois anos inteiros com ela, eu a via praticamente todas as manhãs, e nunca sequer dei um oi (ou o recebi de volta!). Fui reencontrá-la sete anos depois, já formados e com outros olhos sobre o mundo. (Encontrar que eu digo no Facebook: “Eai moça, lembra de mim?  Vamos tomar uma cerveja qualquer hora!). E a cerveja virou muitas cervejas, no plural. O encontro se repetiu, o beijo se repetiu e até hoje se repete junto aos sorrisos. Não foi o primeiro encontro dos sonhos, tão menos amor a primeira vista, mas nem por isso deixou de ser mágico. E continua sendo uma excelente história de amor!

 

Às vezes esperar demais do mundo nos sobrecarrega de expectativas, e o mais comum é que a maioria delas falhem. Num segundo de tristeza, com a guarda baixa, a gente desacredita no amor, achando que ele nos esqueceu, ou que até não exista! Quando na verdade, ainda nos falta conhecimento (maturidade). A vida a dois é um eterno desafio! Lembro que no começo tinha medo que meu ciúmes acabasse destruindo tudo (Eu sabia que era ciumento, e que precisava melhorar! É um enorme passo admitir. Postura essa herdada fruto de más experiências em relacionamentos passados). Na minha cabeça a solução era fácil: ‘Vou para todos os lugares com ela, assim não haverá motivo para surtar’. Que ingênuo eu! Descobri que o trabalho nos separava muito, os amigos e circunstâncias não eram sempre propícios, e até mesmo tive que me mudar, e ir morar em outra cidade longe dela por dois longos anos. E para não ser um babaca (e acabar entrando na estatística de relacionamentos abusivos), eu aprendi a ceder! Verbo esse essencialmente vinculado ao substantivo confiança. ? preciso entender que se alguém esta conosco, é por que quer! E se por ventura te sacanear em algum momento, isso diz respeito ao caráter dela, não ao seu! Supere isso.

 

Achei que viajaríamos todos os anos, faríamos sessões fotográficas e correríamos domingo de manhã no parque. Não que não tenhamos feito nenhuma dessas coisas, mas nosso amor estava muito mais focado em coisas com comer um miojo com séries no Netflix, tirar selfies sujos de maionese nas hamburguerias da cidade e fazer aquele balanço todo final de mês dos salários que eram pequenos demais para os nossos tão grandes sonhos (isso melhora com o passar dos anos. Amém!), e se você não está preparado para essas coisas, para viver o lado real de uma relação entre dois seres humanos reais, que tem defeitos assim como todos os outros, então você não está pronto! Volte três casas, para os romances de Hollywood, e tente de novo no ano que vem! (Não tenha pressa! No amor não se perde, todo mundo ganha ao final).

 

Com o tempo parei de escrever cartinhas, deixei de dar flores todos os meses, nunca mais apareci com uma caixa de chocolates surpresa. Mas o amor continua ali, nos pequenos gestos. Na janta que eu fiz no dia que ela estava exausta. No quarto dela que eu arrumei sem que ela pedisse, no seriado insuportável que eu assistia com ela só para agradá-la. As coisas mudam sim, mas não deixam de ter o mesmo peso na relação. Quem vê de fora muitas vezes não entende, mas quando você aprende você está apto a exercer essa excelente profissão, de levar felicidade e amor de uma forma unicamente majestosa a outro coração. E isso é mágica. Pode não parecer, mas para a outra pessoa sempre continuará sendo poesia! (E boas poesias nunca morrem!).

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.

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Tem dias que a única coisa que a gente quer é sumir, ir para um lugar onde não possamos contatar uma pessoa se quer. Mas há dias que o sol passa pela janela e avisa que é hora de espalhar amor por aí. Hora de espalhar abraços em forma de sorrisos. Hora de espalhar beijos em forma de olhares. Que dia maravilhoso esse.

Sempre nos foi dito que se você planta o bem, você colhe o bem, mas cadê os agricultores do amor? Lembra quando seu professor preferido lhe ensinou a plantar um feijãozinho no algodão? Era preciso um copo, um algodão, um grão de feijão e mais alguns componentes. Uma plantação de amor necessita de apenas dois, um ser para dar e outra para receber. E se for você o receptor, se dê o trabalho de no mínimo ser grato. 

Existe a plantação de arroz, a plantação de milho, a plantação de frutas e existe a plantação do amor. A plantação do amor não tem limites, a plantação do amor é de uma diversidade incrível. Cultive paz, solidariedade, gentileza e todas as outras formas de se levar sentimentos bons pelo mundo. Pense no amor como na natureza, atos, mesmo que pequenos, são super impactantes. Opte por impactar de forma positiva na vida das pessoas.

Quando não existir mais espaços para plantar amor, é sinal de que você já colheu toda a gratidão que existe no mundo. Se não for seu caso, continue no trabalho, que uma hora o destino vai se encarregar de retribuir tudo isso. Acredite, agricultor.

Ps: O amor é, sem dúvidas, um dos maiores sentimentos que as pessoas podem sentir. Mas apesar de tão forte, com pequenos atos é possível demonstrá-lo. Plante-o!

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Não tantas primaveras, mas muitas histórias. Carioca, futuro estudante de cinema, youtuber, fotógrafo nas horas vagas, escritor em outras, e pai de um bulldog francês, o Frederico. Apaixonado por compartilhar sentimentos em forma de imagens e de adquirir conhecimento sobre outros mundos. Se você se identifica, garanto que vai gostar de me acompanhar nas minhas redes sociais, te vejo lá!

Mas afinal, o que é que ele tem? Com esse jeans surrado, uma cara de poucos amigos que se desfaz no primeiro sorriso – aquele que quebra rochas – e um palavreado quase juvenil  que ás vezes surpreende, ele apareceu. Não bateu na porta, mas com o atrevimento que lhe é peculiar, adentrou. Sentou, tirou o chinelo e colocou os pés em cima da mesinha de centro da sala. Que papelão: me deixar paralisar por um garoto, tão mais homem que tantos homens de 30 e poucos anos, com uma pureza de criança que contrasta com uma malícia que ele carrega no canto da boca. É quando ele sorri que o mundo desaba.

Algumas amigas me indagam: “o que é que esse carinha tem, hein?”, e eu respondo que não sei, completamente desarmada. Eu cheia de teorias, eu cheia de ideias, eu que tenho a resposta na ponta da língua pra perguntas que ainda nem me foram feitas, sucumbi. Eu não sei como me deixei encantar de forma tão estúpida e avassaladora. Eu que a cada vez que ele me toca, antecipo os fogos do Reveillon dentro de mim, apesar do coração pulsar no ritmo da bateria da Mangueira e o prédio inteiro parece tremer no balanço dos nossos quadris.

Bem se sabe que o amor não tem lógica, nem sentido, só faz sentir. Sabe aquela música que fez Renato Russo balançar multidões? Não existe razão pras coisas feitas pelo coração mesmo, e quem balança agora, sou eu. Chego a ter sonhos indecentes com toda a falta de coerência, faço poesia com teus sons, faço cena com nosso ciúme, flerto com a tua lembrança e faço amor com a tua presença, sempre como se fosse a última vez e sempre com o gosto e a estranheza da novidade. Esse sentimento é uma confusão boa, uma bagunça sadia.

O que é que ele tem que fez ninar minha vontade de chegar com o sol junto de amigas embriagadas e noites fantásticas e acendeu em mim o mais doce desejo de dormir entrelaçando coxas e despertar com cuidado pra não acorda-lo? O que é que ele tem que quando deixa minha cabeça cessar naquele colo me faz ter vontade de parar o tempo? O que é que ele tem que me faz sentir patética, que me dá frio na barriga ao olhar o Whatsapp, que me permite ser tão piegas, que me faz ouvir música lenta e tomar vinho com formigamento no peito? Não sei, mas pra me consolar eu lembro que perguntei pra ele porque que ele demorava tanto aqueles olhos nos meus e ele disse não ter respostas pras minhas perguntas, então ficamos juntos, permanecemos aqui, constantemente apaixonados nessa dúvida, nesse doce não saber.

Vai ver o amor é isso: uma dúvida confortável, uma certeza inquietante, uma falta de sentido cheio de sensações, uma perda de sensatez completamente lúcida, uma loucura repleta de mansidão. Um monte de clichês que nunca parecem traduzir o que exatamente se sente. Um grito que silencia a casa, uma cantoria no chuveiro, um tanto que não me cabe e me transborda. A próxima vez que me perguntarem o que é que ele tem eu respondo sem pudor que não sei, que não me interessa saber, porque sentimento não precisa de perguntas, respostas ou razões. Sentir é o suficiente.

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Rossely Rodrigues, atende por Secéu desde que se conhece por gente. Gaúcha, geminiana que não sabe se acredita em signos, formada em Letras Português Inglês pela FURG, escritora amadora - com muito amor, mesmo! 25 anos de muita história pra contar e outras que é melhor deixar pra lá.