CATEGORIA: Relacionamentos

VOCÊ NÃO ME REPRESENTA

Não me venha com essas palavras ensaiadas dignas de um bom filme de comédia romântica, esse jeito confiante misturado com esse olhar de quem diz que sentiu minha falta - mesmo sem ter sentido de verdade - e esse sorriso lindo que eu demorei tanto pra bloquear do meu whatsapp. Não me venha com esse papo mole de quem quer me ver, mas não dava um passo pra chegar até mim.

Você não me representa, não mais.


Quando eu decidi que era hora de fechar as portas da minha vida pra você, eu sabia que era o melhor que eu podia fazer por mim. Porque você me desmontava inteira e depois, não me ajudava a recolher as peças. Deixava uma bagunça enorme que eu tinha que arrumar sozinha. Me deixava aqui, sem nem me dar satisfação alguma, sem nem me dizer se era ou não pra esperar você voltar.


Mas eu esperava.

Eu tentava não checar se você estava online. Tentava não imaginar com quem você poderia estar. Eu sempre me fiz de durona, fingia para você e até pras minhas melhores amigas que eu não me importava de verdade. Eu saía pra me divertir, dançava, gargalhava, conversava e até mesmo me permitia conhecer outras bocas. Mas eu voltava para casa e não te encontrava, o vazio que as borboletas deixavam no meu estômago me atingia e eu sabia que não adiantava dizer que não era especial, porque era.


Eu era inteiramente sua, rapaz. Mas você era da vida.


Eu queria um futuro, dormir de conchinha na sua cama quentinha, ir no cinema de mãos dadas e dividir a conta. Eu queria poder te ligar de madrugada só para confessar o quanto eu cheguei à amar você. Queria poder te apresentar pra minha família, deixar você envergonhado na frente do meu irmão, ver meu pai apertando sua mão e minha mãe me dizendo que você era genro que ela sempre quis. Assim, sem mais e nem menos. Não queria ter que me esconder de você e por você.

Mas você nunca quis. Seus interesses eram outros. Você queria viver sim, mas não comigo. Queria curtir com os seus amigos e com metade da cidade e me ter quando fosse um domingo calmo e minha risada fizesse falta.

Isso não me representa, não mais.

Depois de um tempo perdida nesse jogo no qual as regras sempre mudavam sem eu saber. Eu vi que eu merecia mais, muito mais do que você. Eu merecia a felicidade que você nunca me deixou ter. Eu notei que eu preferia ficar sozinha, do que esperar as migalhas que você me oferecia. Eu resolvi me representar.

Eu gostava de você sim o suficiente pra te esperar voltar das farras. Mas você não merecia minha espera. Você era um garoto brincalhão demais, e eu já tava mais do que pronta para ser a mulher que eu sempre quis ser. Não dava pra perder meu tempo te ensinando a crescer.
Te falei que por mais que seus beijos me entorpecessem e eu amasse sua companhia, a falta não compensava. A ausência só me fazia querer ir embora de vez. Você sumia tanto, que eu notei que mais fácil do que sofrer com a sua volta, seria não te permitir voltar. Fiz isso.

Eu te deixei, mas me achei.

O amor próprio resolveu me consumir e o amor que eu sentia por você parou de me corroer. Fui construir meu futuro por mim, sem ajuda de ninguém. Passei por um monte de coisas novas e aprendi a me reerguer sem precisar correr pro meu contato de emergência. Apaguei seu número, até.

Então, não venha agora querer me fazer voltar pro seu ciclo doentio, onde você me dá o seu amor e depois pega de volta. Não ache que eu vou abandonar o meu conforto pra voltar pra sua cama. Não vou. Eu não vou me preocupar se você vai mandar mensagem ou não quando eu estiver me divertindo. Eu vou poder voltar pra casa, não te achar e agradecer por você não aparecer por lá. Vou me largar no meu sofá e sorrir.

Você não me representa.

Escrito por Deborah Sequeira

19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males.
Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas 
Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)
 

Barco desgovernado

Eu quis tanto que você ficasse...
Orei aos deuses de todas as religiões,
Pedi luz a todas as galáxias,
Mas não havia nada que eu pudesse fazer enquanto você saía por aí como um barco desgovernado no meio da tempestade.

Me esforcei, fiz tudo o que eu podia e lutei contra quem se colocou em nosso caminho,
Fiquei com você quando todos resolveram se levantar e ir embora,
Desconstruí minhas crenças para acreditar em você quando ninguém entendia suas razões,
Caminhei ao seu lado e segurei a sua mão, quando todos correram para chegar à sua frente.

Várias foram as vezes que esqueci de mim só para lembrar de você,
Investi em nós o que nem eu acreditei ser possível, pensando que você era o cara.
Aquele que faria tudo o que eu fiz e ainda mais, caso precisasse, porque sabia que era com quem eu mais contava no mundo.
Mas aí eu descobri que você não era esse cara e não importaria o que eu fizesse, você nunca seria.

Eu só fui o porto em que seu barco ancorou quando precisava de estabilidade.
Fui aquela que devolveu a você toda a confiança possível e impossível.
Às vezes, até penso que construí um monstro em você,
O monstro do barco desgovernado, aquele que arrasou e arrastou tudo ao passar pela minha vida.

Já me culpei por você ter ido embora, mas a verdade é que, lá no fundo, eu sei que foi melhor assim.
E eu não me arrependo, nem por um segundo, tudo o que vivemos, tudo o que eu doei, ou de todos os sentimentos que me acompanharam, mesmo que sozinha.
Eu senti, foi intenso, foi único,
Não foi recíproco,
Mas foi real.

Eu te amei e me doei por completo, porque essa é quem eu sou, eu mergulho de cabeça mesmo.
Posso até quebrar a cara ao mergulhar em águas rasas, mas me arrependeria mais se não mergulhasse e perdesse a oportunidade de ver peixinhos coloridos do outro lado.
E, novamente, eu não me arrependo.

Não me arrependo nem mesmo quando me lembro da sua covardia,
Quando você mandou aquela mensagem terminando tudo,
Dizendo que precisava viver a vida, conhecer coisas novas,
Que estava pronto para desancorar o seu barco e partir em rumo ao desconhecido.

Na verdade, eu ainda torço por você.
Torço para que se lembre de como o mar é vasto e como as águas podem ser traiçoeiras,
Para que se recorde de como é ter estabilidade e saiba guiar o seu barco para que ele não vire,
Porque, meu bem, quando você precisar ancorar novamente, esse porto estará fechado para reformas e não haverá concessões nem à barcos que já fizeram paradas por aqui.

Escrito por Grazielle Vieira

Mineira, 23 anos, extremamente pisciana, advogada por graduação, blogueira e escritora no Vigor Frágil, colunista nos blogs Isabela FreitasEscritos Meus e Me Apaixonei.
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É só me adicionar lá no meu perfil, Grazielle Vieira, curtir a fanpage, Vigor Frágil, ou enviar um email para vigorfragil@gmail.com.
De todas as formas, você é muito bem-vindo <3

Só Hoje

Só hoje, eu já te quis mil vezes, e ainda é de manhã. Só hoje, eu já respondi mais de 13 e-mails e, entre uma frase e outra, meu pensamento voou: aonde será que ele anda? Só hoje eu já atendi mais de 20 pessoas aqui no trabalho, eu já distribuí sorrisos de bom dia, já senti fome, já tomei água e duas xícaras de café - não que eu precise acelerar o coração ou perder o sono, isso você já faz muito melhor que qualquer cafeína. Só hoje, como num replay dos outros dias da semana, eu já olhei o celular 3 vezes esperando sua mensagem no whatsapp, seu bom dia, seu mísero oi que já torna tudo mais belo e faz meu estômago comprimir e soltar 36 vezes em 1 segundo.

Só hoje eu já pedi pra um Deus no qual eu nem sei se acredito pra que você ficasse. Só hoje eu já fracassei nos meus pequenos problemas do dia a dia várias vezes e tá tudo bem, porque acho que você vem me ver e só isso já espanta toda a tristeza persistente e o caos do mundo passa a não importar mais. Só hoje eu já me descompensei mais de dez vezes e pedi pra você segurar meus excessos, perdoar o drama, desfazer o bico, desamarrar a cara - a minha e a sua. Cadê aquele abraço que junta todos os pedacinhos quebrados dentro de nós?


Só hoje eu já perdi a paciência, a noção do tempo, o rumo e o prumo, mas tô me esforçando de um jeito inimaginável pra não perder você de vista por aí. Só hoje eu já vi uns 22 links de notícias e piadas que adoraria mandar pra você porque, ao lê-los, você colocaria no rosto aquele sorriso que faz a maldade do mundo sumir por uns instantes. Não desiste de mim, não. Não leva tão à sério as minhas perguntas, nem as minhas respostas. Aprende a lidar com as minhas palavras, eu juro que vou me esforçar pra compreender os teus silêncios. Mas enquanto houver amor, deixa ser eterno. Enquanto for eterno, vive o hoje comigo. Amanhã a gente se reinventa, se desconstrói pra construir de novo, se ama como nunca e como sempre. Mas amanhã é outro dia e a gente cuida do amanhã, amanhã. Eu te amo hoje. Vem, só hoje.

Escrito por Rossely

Rossely Rodrigues, atende por Secéu desde que se conhece por gente. Gaúcha, geminiana que não sabe se acredita em signos, estudante de Letras, escritora amadora - com muito amor, mesmo! 25 anos de muita história pra contar e outras que é melhor deixar pra lá.

Carta ao ex-namorado

Você jurou que me amava, assim como todos os outros.
Mas o problema foi que, dessa vez, eu acreditei.
Acreditei em nós, acreditei que poderíamos ser muito grandes e que nosso amor nos ajudaria a superar qualquer desavença.

Eu me sentia realmente amada,
Seu olhar e sorriso me derretiam e eu acreditava ter encontrado o amor da minha vida.
Ao acordar pela manhã, juntos, você dizia que eu era a mulher mais linda do mundo.
Até disse que amava minhas pintinhas e o jeito como eu ficava sem maquiagem, que preferia assim, algo bem natural.

Não sei o que aconteceu, não sei como eu permiti que as coisas chegassem tão longe.
Talvez porque, dessa vez, eu senti que alguém - não alguém, mas você - poderia me amar e ficar comigo para além dos meus inúmeros problemas e defeitos.
Defeitos que eu expus pra você, problemas que eu passei horas detalhando e traumas que sempre te contei com lágrimas nos olhos.
Eu desnudei minha alma um pouco obscura e tensa e você disse que não se importava, pois o seu amor era muito maior que tudo isso. Afinal, nós tivemos a sorte de nos encontrar nesse mundo tão vasto.
E você realmente esteve lá comigo por um tempo, mas, talvez, tudo tenha sido demais para você suportar,
Talvez eu tenha sido demais para você, nessa sua vida tão agitada, tão cheia de amigos e bares.

Mas era muito tarde, sabe?
A sua covardia chegou tarde,
A sua desistência veio quando você já estava em minha pele e seu perfume me sufocava em cada esquina.

Você disse que me amava, mas foi embora mudo, sem uma palavra a acrescentar,
Você disse que me amava, mas não pensou, nem por um segundo, o quanto estaria me destruindo,
Você disse que me amava e que, em hipótese alguma iria embora,
Você disse que meus defeitos não importavam e que me ajudaria a curar minhas dores e medos,
Você disse que sempre estaria lá por mim.

Mas sabe o que eu ouvi?
Ouvi o seu silêncio retumbando em meus ouvidos,
Ouvi o celular que não tocava mais,
Ouvi as mensagens que não chegavam,
Ouvi o seu silêncio gritando dentro de mim.

Você não acha que foi covarde demais?
Eu acreditei em você, eu coloquei quase todo o meu amor em nós.

A minha sorte foi ter separado em um potinho o meu amor próprio, que foi o que me impediu de ir rastejando até você,
Foi ele quem me fortaleceu e, por um tempo, me endureceu, para que eu conseguisse juntar os cacos do meu coração e toda a bagunça que você fez em mim, ao meu redor, na minha vida, na minha história,
E que jamais me fará desistir do amor, mesmo com pessoas como você no mundo.

Eu poderia dizer que você foi só mais um, como todos os outros,
Mas a verdade é que você foi pior,
Mais cruel.

Nenhum deles fez promessas que não cumpririam,
E eu pedi a você que também não fizesse,
Porque eu odeio promessas.

Mas acreditei em você,
E você foi só mais um, como os outros,

Escrito por Grazielle Vieira

Mineira, 23 anos, extremamente pisciana, advogada por graduação, blogueira e escritora no Vigor Frágil, colunista nos blogs Isabela FreitasEscritos Meus e Me Apaixonei.
Quer conversar comigo?
É só me adicionar lá no meu perfil, Grazielle Vieira, curtir a fanpage, Vigor Frágil, ou enviar um email para vigorfragil@gmail.com.
De todas as formas, você é muito bem-vindo <3

SUA ANSIEDADE NÃO TE CONSOME MAIS

Você provavelmente está se sentindo sozinha no mundo agora. Deitada na sua cama no escuro, observando o teto e viajando dentro de si. Deve estar lamentando e sentindo pena do que você anda perdendo enquanto se sente perdida. Você deve estar sonhando com as loucuras que você queria fazer e não está fazendo. Ou pelos lugares que você queria conhecer e não está conhecendo. Pelos planos que você um dia quis fazer a agora nem sabe por onde começar. Lamentando o fato de ter liberdade para viver sua vida, mas ainda sim, se sentir presa em si mesma. Você está se sentindo solitária, incompreendida e infeliz.

Mas deixa eu te contar um segredo? Você não está sozinha nessa, parceira. Eu também me senti assim, e talvez, ainda vá me sentir um pouquinho depois de escrever esse texto.

Uma das piores partes do transtorno de ansiedade é o medo de não ter ninguém com você. Se sentir completamente anormal no grupo de amigos quando todos estão saindo e se divertindo sem você. É sentir culpa por não estar lá, por ter medo de ir e querer voltar pro seu casulo. Se sentir incapaz de ser feliz novamente. Se culpar pelo fato da sua cama parecer muito mais agradável do que estar na presença das pessoas que você mais ama.

Desculpem-me o termo, mas eu entendo e é fod* mesmo. Sentir que você é um pontinho sem cor perto de um monte de cores vibrantes deixa a gente meio sem esperanças. Sentir que você nunca mais vai sair do mesmo lugar deixa a gente meio sem vontade de se mexer. Sentir que você nunca mais vai voltar a ser quem você era dá vontade de sentar no chão do banheiro e chorar em silêncio até cair no sono.

Eu entendo você.

Antes de vir parar aqui, escrevendo esse texto, eu estava me sentindo exatamente dessa forma. Me sentindo até ingrata por não estar aproveitando a minha voz, ou a minha chance de compartilhar com todos vocês o fato de que eu também passo por isso. Me faltava coragem para colocar em palavras o quão frustrante é querer me sentir completamente em paz e não conseguir. Me sentir um caos em milhões de pedaços espalhados me deixava enroladinha no cobertor. Fugir da luta parecia muito mais fácil do que me expor. Minhas amigas me chamavam para sair e por mais que eu sentisse dor em todos os ossos do corpo, por muitas vezes, me obriguei à ir porque ter uma vida social era importante. Me isolar só iria piorar as coisas, mesmo que essa fosse minha real vontade nos dias mais frios.

Quando fui diagnosticada com ansiedade, depressão e bipolaridade, eu nem sabia o que esses transtornos significavam. Fez sentido o fato de eu querer dormir mais do que sair por aí fazendo as coisas que eu amava fazer. Fez sentido quando eu comecei a chorar no meio da minha festa de aniversário porque estava me sentindo sufocada demais. Tudo se encaixou. No início, eu odiei os remédios que eu teria que tomar para me sentir em equilíbrio. Eu odiei ter que ir na terapia falar sobre o quanto eu estava me sentindo fora de mim.

Eu tive medo das minhas amigas não me acharem mais tão divertida e escondi durante muito tempo do mundo inteiro. Meus sorrisos, muitas vezes, não significaram nada. Eu tentei ser forte, mas me achava fraca por dentro, prestes à desmoronar. Tinha medo de não conseguir meus objetivos ou do pessoal na faculdade não entender que às vezes, eu só não conseguia me levantar da cama - bobeira, eu fazia psicologia e tinha as melhores amigas, e a melhor família do mundo do meu lado.

Com algum tempo, eu aprendi que eu não precisava ter vergonha de bater no peito e dizer que "Eu tenho ansiedade" ou de contar que eu não queria ir a determinado lugar porque eu simplesmente não iria me sentir à vontade. Com o tempo, quem me amava entendeu que não precisavam me pedir para ficar calma, e nem me escrever textos incentivadores, apenas precisavam estar lá por mim.

Eu estou aqui por vocês.

Ontem, para ser mais específica, eu notei que MUITA gente sofre disso diariamente e que eu precisava usar minha voz para dizer-lhes que eu também estou aqui. Ver que muitos leitores precisavam ler algumas dessas palavras me fez sentar na cadeira em frente ao computador hoje e começar a contar minha história. Minha luta diária que a cada dia, me deixa mais forte.

Você, que está se sentindo fraco, você não tem ideia do quão forte e saudável você é. Não importa se você toma comprimidos todos os dias ou não. Não importa se você sente que você não é, porque você é. Depois de entrar na faculdade psicologia, eu aprendi que saúde é saber que você tem um transtorno, mas aprender a viver com ele. Ele não faz parte de você. Você é independente, você é a força que você quer ter. Sua ansiedade, sua depressão ou qualquer outro transtorno que você tenha, meu amor, ele não te consome mais.

Você não precisa ter medo de dizer "Eu tenho ansiedade" ou "Eu preciso de ajuda". Suas cicatrizes de batalha apenas mostram o quão enorme você é na verdade, diate do mundo, minúsculo. Você é do tamanho dos seus sonhos, e seus sonhos podem se realizar a cada dia em que você abre os olhos. Você não está solitária nesta luta. Você pode me dar a mão, estamos juntos nessa.

Se você precisa de alguém para te ouvir, de um ombro amigo para chorar ou apenas desabafar falando sem parar tudo o que você nunca teve a oportunidade de falar. Me chama no twitter, vem falar comigo pelo chat do facebook, ou me chama lá pela página. Se quiser vir por anônimo, me mande um e-mail para duzentaslinhas@gmail.com. Tanto faz, o modo que você se sentir mais seguro e amparado, é com você. Estou disponível para todos vocês.

Lembrando que, se você tem algo, não dispense ajuda profissional, você pode precisar dela. Não tem nada de errado. Você não é anormal, você é humano.

E se eu tive coragem para vir aqui contar tudo isso, você também tem. Sua ansiedade não te afoga mais. Minha ansiedade não me impede de mais nada, também. Eu vou ler os livros que eu quiser ler, vou sair quando eu quiser sair, vou amar quando eu me sentir bem para amar e antes de mais nada, vou ser feliz.

Ps: você também vai. Você vale a pena. Eu amo você.

Escrito por Deborah Sequeira

19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males.
Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas 
Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)