AUTOR: Deborah Sequeira

VOCÊ NÃO ME REPRESENTA

Não me venha com essas palavras ensaiadas dignas de um bom filme de comédia romântica, esse jeito confiante misturado com esse olhar de quem diz que sentiu minha falta - mesmo sem ter sentido de verdade - e esse sorriso lindo que eu demorei tanto pra bloquear do meu whatsapp. Não me venha com esse papo mole de quem quer me ver, mas não dava um passo pra chegar até mim.

Você não me representa, não mais.


Quando eu decidi que era hora de fechar as portas da minha vida pra você, eu sabia que era o melhor que eu podia fazer por mim. Porque você me desmontava inteira e depois, não me ajudava a recolher as peças. Deixava uma bagunça enorme que eu tinha que arrumar sozinha. Me deixava aqui, sem nem me dar satisfação alguma, sem nem me dizer se era ou não pra esperar você voltar.


Mas eu esperava.

Eu tentava não checar se você estava online. Tentava não imaginar com quem você poderia estar. Eu sempre me fiz de durona, fingia para você e até pras minhas melhores amigas que eu não me importava de verdade. Eu saía pra me divertir, dançava, gargalhava, conversava e até mesmo me permitia conhecer outras bocas. Mas eu voltava para casa e não te encontrava, o vazio que as borboletas deixavam no meu estômago me atingia e eu sabia que não adiantava dizer que não era especial, porque era.


Eu era inteiramente sua, rapaz. Mas você era da vida.


Eu queria um futuro, dormir de conchinha na sua cama quentinha, ir no cinema de mãos dadas e dividir a conta. Eu queria poder te ligar de madrugada só para confessar o quanto eu cheguei à amar você. Queria poder te apresentar pra minha família, deixar você envergonhado na frente do meu irmão, ver meu pai apertando sua mão e minha mãe me dizendo que você era genro que ela sempre quis. Assim, sem mais e nem menos. Não queria ter que me esconder de você e por você.

Mas você nunca quis. Seus interesses eram outros. Você queria viver sim, mas não comigo. Queria curtir com os seus amigos e com metade da cidade e me ter quando fosse um domingo calmo e minha risada fizesse falta.

Isso não me representa, não mais.

Depois de um tempo perdida nesse jogo no qual as regras sempre mudavam sem eu saber. Eu vi que eu merecia mais, muito mais do que você. Eu merecia a felicidade que você nunca me deixou ter. Eu notei que eu preferia ficar sozinha, do que esperar as migalhas que você me oferecia. Eu resolvi me representar.

Eu gostava de você sim o suficiente pra te esperar voltar das farras. Mas você não merecia minha espera. Você era um garoto brincalhão demais, e eu já tava mais do que pronta para ser a mulher que eu sempre quis ser. Não dava pra perder meu tempo te ensinando a crescer.
Te falei que por mais que seus beijos me entorpecessem e eu amasse sua companhia, a falta não compensava. A ausência só me fazia querer ir embora de vez. Você sumia tanto, que eu notei que mais fácil do que sofrer com a sua volta, seria não te permitir voltar. Fiz isso.

Eu te deixei, mas me achei.

O amor próprio resolveu me consumir e o amor que eu sentia por você parou de me corroer. Fui construir meu futuro por mim, sem ajuda de ninguém. Passei por um monte de coisas novas e aprendi a me reerguer sem precisar correr pro meu contato de emergência. Apaguei seu número, até.

Então, não venha agora querer me fazer voltar pro seu ciclo doentio, onde você me dá o seu amor e depois pega de volta. Não ache que eu vou abandonar o meu conforto pra voltar pra sua cama. Não vou. Eu não vou me preocupar se você vai mandar mensagem ou não quando eu estiver me divertindo. Eu vou poder voltar pra casa, não te achar e agradecer por você não aparecer por lá. Vou me largar no meu sofá e sorrir.

Você não me representa.

Escrito por Deborah Sequeira

19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males.
Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas 
Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)
 

SUA ANSIEDADE NÃO TE CONSOME MAIS

Você provavelmente está se sentindo sozinha no mundo agora. Deitada na sua cama no escuro, observando o teto e viajando dentro de si. Deve estar lamentando e sentindo pena do que você anda perdendo enquanto se sente perdida. Você deve estar sonhando com as loucuras que você queria fazer e não está fazendo. Ou pelos lugares que você queria conhecer e não está conhecendo. Pelos planos que você um dia quis fazer a agora nem sabe por onde começar. Lamentando o fato de ter liberdade para viver sua vida, mas ainda sim, se sentir presa em si mesma. Você está se sentindo solitária, incompreendida e infeliz.

Mas deixa eu te contar um segredo? Você não está sozinha nessa, parceira. Eu também me senti assim, e talvez, ainda vá me sentir um pouquinho depois de escrever esse texto.

Uma das piores partes do transtorno de ansiedade é o medo de não ter ninguém com você. Se sentir completamente anormal no grupo de amigos quando todos estão saindo e se divertindo sem você. É sentir culpa por não estar lá, por ter medo de ir e querer voltar pro seu casulo. Se sentir incapaz de ser feliz novamente. Se culpar pelo fato da sua cama parecer muito mais agradável do que estar na presença das pessoas que você mais ama.

Desculpem-me o termo, mas eu entendo e é fod* mesmo. Sentir que você é um pontinho sem cor perto de um monte de cores vibrantes deixa a gente meio sem esperanças. Sentir que você nunca mais vai sair do mesmo lugar deixa a gente meio sem vontade de se mexer. Sentir que você nunca mais vai voltar a ser quem você era dá vontade de sentar no chão do banheiro e chorar em silêncio até cair no sono.

Eu entendo você.

Antes de vir parar aqui, escrevendo esse texto, eu estava me sentindo exatamente dessa forma. Me sentindo até ingrata por não estar aproveitando a minha voz, ou a minha chance de compartilhar com todos vocês o fato de que eu também passo por isso. Me faltava coragem para colocar em palavras o quão frustrante é querer me sentir completamente em paz e não conseguir. Me sentir um caos em milhões de pedaços espalhados me deixava enroladinha no cobertor. Fugir da luta parecia muito mais fácil do que me expor. Minhas amigas me chamavam para sair e por mais que eu sentisse dor em todos os ossos do corpo, por muitas vezes, me obriguei à ir porque ter uma vida social era importante. Me isolar só iria piorar as coisas, mesmo que essa fosse minha real vontade nos dias mais frios.

Quando fui diagnosticada com ansiedade, depressão e bipolaridade, eu nem sabia o que esses transtornos significavam. Fez sentido o fato de eu querer dormir mais do que sair por aí fazendo as coisas que eu amava fazer. Fez sentido quando eu comecei a chorar no meio da minha festa de aniversário porque estava me sentindo sufocada demais. Tudo se encaixou. No início, eu odiei os remédios que eu teria que tomar para me sentir em equilíbrio. Eu odiei ter que ir na terapia falar sobre o quanto eu estava me sentindo fora de mim.

Eu tive medo das minhas amigas não me acharem mais tão divertida e escondi durante muito tempo do mundo inteiro. Meus sorrisos, muitas vezes, não significaram nada. Eu tentei ser forte, mas me achava fraca por dentro, prestes à desmoronar. Tinha medo de não conseguir meus objetivos ou do pessoal na faculdade não entender que às vezes, eu só não conseguia me levantar da cama - bobeira, eu fazia psicologia e tinha as melhores amigas, e a melhor família do mundo do meu lado.

Com algum tempo, eu aprendi que eu não precisava ter vergonha de bater no peito e dizer que "Eu tenho ansiedade" ou de contar que eu não queria ir a determinado lugar porque eu simplesmente não iria me sentir à vontade. Com o tempo, quem me amava entendeu que não precisavam me pedir para ficar calma, e nem me escrever textos incentivadores, apenas precisavam estar lá por mim.

Eu estou aqui por vocês.

Ontem, para ser mais específica, eu notei que MUITA gente sofre disso diariamente e que eu precisava usar minha voz para dizer-lhes que eu também estou aqui. Ver que muitos leitores precisavam ler algumas dessas palavras me fez sentar na cadeira em frente ao computador hoje e começar a contar minha história. Minha luta diária que a cada dia, me deixa mais forte.

Você, que está se sentindo fraco, você não tem ideia do quão forte e saudável você é. Não importa se você toma comprimidos todos os dias ou não. Não importa se você sente que você não é, porque você é. Depois de entrar na faculdade psicologia, eu aprendi que saúde é saber que você tem um transtorno, mas aprender a viver com ele. Ele não faz parte de você. Você é independente, você é a força que você quer ter. Sua ansiedade, sua depressão ou qualquer outro transtorno que você tenha, meu amor, ele não te consome mais.

Você não precisa ter medo de dizer "Eu tenho ansiedade" ou "Eu preciso de ajuda". Suas cicatrizes de batalha apenas mostram o quão enorme você é na verdade, diate do mundo, minúsculo. Você é do tamanho dos seus sonhos, e seus sonhos podem se realizar a cada dia em que você abre os olhos. Você não está solitária nesta luta. Você pode me dar a mão, estamos juntos nessa.

Se você precisa de alguém para te ouvir, de um ombro amigo para chorar ou apenas desabafar falando sem parar tudo o que você nunca teve a oportunidade de falar. Me chama no twitter, vem falar comigo pelo chat do facebook, ou me chama lá pela página. Se quiser vir por anônimo, me mande um e-mail para duzentaslinhas@gmail.com. Tanto faz, o modo que você se sentir mais seguro e amparado, é com você. Estou disponível para todos vocês.

Lembrando que, se você tem algo, não dispense ajuda profissional, você pode precisar dela. Não tem nada de errado. Você não é anormal, você é humano.

E se eu tive coragem para vir aqui contar tudo isso, você também tem. Sua ansiedade não te afoga mais. Minha ansiedade não me impede de mais nada, também. Eu vou ler os livros que eu quiser ler, vou sair quando eu quiser sair, vou amar quando eu me sentir bem para amar e antes de mais nada, vou ser feliz.

Ps: você também vai. Você vale a pena. Eu amo você.

Escrito por Deborah Sequeira

19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males.
Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas 
Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)
 

A ESPERA AGORA É SUA

Eu queria entender de verdade o que é que se passa dentro da sua cabeça. Você me puxa e me afasta apenas para me puxar outra vez. Um eterno ioiô. Uma brincadeira sem graça que me fez perder o ar e o controle.

Quer dizer, eu sempre soube que você era um cara fechado, reservado, complicado. Mas isso não me impediu de me apaixonar por você. Eu sempre soube os riscos de cor e salteado, mas eu nem sequer ligava para eles. Mesmo sabendo que as palavras não sairiam de você tão facilmente, eu lutava para escutá-las. Lutava para ver um pouquinho que fosse de encanto nas suas atitudes, de amor, de paixão.

As noites aqui em casa me mostravam isso. Seus toques, seus lábios nos meus, nossos olhares infinitos. Tudo que você deixava escapulir de você me parecia sincero o suficiente para me fazer pular de um penhasco por você. Enfiar meu corpo inteiro no fogo por você.

Cruzar o oceano por você.

Mas você cruzou sem mim. Cruel que só, foi embora prometendo ligar do avião e desde então, não deu notícias. Levou todos os nossos planos na sua mala e não deixou nada para mim, a não ser o adeus.

Eu tentei ver o romantismo nos seus atos, mas não vi. A saudade aqui é grande, mas nem ela conseguiu enfeitar o modo como você se foi. Nem o amor que eu sinto conseguiu mudar o fato de que você ferrou com tudo e foi embora de um modo teatral. Me deixando aqui como um simples espectador.

Pensei em te esperar voltar para casa, porque eu sei que você vai voltar. Mas acontece que a espera me enrola, me prende e me deixa completamente a mercê das suas vontades. Das suas promessas quebradas.

Eu não mereço ficar à deriva enquanto você navega por aí.

Você que entenda que quando se foi e escolheu derrubar tudo o que havíamos construído juntos, perdeu uma grande parte minha. Aquela que era oposta à sua. A parte que falava o que sentia sem pensar duas vezes, que se jogaria na frente de um trem para salvar sua pele. A parte que você vai ter que ralar muito para reconquistar.

Porque eu vou navegar. Não para achar o seu barco não, mas para achar à mim. O eu que você infelizmente enlouqueceu e colocou para correr.

Talvez a gente se encontre quando eu voltar, mas não prometo voltar tão cedo. Porque diferente de você, não faço promessas que eu sei que posso não cumprir. Minha palavra vale muito. Quem sabe, se um dia você vir à esbarrar em mim com tudo outra vez, você já não tenha aprendido isso, né?

Tomara, porque ah.. não sou eu que vou te ensinar não.

A espera agora é sua. Boa sorte!

Escrito por Deborah Sequeira

19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males.
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VOCÊ FOI DEMITIDO DA MINHA VIDA

Eu não sou daquelas que se desapega fácil do mesmo jeito que se apegou. Não, eu me agarro à memórias, à pessoas, à risadas. Sou difícil de ir embora, de pegar as malas, acenar um "adeus" e te deixar na porta me vendo partir.

Mas sou fácil de partir ao meio, sou uma caixa de papelão com um enorme adesivo que me nomeia frágil, pedindo por favor, para você ter cuidado quando me carregar por aí. Eu quebro como vidro, mas não te corto. Não machuco sua pele, deixo que o sangue que escorre seja somente meu.


Eu não sou de guardar rancor, porque no meu coração enorme, só tem espaço pro amor. Não sou daquelas que consegue fingir que você não existe se esbarrar com você na fila do cinema, não mesmo. Eu derrubo a pipoca, a coca, e capaz de até cair em cima de você só no susto. Não sei fingir não sentir o que eu sinto.

E é por isso que eu te digo que vá devagar quando for me atropelar com tudo, porque eu posso não me recuperar da batida. Pode ser que eu te desculpe pela milésima vez de braços abertos SE você merecer, mas não é porque não gosto de ir embora, que eu não aprenda o caminho.


Foi você quem não leu o recado escrito na minha testa que dizia que a minha confiança era ouro e que você deveria guardar à sete chaves. Quando eu amo, eu amo até o fim. Você quis testar minha quilometragem, descobrir a área da minha paciência e bem, chegamos.

Você queria ser o primeiro na linha de chegada? Palmas para você, medalhas e até um pódio para você subir. Mas eu? Eu vou sumir. Sabe o papel que você desempenhava na minha vida? Pega e rasga, te juro que não vou me importar nem um pouquinho.

Não te dei meu coração inteiro para você estilhaçar. Arque com as consequências das suas ações precárias enquanto eu dirijo pra outro lugar mais bonito e bem longe de você, já que subestimou tudo que era meu.

Vou contratar alguém que saiba bem do que vai cuidar, porque você foi demitido da minha vida e não tem prazo pra voltar.


Escrito por Deborah Sequeira

19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males.
Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas 
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VOCÊ FEZ CHOVER

Você não tem noção, mas a sua chegada fez o meu mundo inteiro tremer. Você chacoalhou tudo quando abriu esse sorriso lindo e me fez entender o que é realmente estar "de bem com a vida". Você não me deixou só de bem, você me fez olhar ao redor e notar que há um infinito inteiro esperando por mim.

Ah, se você soubesse.


Se pudesse olhar para você do jeito que eu olho, talvez pudesse então entender finalmente. Entender que você chegar me cegou para todos os meus medos, limitou minha visão apenas para tudo aquilo que eu nunca havia notado. As flores desabrochando, as cores das asas das borboletas, o brilho das estrelas. Você perceberia que ilumina o ambiente todo quando chega.

Você não faz ideia mesmo, mas você fez meu coração bater mais forte que uma escola de samba inteira. Ou dez. Você fez minhas bochechas queimarem de vergonha toda vez que eu sentia que você estava me olhando com aquela cara de quem diz "você é linda mesmo".

Você é lindo mesmo!

Tem a beleza mais serena desse universo. Sua inocência faz tudo parecer tão mais belo, que eu acho que se tivesse escolha, viveria dentro de você, encolhidinha nesse seu coração enorme. Acreditaria também que o amor cura tudo sempre, que a vida pode se parecer um filme às vezes, que as pessoas são boas. Ficaria mais do que feliz em acreditar em tudo o que você acredita com tanta certeza.

Acho que você não consegue entender o que eu digo quando grito que você é mesmo o melhor ser humano que eu já conheci. O pouco crédito que você dá a si mesmo me deixa roendo as unhas de nervoso. Ô rapaz, você fez a lua sorrir quando me beijou pela primeira vez, fez a platéia inteira levantar e te aplaudir. Fez tudo diferente, com certeza, mas do jeito mais inesquecível também.


Foi desajeitado sim, mas ajeitou tudo que estava bagunçado dentro de mim.

Você me deu vontade de gargalhar sem ter nem razão, só por gargalhar. Me deu vontade de sentar na beira de uma praia vazia e observar as ondas calmas que quebravam nas pedras. Me deu vontade de pegar o seu violão e tocar a mais bela melodia só para te mostrar que você fez tudo isso. Me deu vontade de sair rodopiando sem medo de cair. Você mexeu comigo.

Mesmo que você não tenha notado, vai por mim...você parou o trânsito da cidade. Você colocou a melhor cena do melhor filme de romance no chinelo. Você me fez dançar na chuva com o meu melhor vestido sem nem saber dançar, sem nem ligar para os olhares curiosos dos que observavam sem entender nossa loucura.

Você fez chover e ainda faz.

Escrito por Deborah Sequeira

19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males.
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