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Sabe quando você conhece uma pessoa sem nenhuma expectativa, sem imaginar coisas, não dá nada para ela e, de um jeito natural e sem esforços, ela acaba se tornando todas as suas esperas? Espera de um oi. Espera de uma ligação. Espera de uma mensagem. De um boa noite. De um bom dia. De uma visita. De um abraço demorado. De um beijo lento. De um encontro por acaso. De uma surpresa sem motivo e de todas essas coisas bonitas que fazem o coração acelerar e se sentir pequeno de tanta alegria e sentimento bom que lhe preenche? Então.

Chega até ser engraçado como às vezes, do nada, surge alguém tão comum no nosso caminho e faz toda a diferença na nossa caminhada. E com toda a sua simplicidade, acaba se tornando tão importante num curto período de tempo, que às vezes, chegamos até nos questionar se a conhecemos realmente apenas há um mês ou há um ano. Talvez seja de outras vidas, não sei. O que eu sei é que tem gente que chega para ficar no nosso coração, mesmo sem saber que veio para isso.

Isso me faz perceber que muitas vezes, é inútil a gente se desesperar e querer a todo custo ter alguém do nosso lado, seja por pura carência ou simplesmente por temer a solidão.  Porque a verdade é que quando a gente passa a viver bem com nós mesmos, nos tornamos tão plenos e cheios, que a vida, o universo e o destino se unem para nos apresentar alguém que, ao invés de nos complementar, só nos multiplica. E vai por mim, essas pessoas aparecem de um jeito tão singelo e inesperado, que a gente nem entende direito, só abre a porta do coração e convida para entrar. E, de pouco em pouco, de sorriso em sorriso, de olhar em olhar, passamos a querer estar sempre perto. E ficamos. E nem percebemos. Quando vemos, já estamos lá.

E isso é lindo, não é? Ver que nesse mundo de aparências e falsas felicidades, de interesses e obsessão por números, ainda existem pessoas que não precisam ser, nem ter muito para nos conquistar. Só um sorriso tímido já é o suficiente para nos fazer perder o chão e flutuar com o coração na mão. Porque sejamos sinceros, tem gente que só de estar do nosso lado, nos faz esquecer dos problemas, das responsabilidades, e até da nossa idade. É um olhar que te beija, são toques que arrepiam a alma e uma infinidade de pequenos detalhes que cooperam para o momento ser inesquecível. Coisas simples, sabe?

E é justamente a vitrine simples de algumas pessoas que nos instiga a querer conhecer o seu interior que, na maioria das vezes, é surpreendente e de grande valor. Ai, ai… Sinceramente? Que delícia é saber que no meio de todo esse caos que anda o mundo, ainda existem pessoas capazes de nos surpreender e nos fazer abrir um sorriso largo, quando em nossa volta, só há motivos para fechar a cara, os olhos e o coração.

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Vivo escrevendo e sonhando adoidado. Escrevo porque adoro o prazer do cafuné que encontro nos vincos de cada palavra minha. E sonho porque é de graça.

Mais uma vez você perdoou. Mais uma vez, tentou. E mais uma vez, o teu coração está em pedaços. Sim, mais uma chance jogada no lixo. Mais um recomeço desestruturado. E tudo o que você já sentiu antes, começa a apresentar sintomas outra vez. Tristeza. Saudade. Arrependimento. E uma azeda sensação de tempo perdido. Você não cansa, não, moça? O que te faz pensar que insistir em algo que deu errado cinco vezes, vai dar certo na sexta? É o sexo que te faz tremer? São os anos que vocês já acumulam juntos, dando vida a esse vai e vem sem fim?  Ou seria o sentimento de posse que ambos adquiriram com o tempo e que não permite que sigam em frente por puro desprazer de ver um ao outro, com um outro alguém?

O motivo real, eu não sei. Mas sei que isso não é amor nem aqui, nem em Marte. Pode até ter sido, um dia, lá no começo (o que já ficou para trás, junto com a felicidade que possivelmente vocês tiveram). Não me leve a mal, mas é que, amor de verdade jamais é tentativa, é certeza.  Jamais é tiro no escuro, é flecha no alvo. E nesse caso, parece que o único alvo dessa relação é você. Alvo de sofrimento.

Se olha no espelho, mulher! Tenta enxergar aquela sua versão mais nova que era firme, sorridente e corajosa. Aquela que sonhava com aventuras e fazia planos felizes para o futuro. Se você conseguir olhar em seus olhos, peça desculpas a ela. Ela não merecia ter sido substituída por essa que aceita ser tão pequena e dependente de alguém só porque tem medo de lidar com a solidão. Ai, ai… Tens estado tão exausta que até a sua aparência não é mais a mesma. E, de algum modo, esse mal amor que você vem vivendo, tem lhe feito mal por dentro também. Já parou para pensar no quão diferente estão seus gostos, suas preferências e suas vontades? Quantas pessoas já não se afastaram porque não te reconhecem mais? Talvez você nunca tenha feito essa reflexão porque sabe que vai doer. Mas preciso-te dizer que pior do que chegar ao fundo do poço, é se acostumar com o fracasso e não ter força de vontade para sair dele.

O mal de algumas pessoas é justamente esse: serem acomodadas consigo mesmo. Terem preguiça de ir em busca da sua felicidade ou de reivindicar o direito da sua própria liberdade. Presta atenção, ninguém é dono de ninguém, não. Por tanto, não dê esse poder à nenhuma pessoa. Você só pertence a você e só. Não deixa ninguém ficar dizendo como você tem que ser ou o que tem que fazer. Quem te ama, ama até a sua unha mal feita. O seu bafo matutino. O seu mau humor na tpm. E só vai querer que você seja e sinta-se feliz.

Então, não volta mais atrás por pena. Não cai de novo na armadilha da carência. Para de reviver fotos, mensagens e lembranças que já fazem parte de um passado que só se distancia e abandona as ordens impostas que você nunca gostou de cumprir. Dizer não, não dói. Questionar, não machuca. E ser honesto consigo mesmo é a melhor paz do mundo.

Aprenda que nesse mundo ninguém fica sem sexo. E quanto mais tempo você prolonga uma relação que te sufoca, porque não acha justo jogar “isso tudo” fora, é equivalente a quantidade de oportunidades que você perde de encontrar alguém que de fato, valha a pena. Então, saia dessa moça. Deixa o que(m) te faz mal para trás e olha para frente.

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Vivo escrevendo e sonhando adoidado. Escrevo porque adoro o prazer do cafuné que encontro nos vincos de cada palavra minha. E sonho porque é de graça.

Hoje de manhã, depois do café, sentei na varanda e comecei a pensar na gente. Na turbulência que está o nosso relacionamento. Na bagunça que estamos nos tornando. E, a cada suspiro de insatisfação que eu soltava, me questionava: meu Deus, como é que chegamos a esse ponto? O que está acontecendo com ele? Com nós?

Não sei. Mas gostaria muito de entender por que você deixou de se empenhar pela gente, com o passar do tempo.  Por que deixou de lado aquele seu jeito carinhoso e preocupado, que fazia eu me sentir tão segura e protegida. E por que caiu nesse poço de mesmice que só nos prejudica e não tem vontade nenhuma de sair. Entre nós anda tudo tão diferente, que eu quase não consigo recordar os motivos bonitos que provocaram a nossa união. Eles não se encaixam nessa nossa realidade. Soa meio incoerente. E isso é triste.

Te confesso que desde que passei a te amar, tenho sido para você a melhor versão de mim. Ou pelo menos, a melhor que eu tenho conseguido ser. Às vezes, até fico surpresa com a minha capacidade de suportar certas coisas. Tenho feito sacrifícios e me superado a cada dia, pelo bem do nosso amor. Amor que tem se esfriado, aos poucos, contra a minha vontade. Amor que eu nem sei se ainda é tão amor assim; mas que, eu amo amar.

Sinto falta de como éramos. Tinha tantos sorrisos, que até doía a bochecha. Tinha tanta reciprocidade, que eu chegava a duvidar se aquilo era de fato, possível. Tinha tanto tudo, que sobrava. A paixão, o cuidado e o desejo eram tão grande, que corriam pelas nossas veias e os nossos corpos estavam sempre a um passo (ou um beijo), de entrar em erupção. E eu amava quando você me mandava uma mensagem bonitinha no meio do dia, ou da noite, só para informar que estava pensado em mim. Minha maior alegria era quando o celular vibrava, e era você. Ah, eu sorria tanto… Suas ligações nunca terminavam com nós dois discutindo. Nossas saídas eram felizes. E entre nós, só havia cumplicidade e uma imensa vontade de ser cada vez mais, um para o outro.

Mas de algum jeito, por algum motivo que eu desconheço a origem, isso foi se perdendo. E hoje, não existe mais quase nada do que há um tempo, teve em abundância. Até o nosso sexo, não tem mais o mesmo gosto. E eu preciso te confessar que, de vez em quando, eu choro. De saudade. De desespero. Por não saber o que fazer. Nem como lidar. Por não querer que seja assim. E, principalmente, por temer um fim que eu jamais imaginei que haveria possibilidade de acontecer. Mas você parece não se importar, e isso é o pior de tudo. Porque eu quero tanto ficar aqui e continuar te amando… Mas para isso, é preciso que você volte. Porque o cara por quem eu me apaixonei, ainda deve estar aí dentro. Então me ajuda a resgata-lo. Por favor!

Eu juro que não sei onde foi que tropeçamos e deixamos cair a estrutura que nos mantinha equilibrados. Mas eu estou disposta a recuar e tentar recuperar o esteio e a força do nosso amor. É só você segurar na minha mão, com força, como antes, e me dizer que também quer. Porque por mais que eu te ame muito, não dá para eu fazer o meu papel e o seu. É que amar por dois é cansativo e dói muito.

Portanto, se você quiser, recomeçamos juntos, do zero. Caso contrário, com dor no coração, porei um fim na gente. E então, começarei do zero, sozinha, por aí, de algum jeito. Mas de um jeito menos pior. Porque não há sofrimento maior do que viver um amor que se alimenta da sombra do que já foi um dia.

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Vivo escrevendo e sonhando adoidado. Escrevo porque adoro o prazer do cafuné que encontro nos vincos de cada palavra minha. E sonho porque é de graça.

Eu não sei quando foi que você deixou de ser sua para se doar todinha a um cara que, pode até ter convencido no começo, mas na verdade, nunca teve habilidade para te cuidar do jeito que você merece. Não sei o motivo que te faz prolongar a vida desse relacionamento que há meses, respira por aparelhos. E também não sei de onde você tira forças para carregar nas costas, o peso dessa bagagem abarrotada de problemas, desleixos, desequilíbrios, falta de atenção, infantilidade e ordens que você sabe que não deveria obedecer, mas acaba cedendo aos absurdos impostos, só para ficar “tudo bem”.

Olha, isso daí está errado. Está errado para caramba. Porque a partir do momento em que você substituiu os seus sorrisos sinceros, por suspiros de insatisfação, a sua felicidade começou a fazer as malas para ir embora. E, pelo visto, foi. Sem sequer dizer um tchau para notificar esse teu coração que tem andado tão apertado e dolorido ultimamente, né?

Mas olha, hoje eu gostaria de te falar umas coisas e te abraçar. Assim mesmo, através das palavras. Queria dizer que, mesmo não te conhecendo, eu sinto muito. E, daqui, eu não aceito a realidade que você está vivendo, daí. Porque eu sei que, às vezes, quando estamos lidando com algo que ao invés de clarear a nossa vida, só nos confunde, tudo o que a gente precisa é de alguém que chegue e fale baixinho: você não merece passar por isso. Se livra disso tudo, porque você é mais. E, se você não acredita que consegue, eu acredito.

E é por acreditar que você consegue, que eu quero te encorajar. A ser menos dependente. Menos medrosa. Menos privada. Menos submissa. Mais firme. Mais decidida. E mais feliz. Tudo o que eu quero aqui, é fazer com que você perceba que, permanecer dentro de um relacionamento que só aperta os seus pulmões, é suicídio lento. E, eu preciso te dizer que não vale a pena morrer por quem não morreria pela gente. É burrice.

Entenda que a sua vida, é só sua. E ninguém é dono de ninguém, não. As pessoas precisam uma das outras para se fortalecerem, mas isso não significa que elas DEPENDAM de alguém para serem fortes. Principalmente quando esse alguém, só lhe faz se sentir cada vez mais fraca e impotente. Portanto, saia dessa, menina, moça, mulher. Volte a ser dona dos seus sorrisos, das suas roupas, do seu corpo e, principalmente, de você.

Porque em caso de sofrimento, evite reticências. O ponto final é necessário. Vai doer no começo porque é normal. Afinal, a função da saudade é causar terremoto no coração e provocar uma tempestades nos olhos. Mas isso passa. Confia em mim, que passa. Porque onde há desgaste, não tem amor. Tem a falta dele. E, se quando assistimos a um filme várias e várias vezes, decoramos suas falas, quando damos muitas chances, já estamos acostumados com a dor. Então, por favor, desacostume!

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Vivo escrevendo e sonhando adoidado. Escrevo porque adoro o prazer do cafuné que encontro nos vincos de cada palavra minha. E sonho porque é de graça.

Não sei ao certo o que é que impede as pessoas de ficarem por aqui. Não sei se não consigo ser o bastante ou se sou suficiente demais. Então vejo rostos alheios indo e vindo a todo instante e começo a me questionar se as pessoas tem dificuldade para enxergar o que há de melhor em mim. Será que não está nítido no meu olhar? Ou será que ninguém nunca se interessou em olha-los a fundo? É que eu não sou uma pessoa ruim. Não gosto de mentiras. Não compartilho sentimentos amargos. Não alimento rancor e até evito assistir jornais para não ter que me deparar com uma coleção diária de tragédias.

Na verdade, eu gosto é da pureza que mora na sinceridade de fazer o bem e ser agradável para o mundo. Gosto quando os olhos falam na língua da solidariedade. Gosto de ver um sorriso se abrindo. Gosto de conhecer sonhos. E me apaixono instantaneamente por quem rasga a minha timidez na primeira conversa e abre espaço para que eu seja apenas eu pelo resto do tempo. E isso é raro, mas quando acontece, é lindo.

Porque no porto do meu coração tem um cais que recebe muita gente. E sempre que alguma embarcação nova chega, faço de mim o melhor anfitrião. Só é uma pena que elas nunca demoram. E isso me entristece um pouco. Porque tem gente que, em pouco tempo, se torna tão especial que nem conseguimos compreender, quem dirá explicar. E dói quando elas vão embora cedo; porque percebemos então, que esse pouco tempo foi tudo o que pudemos ter tido. E quando elas se vão, só o que resta sou eu. Sozinho. Outra vez. Por isso não sou fã de coisas efêmeras, principalmente quando se trata de pessoas que fazem bem para o meu coração. 

Mas eu resisto, sabe? Porque todos que já amarram o seu barquinho ou sua canoa por aqui, acabaram deixando muito de si. E durante toda essa minha vida colecionando pessoas instáveis, aprendi a extrair o máximo do mínimo que me doam. E eu valorizo muito cada meio sorriso que consigo tirar de quem me faz bem só em estar presente.

E assim eu vou seguindo. Apesar de tudo, sempre rindo. Porque talvez, algum dia, alguém resolva ficar um pouco mais e quem sabe, acabe ficando para sempre. E nossa, eu vou gostar tanto…

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Vivo escrevendo e sonhando adoidado. Escrevo porque adoro o prazer do cafuné que encontro nos vincos de cada palavra minha. E sonho porque é de graça.

Espera aí, não vai agora, não. Tá cedo para dizer tchau. Abre mão dessa pressa, qualquer coisa você dorme por aqui e vai amanhã de manhã, cedinho. Espera, me deixa te olhar um pouco mais. Me deixa ver tuas linhas e as tuas curvas e as tuas dobras e toda essa riqueza de detalhes que são só teus. Só mais um pouquinho, vai. Porque quando você está perto, eu não consigo tirar os meus olhos de você. E quando você se ausenta, eu sofro calado; de saudade, de ansiedade e de vontade de te ver novamente.

É que você não sabe, mas eu me apaixono sempre que você me encara fixamente e conversa comigo pelos olhos. Assim como quando você fala no telefone e fica rabiscando algum papel sem importância. Ou quando você briga comigo por eu ser tão desorganizado. Sua cara de mandona não me põe medo, mas me faz te imaginar sendo mãe. E aí eu me apaixono outra vez.

É que, talvez o seu jeito possa até ser comum, mas não para mim. Assim como as suas manias podem não parecer tão interessantes e únicas, mas para mim elas são. E quando eu fico te vendo de longe, só consigo pensar: por que a gente não se esbarrou antes? Teríamos evitado tantas frustrações e arrependimentos…

Ah, se você soubesse que até as suas topadas são lindas. Ah, se você percebesse o quanto eu me emociono quando te vejo assistindo um filme do meu lado. Ou quando você solta algumas palavras erradas que, após eu te corrigir cheio de amor, sempre arranca boas risadas. E rir contigo parece ser tão mais prazeroso, que eu trocaria qualquer show de humor para ver vídeos idiotas no YouTube ao teu lado. Ah, se você pudesse seu sorriso… com certeza também se apaixonaria. Porque ele é tão… verdadeiro. Ingênuo. Simples.

Então me dá mais um beijo de canto de boca, me abraça um pouco mais forte e me deixa sentir o cheiro do seu cabelo. Respira bem fundo, se encaixa nos meus braços e abraça o meu coração com o teu. Será que você consegue sentir que ele bate mais forte quando estou do seu lado? 

Ah, eu sei. Tem apenas um mês que nos conhecemos. Mas você nunca sentiu que queria passar toda a sua vida perdida no sorriso de alguém que acabou de conhecer? Eu já. Eu sinto isso toda vez que você sorri.

Levanto meus olhos do papel, você me observa com seus olhos atentos, sentada, no sofá. Veste uma camisa velha minha, e está com uma xícara de café nas mãos. Você sorri, novamente. E eu tenho vontade de te dizer todas essas coisas loucas em voz alta. Mas em vez disso, sorrio de volta. 

Um dia. Um dia… 

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Vejo-te tão perdido que dá até vontade de te comprar uma bússola para quem sabe, você perceber que está indo na direção contrária a felicidade. E olha, meu amigo, a culpa não é dela. Aliás, tudo o que ela tem feito ultimamente é tentar te mostrar como fazer para dar certo. Porque você sabe, ela quer que dê certo. Ela quer muito. Mas sabemos que para o amor se manter em equilíbrio é preciso pesar dos dois lados. E você meu caro, tem andado leve demais. Reveja isso.

Pare de correr feito louco e presta atenção no que tem em sua volta. Pare de fazer tanta confusão e saia de cima desse muro; porque pelo menos te vendo daqui, não me parece que você esteja disposto a trocar essa abundância de sentimentos bons por uma estrada cheia de pedras e interrogações. Seu olhar vagueia pelo horizonte buscando algum sinal, mas tudo o que você tem que fazer é abrir seus ouvidos e ouvir o seu coração que está gritando euforicamente, dizendo que já está em casa.  Até eu estou ouvindo e você não.

Cara, não estraga tudo, não. Você sabe que outra como essa daí, cê não encontra nem aqui e nem na China. Então deixa de besteira e cuida dela. Valoriza! Valoriza porque nenhuma mulher vem com estoque extra de paciência. Valoriza porque nenhuma mulher gosta de incertezas. Valoriza porque nenhuma mulher gosta de perder tempo esperando demais. Mas essa daí tem te esperado.  Não sei até quando, mas ela tem e sabe por quê? Porque ela te gosta. Muito. De verdade, mesmo.

Ela gosta do seu jeito descompromissado e ao mesmo tempo empenhado de ser. Ela gosta do seu andar meio torto. E da sua falta de habilidade para fritar um simples ovo. Ela gosta da sua independência. E do jeito como você se preocupa com quem é importante para você. Ela gosta da sua bagunça mesmo não sabendo lidar com tanta zona e acabar organizando tudo sempre que chega ao seu quarto. Ela gosta quando você é carinhoso e fala umas palavras doces que quase nunca estão presentes no seu dia a dia.

Ela gosta quando você a convida no meio da noite para fazer alguma coisa aleatória, e essa coisa quase sempre é ir para o terceiro andar da sua casa, ficar vendo o céu escuro e cheio de pontos brilhantes; aí vocês ficam trocando uns beijos eufóricos e se fundindo em abraços aconchegantes. Ela gosta das suas incertezas e da bondade que você sempre vê nas pessoas. Ela gosta do seu cheiro. Do seu toque. Do jeito que você olha pedindo beijo. Ela gosta das suas impossibilidades. Das suas dúvidas. E do jeito engraçado que você pronuncia algumas palavras em inglês quando ela tenta te ensinar. E ela tem ciúmes de você. Mesmo não admitindo. Mesmo não gostando de cobranças.

Porque ela te gosta tanto que só de pensar em não te ter mais, o coração dispara e ela já sente as pernas tremerem. Mas saiba que mesmo não gostando dessa possibilidade, mesmo não cogitando um possível fim; se vier acontecer, ela sabe muito bem seguir em frente, viu? Ô se sabe…

Porque ela até insiste naquilo que acredita, mas quando conclui que o que ela acredita, não acredita nela de volta, ela abre mão. Dá as costas e vai embora. É que quando ela gosta, ela gosta até a última gota do oceano. Mas quando desgosta, não tem gota que consiga despertar seu interesse em mergulhar novamente em águas tão inquietas. Então presta atenção, amor. Porque ela é firme e ela sou eu.

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Ela se foi. Foi agorinha. Jogou as roupas uma por cima da outra naquela mala azul marinho que compramos na nossa última viagem a Buenos Aires. Só agora soube que foi a última. Ela disse que no momento, a única coisa que está precisando é de si mesma. S-ó-d-e-l-a. Assim mesmo, soletrado.  Eu quase não entendi nada até ela falar “desculpa Flávio, mas acabou!”

Achei engraçado o pedido de desculpas antes de decretar o rompimento. É algo meio, “em dois segundos vou te esfaquear, ta preparado?”. Não querida, eu não estava. Aquilo soou como se o pedido de desculpas antecipado fosse amenizar a dor ou estancar o sangramento, mas não deu nem tempo. Enquanto eu digeria as desculpas, o golpe me atingiu bem no tórax. Fiquei imóvel e com a respiração lenta vendo as suas costas me darem um tchau quase nu.

O barulho da porta fez eco e trouxe no ar uma poeira ardente de tristeza aos meus olhos. Chorei. Chorei muito. Ainda estou chorando agora e é provável que eu permaneça derramando as minhas saudades por muito tempo. Porque sim, ela se foi há menos de uma hora, mas a saudade já está cavando um largo abismo no meu coração.

É que eu me acostumei com o seu tamanhinho, com os seus cabelos longos e com sua paixão por aventura. Adaptei-me às suas manias, tornei-me colecionador dos seus sorrisos e até abri mão do lado da parede na cama. Falando em cama, era lá que morava o melhor que havia em nós. O gosto dos seus beijos nunca perdeu o sabor para mim, e senti-la por dentro era como se nos tornássemos um. Não só em forma de amor, mas também em matéria.

E agora tudo o que restou foi um imenso vazio na minha cama e no meu peito. Fazia tempo que essa casa não abrigava tanto silêncio. Nem me lembro mais como é dormir sem antes conversar um pouquinho sobre coisas sem sentido. Será que ela pensou nisso? Poxa, será que não vai fazer nem um tiquinho de falta pra ela? Porra! Quanta consideração…

Mas tudo bem! Acho que é melhor eu ir parando por aqui. Porque eu sou uma pessoa que pode até sofrer uma cachoeira, mas sofre e silêncio. Sem incomodar ninguém. Sem procurar o causador e sem torcer para que volte. Depois que se vai, não quero que volte. Se me deixou, é porque perdeu o interesse. Então pra quê querer a presença de quem não quer ficar? Dói? É claro que dói. Mas toda dor é suportável se você está sentindo. E é passageira se você ainda permanece vivendo. Às vezes demora muito, mas sim: elas passam.

É verdade que ela se foi, mas mal sabe ela que deixou bem mais do que levou. E agora é hora de reaprender a lidar com a sua ausência. Daqui a um tempo eu supero. Sempre superei. Mas juro com todas as minhas forças que não queria que esse amor em especial, tivesse chegado ao estágio de superação. Mas é o que temos para hoje e por algum tempo pela frente.

Sei que ainda vou amar de novo. Afinal, a vida é uma constante troca de amores até a gente encontrar enfim, o nosso amor pra vida toda. Mas se me perguntasse agora se eu quero gostar de alguém de novo, a minha resposta seria essa:

Gostar a gente gosta até do porteiro do nosso prédio. Somos feitos de gostar de coisas e pessoas. O que eu não gosto é quando elas me fazem gostar tanto, a ponto de me fazer esquecer como é viver sem a sua presença. Então por enquanto, não estou a fim de gostar de ninguém. Porque quando elas vão embora, dói muito. E sempre dói mais do lado de cá.

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Vivo escrevendo e sonhando adoidado. Escrevo porque adoro o prazer do cafuné que encontro nos vincos de cada palavra minha. E sonho porque é de graça.

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Estou numa fase de redescobrimento. Aberto a ser mais e melhor pra mim, para as pessoas que me rodeiam e pro mundo. Também estou a fim de conhecer novas pessoas e fazer mais amigos; dar mais valor ao que já tenho e abrir as portas e a mente para poder conquistar mais. To querendo andar, correr e voar por novos lugares. Na verdade, o que eu to querendo mesmo é ser surpreendido. Mais uma vez: por mim, pelas pessoas, pelo cachorrinho da rua, por tudo. Estou dando uma chance para as coisas mínimas porque elas já estão tão presentes no meu dia a dia, que eu quase nem reparo.

Existem coisas que valem tanto a pena que dá até vontade de fazer ou viver de novo, como por exemplo, relembrar do quão bom foi aquele dia que eu ri tanto que chorei ou parar para refletir de novo sobre o dia que eu chorei tanto que depois ri de mim mesmo. Apreciar os detalhes sabe?

To começando a perceber e acreditar que a vida é feita de repetições ainda que nada ocorra da mesma maneira que já pareceu ter sido um dia. Afinal a gente vive em constante mudança; mudamos de roupa, de tamanho, de amor, de emprego, de idade e de opiniões. Nós mudamos tanto que às vezes nem mesmo a gente consegue se entender. E pô, ainda bem né? Poder pegar um atalho ou dobrar na próxima esquina caso o caminho atual não esteja me levando para onde eu realmente quero ir é a melhor coisa. Ser livre é a melhor coisa.

E quando eu falo que as coisas se repetem, é que existe o tempo dos perrengues, das dificuldades e das tristezas; logo mais vem o tempo das conquistas, das alegrias e das comemorações e aí, mais a frente, chega o tempo das surpresas, das oportunidades e dos amores, e isso tudo acaba se tornando um ciclo.

Se eu for parar para analisar quantas vezes já caí nessa vida, vou perder as contas. Logo, se foram muitas, isso automaticamente afirma que eu também já me levantei inúmeras vezes. Ou seja, os tempos bons e ruins se repetiram, mas as minhas atitudes e a maneira como encarei cada um desses períodos fez com que cada vez fosse diferente, e tudo o que é diferente gera aprendizado. E cada aprendizado é uma surpresa. E como eu disse no começo, eu to querendo ser surpreendido.

Então eu to querendo mesmo entender, ouvir e aprender coisas novas. Ser menos ranzinza e reclamão, sabe? Agradecer e ser mais paciente também são coisas que nos engrandece. Digo isso porque percebi que fazer o bem, ser honesto consigo mesmo e se doar sem esperar recompensa, faz as coisas boas se prolongarem. Acho que se existe um segredo para alcançar a felicidade, quem sabe pode ser esse. Não que seja uma regra, mas há um ditado que diz que o bem sempre vence, então pra quê fazer coisas que tem mais a ver com o mal? Qual é, eu quero ser do time dos vencedores. Não vim pra vida pra perder.

Então bora lá descobrir o mundo e amar de volta tudo o que também me ama. Ser surpreendido ou quem sabe, ser a surpresa. Até porque arrancar sorrisos também é um analgésico melhor que qualquer um que vende em farmácia. Fazer alguém rir também nos faz sorrir, melhora o nosso dia e faz até o nosso sono ser mais gostoso. Aprovado pelo ministério felicidade.

Então se eu posso dar um conselho para você com esse texto que fala 97% de mim aqui vai ele: Busque surpresas sendo uma. E aproveite a caminhada para roubar sorrisos. Está e falta esse tipo de ladrão no mundo. 

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Vivo escrevendo e sonhando adoidado. Escrevo porque adoro o prazer do cafuné que encontro nos vincos de cada palavra minha. E sonho porque é de graça.

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Olha, já faz algumas semanas que as coisas estão bem complicadas por aqui. Não é por nada não, na verdade é por tudo. Por toda essa saudade, por todos os questionamentos e por todos os por quês que tem dançado dia e noite na minha mente buscando por respostas que não chegam, por chamadas que não acontecem ou por um despertar na ilusória esperança de isso tudo não passar de um longo e torturante sonho. Meu coração parece que foi amassado de uma maneira tão forte que, agora em estado amarrotado, tem doído de modo que chega a ser uma surpresa o fato de que eu esteja conseguido suportar.

Julgue como drama, como insensatez ou como quiser. Quem está sentindo sou eu, e só eu posso mensurar o quão esta situação é inapropriada para mim que sempre fez de tudo para transformar a nossa relação na felicidade existente, ampla e duradoura que ela foi. E foi por muito tempo. Por um tempo que de tão incrível, passou a ser insuportavelmente memorável. E se tem uma coisa ruim na parte de viver uma história de amor inesquecível, é que quando ela chega ao fim, o inesquecível se torna o seu pior inimigo.

Antes, a sensação de tê-lo comigo ainda que estivéssemos longe (como na hora do trabalho, na hora do futebol com os amigos, ou em qualquer outro momento), era pacífica, gratificante e até mesmo prazerosa. Uma mensagenzinha sequer que representasse a sua presença, era algo tão incrível que nem consigo explicar. Já hoje, estou tendo que conviver com sua ausência em todos os aspectos atormentando os meus dias e me fazendo abraçar a saudade como a única maneira possível de tê-lo por perto: através das lembranças.

Quando vou dormir, lembro-me dos seus “boa noites” verbalizados por aquela voz que já imprimia todo o cansaço do dia, seguido por um “eu te amo” que me fazia sorrir enquanto respondia que também o amava. Quando acordo, lembro-me de quando amanhecíamos juntos debaixo do mesmo cobertor nos finais de semana em sua casa.  E assim, uma lembrança vai ativando outra, outra e mais outra e quando me dou conta, dentro da escuridão das minhas pálpebras, encontro-me presa em seu cheiro, guardada em seu abraço, hipnotizada no seu olhar vago ou tentando ouvir no silêncio da minha caverna o som da sua risada. Ultimamente eu tenho sido feita de lembranças de momentos que fazem doer.

E sinceramente? Quem me vier dizendo que isso logo vai passar, eu vou dizer que não quero que passe. É isso mesmo. Dessa vez não. Não agora. Porque eu sempre tive o desejo de encontrar a pessoa certa e escrever um para sempre que existisse de verdade. Mas para que isso um dia aconteça, eu também preciso ser de verdade. Então chega de acelerar meus sofrimentos e me dar uma falsa garantia de que de fato “superei” tudo. De que estou feliz e/ou melhor, sem. Chega de fazer tipo ou de forçar a barra para limpar as marcas que o ultimo relacionamento me causou, porque a verdade é que ainda está tudo emperrado e eu estou com a garganta cheia de nó. Acho que depois dessa, finalmente conclui que sofrer também é importante.

Agora eu quero sentir. Sentir mesmo, de verdade e com força. Vou chorar tudo o que tiver de chorar. Vou lembrar-me de tudo o que tiver de lembrar. Darei espaço para abrigar e sentir toda a saudade que couber dentro de mim e vou sofrer até o momento em que não houver mais o que querer de volta. É verdade que tudo passa, mas é verdade também que a gente adora fazer as coisas andarem mais depressa do que elas realmente devem, e talvez seja aí que esteja o grande erro. Então se vai passar, que passe no momento certo. Porque deixar para lá pessoas, sentimentos e histórias que por tanto tempo adocicaram o nosso coração nem sempre é simples e fácil como parece ser quando alguém chega e nos diz: “Ah, deixa pra lá! Vai ser melhor assim.” Às vezes a gente precisa é sentir na pele mesmo.

Portanto, agora eu vou ficar aqui, quietinha no meu canto, sem causar espantos, e lidando com os sussurros dos meus prantos. Se sentir a falta dele é a única maneira que eu tenho para de fato senti-lo, que assim seja até quando não for mais para ser. E ah, depois que isso tudo passar, não vou mais ficar enlouquecida atrás de um novo romance. Acho que daqui pra frente, antes de eu firmar um novo compromisso, eu vou realmente precisar entrar em um relacionamento sério, só que comigo mesma. Por ora, me deixe aqui no meu canto porque tá doendo demais.

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Vivo escrevendo e sonhando adoidado. Escrevo porque adoro o prazer do cafuné que encontro nos vincos de cada palavra minha. E sonho porque é de graça.