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ta-faltando-amor

Quando me perguntam sobre o que eu acho da situação atual do mundo, respondo com certeza e sem titubear: tá faltando amor. E quando digo isso, não estou querendo pagar de romântica incurável, é real. É sério. É drástico e triste. Tá faltando amor no mundo. Tá faltando sensibilidade no cara que tem coragem de botar fogo em um ônibus sabendo que tem uma criança dentro dele. Tá faltando um coração batendo de verdade em grupos de amigos que, por diversão, atacam e agridem pessoas que não tem onde morar. Só porque estão dormindo nas ruas, sem incomodar ninguém, merecem apanhar, levar facadas e serem queimados vivos. Tá faltando amor nessas pessoas que não notam gente assim também. O ser humano está tão acostumado com a promiscuidade, violência e egoísmo que nem se dá ao trabalho de se importar mais. Todo mundo veste um escudo cheio de não-me-toque-nem-me-olhe-muito-menos-fale-comigo, sorri amarelo e finge que está tudo bem enquanto essa falta destrói o resto.

Você abre o jornal e a manchete do dia é sobre um cara que matou a ex por ciúmes. É uma mãe que jogou o recém-nascido no lixo e está sendo indiciada. Tem filho matando pai por hobby. Tem gente se matando por não aguentar viver num mundo tão fantasmagórico assim. É policial abaixando a cabeça pra bandido por não ter forças para lutar sozinho. A corrupção deixou de existir só na política e está corrompendo o que restou de bom. A falta de consideração pelo próximo está desgastando o amor que nos ensinaram a ter por nossos semelhantes. Tá virando um caos, tá ficando sem controle. Aí você vem e me diz que não faz, nem nunca fez nada disso. Nunca matou ninguém, nem abusou e muito menos roubou.

Tá. Mas e no dia-a-dia quando você passa correndo pelo porteiro e nem dá bom dia? E quando paga de bonzão pros seus amigos humilhando algum garçom que está apenas fazendo seu dever? A falta de amor não está só nas manchetes da vida. Está no bom dia que você não fala, na grosseria que você não esconde e no mau humor que você deixa tomar conta do seu dia. Está na sua incapacidade de ser gentil com quem não tem nada a ver com seus problemas e na sua indiferença que sai por aí ceifando os sentimentos alheios. A falta de amor está acabando com o mundo. Consequentemente comigo. E com você.

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ta-faltando-amor-2

Quando me perguntam sobre o que eu acho da situação atual do mundo, respondo com certeza e sem titubear: tá faltando amor. E quando digo isso, não estou querendo pagar de romântica incurável, é real. É sério. É drástico e triste. Tá faltando amor no mundo. Tá faltando sensibilidade no cara que tem coragem de botar fogo em um ônibus sabendo que tem uma criança dentro dele. Tá faltando um coração batendo de verdade em grupos de amigos que, por diversão, atacam e agridem pessoas que não tem onde morar. Só porque estão dormindo nas ruas, sem incomodar ninguém, merecem apanhar, levar facadas e serem queimados vivos. Tá faltando amor nessas pessoas que não notam gente assim também. O ser humano está tão acostumado com a promiscuidade, violência e egoísmo que nem se dá ao trabalho de se importar mais. Todo mundo veste um escudo cheio de não-me-toque-nem-me-olhe-muito-menos-fale-comigo, sorri amarelo e finge que está tudo bem enquanto essa falta destrói o resto.

Você abre o jornal e a manchete do dia é sobre um cara que matou a ex por ciúmes. É uma mãe que jogou o recém-nascido no lixo e está sendo indiciada. Tem filho matando pai por hobby. Tem gente se matando por não aguentar viver num mundo tão fantasmagórico assim. É policial abaixando a cabeça pra bandido por não ter forças para lutar sozinho. A corrupção deixou de existir só na política e está corrompendo o que restou de bom. A falta de consideração pelo próximo está desgastando o amor que nos ensinaram a ter por nossos semelhantes. Tá virando um caos, tá ficando sem controle. Aí você vem e me diz que não faz, nem nunca fez nada disso. Nunca matou ninguém, nem abusou e muito menos roubou.

Tá. Mas e no dia-a-dia quando você passa correndo pelo porteiro e nem dá bom dia? E quando paga de bonzão pros seus amigos humilhando algum garçom que está apenas fazendo seu dever? A falta de amor não está só nas manchetes da vida. Está no bom dia que você não fala, na grosseria que você não esconde e no mau humor que você deixa tomar conta do seu dia. Está na sua incapacidade de ser gentil com quem não tem nada a ver com seus problemas e na sua indiferença que sai por aí ceifando os sentimentos alheios. A falta de amor está acabando com o mundo. Consequentemente comigo. E com você.

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quem-sou-eu

O mal do século está em todo mundo achar que conhece tudo de todo mundo. Cadê o esforço contínuo na busca pelas descobertas do outro? E digo mais: você não me conhece, meu vizinho não me conhece, e meus companheiros de sala também não. Muitas pessoas que convivem comigo e se julgam muito próximos, conhecem só essa parte exterior. Minha casca atrai algumas pessoas, porém são poucos que chegam a minha hipoderme sentimental. Sei lá, tenho esse hábito de me esconder internamente e as redes sociais colaboram bastante com esse comportamento 100% sexy, 100% legal, 100% confiável. Mas acontece que não, não dá. Não em uma segunda-feira onde eu já levanto com sono, dor de cabeça e tpm. Não quando meu namorado não entende que eu não quero discutir a relação e, ainda assim, continua falando e falando e falando. Não quando eu faço de tudo para agradar e vem um filho da mãe fazer uma crítica sem fundamento. Às vezes, simplesmente não dá.


Você aí que me vê de longe: talvez nem se encante tanto assim com meu verdadeiro eu. Sou humana, entende? Normalzinha da Silva. Às vezes deixo a raiva tomar conta das minhas atitudes e acabo magoando as pessoas por impulso. Às vezes o azedume some de tal forma e fico tão meiga e fofa que nem me reconheço. Prezo por coisas estáveis e duradouras, mas no auge da minha loucura, abro mão de tudo e vou atrás do que eu quero de verdade. Tenho surtos de instabilidade, temperamento e loucura. Mas e aí, quem não tem?


Tenho o péssimo hábito de me cobrar demais. Nada tá bom, nada tá legal e me transformo constantemente em busca da minha melhor performance. Tenho crise de riso em horas impróprias, sou neurótica e mesmo me achando espontânea, sincera demais e a tal “bateu-levou”, sempre guardo tudo o que me dizem. Tanto faz se são coisas boas ou ruins. E justamente por isso faço uma faxina sentimental a cada ano. É preciso abrir mão dessas pessoas e palavras que em nada acrescentam, entende? Elas, mesmo que sem notar, corrompem as melhores partes de nós.


Sou egocêntrica, teimosa, difícil de lidar e escandalosamente diferente de tudo o que você já viu ou imaginou ver nessa vida. Não a mais bonita, nem mais engraçada, nem mais inteligente, nem nada em exagero de qualquer adjetivo comum. Eu sou tudo e nada ao mesmo tempo, fora do comum. Não espere muito de mim porque eu frustro minhas próprias expectativas. Saio do roteiro pela graça de quebrar a rotina. E mudo o teatro, simplesmente pela arte da improvisação. Esqueça seus conceitos sobre mim e me descubra. Eu sou um mistério que você deveria desvendar.

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quem-sou-eu-2

O mal do século está em todo mundo achar que conhece tudo de todo mundo. Cadê o esforço contínuo na busca pelas descobertas do outro? E digo mais: você não me conhece, meu vizinho não me conhece, e meus companheiros de sala também não. Muitas pessoas que convivem comigo e se julgam muito próximos, conhecem só essa parte exterior. Minha casca atrai algumas pessoas, porém são poucos que chegam a minha hipoderme sentimental. Sei lá, tenho esse hábito de me esconder internamente e as redes sociais colaboram bastante com esse comportamento 100% sexy, 100% legal, 100% confiável. Mas acontece que não, não dá. Não em uma segunda-feira onde eu já levanto com sono, dor de cabeça e tpm. Não quando meu namorado não entende que eu não quero discutir a relação e, ainda assim, continua falando e falando e falando. Não quando eu faço de tudo para agradar e vem um filho da mãe fazer uma crítica sem fundamento. Às vezes, simplesmente não dá.


Você aí que me vê de longe: talvez nem se encante tanto assim com meu verdadeiro eu. Sou humana, entende? Normalzinha da Silva. Às vezes deixo a raiva tomar conta das minhas atitudes e acabo magoando as pessoas por impulso. Às vezes o azedume some de tal forma e fico tão meiga e fofa que nem me reconheço. Prezo por coisas estáveis e duradouras, mas no auge da minha loucura, abro mão de tudo e vou atrás do que eu quero de verdade. Tenho surtos de instabilidade, temperamento e loucura. Mas e aí, quem não tem?


Tenho o péssimo hábito de me cobrar demais. Nada tá bom, nada tá legal e me transformo constantemente em busca da minha melhor performance. Tenho crise de riso em horas impróprias, sou neurótica e mesmo me achando espontânea, sincera demais e a tal “bateu-levou”, sempre guardo tudo o que me dizem. Tanto faz se são coisas boas ou ruins. E justamente por isso faço uma faxina sentimental a cada ano. É preciso abrir mão dessas pessoas e palavras que em nada acrescentam, entende? Elas, mesmo que sem notar, corrompem as melhores partes de nós.


Sou egocêntrica, teimosa, difícil de lidar e escandalosamente diferente de tudo o que você já viu ou imaginou ver nessa vida. Não a mais bonita, nem mais engraçada, nem mais inteligente, nem nada em exagero de qualquer adjetivo comum. Eu sou tudo e nada ao mesmo tempo, fora do comum. Não espere muito de mim porque eu frustro minhas próprias expectativas. Saio do roteiro pela graça de quebrar a rotina. E mudo o teatro, simplesmente pela arte da improvisação. Esqueça seus conceitos sobre mim e me descubra. Eu sou um mistério que você deveria desvendar.

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tempo

Se logo de cara eu lhe fizesse uma pergunta sobre seu primeiro amor, o que você me responderia? Ou melhor, sobre sua primeira decepção amorosa. Vai lá, quero detalhes sobre sentimentos e lembranças.

Aposto que você soltaria um “ah, nem me lembro, faz tanto tempo”. Ou talvez me diga que foi coisa de criança e que justamente por ter acontecido há anos atrás, você nem se recorda mais. Um dia desses ouvi uma amiga dizendo que não saberia viver sem seu atual companheiro, caso eles se separassem. Disse que fazer o caminho de volta para casa sozinha, seria doloroso. Que dormir em uma cama gigante com apenas um lado dela ocupado, a deixaria em carne viva. E adivinhe o que aconteceu? Ela terminou. De repente estavam se estranhando, brigando, e mais que do que de repente não estavam se suportando mais. Por motivo de força maior, sem mágoas, despediram-se e cada um seguiu seu próprio caminho. Sem melodrama. Sem ser a atriz principal de uma novela mexicana. Fim.

Todo fim dói e esse processo de cura parece insuportavelmente demorado. Mas depois do pontapé inicial tudo fica mais fácil, eu prometo. Uma vida nova surge a sua frente, e você no tanto de coisa boa que estava deixando para lá. E aí percebe que seus amigos ainda contam ótimas piadas, e que as festas daquela boate da sua cidade não são tão ruins assim. Você se permite, entende?

Quando um relacionamento está definhando, parece que o fundo do poço nunca chega. A gente continua caindo, caindo, caindo e se machucando cada vez mais. Até perceber que o fundo do poço quem determina somos nós. E a escada que vai nos levar ao topo novamente, somos nós quem construímos. A vida é uma questão de escolhas. É aquele velho clichê que diz que a gente deve dar tempo ao tempo. Tempo para sofrer, tempo para se recompor e tempo para viver novamente. A vida acontece quando se vive de verdade.

E aí você vai dando tempo e de repente se pega acreditando de novo. Você nota que a vida é maravilhosa demais, e se sente feliz só por acordar para mais um dia. Percebe que as pessoas são únicas, e se sente tomada por uma vontade inexplicável de conhecer todas elas. Saber suas histórias. Seus desejos. Seus anseios. Seus amores…

Seja para nos fazer feliz ou nos fazer crescer. Todo mundo que passa pela nossa vida, passa com algum propósito. E cabe a nós receber cada lição como única. E seguir aprendendo. Acreditando. Sorrindo. Dando tempo ao tempo. E vivendo. Seguindo sempre em frente.

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tempo

Se logo de cara eu lhe fizesse uma pergunta sobre seu primeiro amor, o que você me responderia? Ou melhor, sobre sua primeira decepção amorosa. Vai lá, quero detalhes sobre sentimentos e lembranças.

Aposto que você soltaria um “ah, nem me lembro, faz tanto tempo”. Ou talvez me diga que foi coisa de criança e que justamente por ter acontecido há anos atrás, você nem se recorda mais. Um dia desses ouvi uma amiga dizendo que não saberia viver sem seu atual companheiro, caso eles se separassem. Disse que fazer o caminho de volta para casa sozinha, seria doloroso. Que dormir em uma cama gigante com apenas um lado dela ocupado, a deixaria em carne viva. E adivinhe o que aconteceu? Ela terminou. De repente estavam se estranhando, brigando, e mais que do que de repente não estavam se suportando mais. Por motivo de força maior, sem mágoas, despediram-se e cada um seguiu seu próprio caminho. Sem melodrama. Sem ser a atriz principal de uma novela mexicana. Fim.

Todo fim dói e esse processo de cura parece insuportavelmente demorado. Mas depois do pontapé inicial tudo fica mais fácil, eu prometo. Uma vida nova surge a sua frente, e você no tanto de coisa boa que estava deixando para lá. E aí percebe que seus amigos ainda contam ótimas piadas, e que as festas daquela boate da sua cidade não são tão ruins assim. Você se permite, entende?

Quando um relacionamento está definhando, parece que o fundo do poço nunca chega. A gente continua caindo, caindo, caindo e se machucando cada vez mais. Até perceber que o fundo do poço quem determina somos nós. E a escada que vai nos levar ao topo novamente, somos nós quem construímos. A vida é uma questão de escolhas. É aquele velho clichê que diz que a gente deve dar tempo ao tempo. Tempo para sofrer, tempo para se recompor e tempo para viver novamente. A vida acontece quando se vive de verdade.

E aí você vai dando tempo e de repente se pega acreditando de novo. Você nota que a vida é maravilhosa demais, e se sente feliz só por acordar para mais um dia. Percebe que as pessoas são únicas, e se sente tomada por uma vontade inexplicável de conhecer todas elas. Saber suas histórias. Seus desejos. Seus anseios. Seus amores…

Seja para nos fazer feliz ou nos fazer crescer. Todo mundo que passa pela nossa vida, passa com algum propósito. E cabe a nós receber cada lição como única. E seguir aprendendo. Acreditando. Sorrindo. Dando tempo ao tempo. E vivendo. Seguindo sempre em frente.

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por-favor-nao-volte

Quem você pensa que é? Sério, diz logo e de uma vez. Já me antecipo e peço desculpas por parecer rude demais, ansiosa demais ou nervosa demais. Mas é que você sabe, não sou fã de mudanças radicais. Logo, continuo sendo a mesma. O que me interessa mesmo é saber sobre sua volta repentina e o motivo de você perguntar tanto de mim por aí. Preciso saber o porquê desse interesse e o que você quer saber especificamente. Porque isso deveria ter acontecido há muito tempo atrás, entende? Sua busca por notícias minhas, por preocupação, respeito ou educação, que seja, deveria vir naqueles maus tempos e naquelas noites infinitamente solitárias. Eu ainda te queria aqui, mas compreendia seus motivos. Eu entendi o fato de você ter ido embora perfeitamente e aceitei – depois de noites e noites e noites de profunda tristeza e lamentação – o seu adeus.

Mas não, não dá para simplesmente aceitar seu retorno agora e fingir que nada aconteceu. Não dá para caminhar em passos lentos em sua direção e lamentar pelo tempo perdido. Não dá para viver você de novo e não me arrepender logo após. Porque eu continuo com minha personalidade e defeitos e angústias, mas você não faz mais parte disso tudo. Eu não vivo mais em sua sombra porque, depois de muito tempo, consegui acender a luz e acreditar que um dia ensolarado me traz muito mais felicidade do que as madrugadas tão tristes e cheias de você.

Levou muito tempo para que eu chegasse até aqui e tomasse decisões certas assim. Depois de muitas promessas quebradas, eu desejei nunca ter te conhecido. E depois de tanto esforço em vão, eu desejei que você nunca mais voltasse. E você voltou e continua o mesmo. Acha que pode sair por aí colecionando corações, fazendo cortes e deixando cicatrizes cada vez mais profundas, destruindo sonhos e esperanças. Mas você não pode, entende? Eu desejo, verdadeiramente, que você aqueça seu coração antes que ele te empedre. Que você ocupe seu tempo arrumando espaço para coisas novas dentro dele, não esvaziando o de outras pessoas. E que permaneça onde está ou vá para bem longe.

Mas, por favor, não volte. Não tente abrir a porta, pular a janela ou forçar a fechadura. Sério, não faça isso nunca mais. Eu não sei quem você pensa que é, mas sei que não tem lugar para você aqui.

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por-favor-nao-volte-2

Quem você pensa que é? Sério, diz logo e de uma vez. Já me antecipo e peço desculpas por parecer rude demais, ansiosa demais ou nervosa demais. Mas é que você sabe, não sou fã de mudanças radicais. Logo, continuo sendo a mesma. O que me interessa mesmo é saber sobre sua volta repentina e o motivo de você perguntar tanto de mim por aí. Preciso saber o porquê desse interesse e o que você quer saber especificamente. Porque isso deveria ter acontecido há muito tempo atrás, entende? Sua busca por notícias minhas, por preocupação, respeito ou educação, que seja, deveria vir naqueles maus tempos e naquelas noites infinitamente solitárias. Eu ainda te queria aqui, mas compreendia seus motivos. Eu entendi o fato de você ter ido embora perfeitamente e aceitei – depois de noites e noites e noites de profunda tristeza e lamentação – o seu adeus.

Mas não, não dá para simplesmente aceitar seu retorno agora e fingir que nada aconteceu. Não dá para caminhar em passos lentos em sua direção e lamentar pelo tempo perdido. Não dá para viver você de novo e não me arrepender logo após. Porque eu continuo com minha personalidade e defeitos e angústias, mas você não faz mais parte disso tudo. Eu não vivo mais em sua sombra porque, depois de muito tempo, consegui acender a luz e acreditar que um dia ensolarado me traz muito mais felicidade do que as madrugadas tão tristes e cheias de você.

Levou muito tempo para que eu chegasse até aqui e tomasse decisões certas assim. Depois de muitas promessas quebradas, eu desejei nunca ter te conhecido. E depois de tanto esforço em vão, eu desejei que você nunca mais voltasse. E você voltou e continua o mesmo. Acha que pode sair por aí colecionando corações, fazendo cortes e deixando cicatrizes cada vez mais profundas, destruindo sonhos e esperanças. Mas você não pode, entende? Eu desejo, verdadeiramente, que você aqueça seu coração antes que ele te empedre. Que você ocupe seu tempo arrumando espaço para coisas novas dentro dele, não esvaziando o de outras pessoas. E que permaneça onde está ou vá para bem longe.

Mas, por favor, não volte. Não tente abrir a porta, pular a janela ou forçar a fechadura. Sério, não faça isso nunca mais. Eu não sei quem você pensa que é, mas sei que não tem lugar para você aqui.

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