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Às vezes parece que a vida é apenas esse show de horrores que a gente passa perto, vez ou outra, e fica preso dentro. Parece que o sentido de se interessar por algo ou alguém é justamente o aprendizado que fica quando enfim o perdemos. A dificuldade de se manter rotinas e relacionamentos é assustadora! São fachadas, são ilusões, são relações superficiais! Quando profundas veem acompanhadas de um mar de traumas, incertezas e circunstâncias indesejadas. Quem achou que era fácil viver a vida caiu feio do cavalo!

Quem nunca quis correr até o fim do mundo, fugir de tudo e todos, encontrar paz no seu próprio silêncio? Quantas pessoas a gente perde assim, buscando nos encontrar. Quantas pessoas desaparecem quando descobrimos que não somos o que elas esperam da gente, ou até quando descobrimos que não somos o que nós mesmos esperávamos da gente? Qual o sentido dessa efemeridade de relações, que vem e vão, nos deixando marcas, cicatrizes e principalmente muita dor? Tem hora que a gente cansa de adquirir aprendizado e conhecimento, e espera que possa apenas encontrar algum tipo de paz, um porto seguro, alguém para contar.

Será que é realmente possível substituir pessoas que estejam interessadas em se doar para nós, profundamente, sem interesses, sem falsidade? Será que o mundo é mesmo esse mundo mágico repleto de pessoas que estão dispostas a nos amar e receber tudo isso de volta? Quanto vale um relacionamento para você? Tem gente que joga fora no primeiro empecilho, tem gente que luta sem desistir até depois de tudo já estar totalmente destruído. O timing é sempre muito difícil ao lidar com outro ser humano. Quem me garante que qualquer coisa nesse mundo possa ser consertada? Ou quem me garante que possa ser substituída então?

Se você parar para pensar em quanto você já se doou pelas pessoas nesse mundo, e pensar quantas delas partiram ou não deram importância, talvez você se sinta cansado como eu. A gente esfria um pouquinho a cada queda, mas buscamos desesperadamente a esperança de que o mundo seja mais do que esse cemitério de afeto que aparenta ser às vezes. Se for tão difícil para alguém perceber que você se importa e a ama, talvez seja mais simples do que pareça. As pessoas recusam amor sim, e desperdícios não são legais!

Na dúvida ame a você mesmo. O que for verdadeiro volta, já o que partir e não regressar a gente reescreve, nem que leve uma vida inteira!

E leva, viu…

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.

A vida a dois não é (e nunca foi) uma necessidade, por mais que muitas vezes pareça uma exigência da sociedade. Na realidade, todos nós temos esse poder fantástico de nos completarmos sozinho, sem precisar de mais ninguém! Ser feliz é um estado individual, onde suas expectativas sobre o que o mundo te dá são atendidas. Quem costuma esperar demais está sempre achando que a vida está em débito, que falta alguma coisa e que, logo, não se pode ser feliz. Apesar disso, todo mundo já se rendeu em algum momento aos romances da vida, assistindo algum filme de Hollywood ou alguma animação da Disney. E por mais que insistam em dizer que são essas modelações de perfeição que iludem a gente, eu gosto de acreditar que são esses roteiros tão delicadamente escritos que constroem a nossa alma, a nossa força de se doar para as pessoas. Afinal, se a gente não pode doar amor ao mundo como esperar que ele nos traga o amor de volta?

Encontre alguém que te olhe com os olhos fixos e se perca no seu olhar sem razão alguma. Encontre alguém que pegue sua mão na rua e não solte por nada, que te abrace apertado no meio de todo mundo e sinta orgulho de quem você é. Encontre alguém que te elogie o tempo todo, quando você terminar de se maquiar ou quando você tiver acabado de acordar. Encontre quem te tire o riso nos dias nublados, que te faça gargalhar fácil. Encontre alguém que te conheça bem, que saiba como te animar, que saiba quando você precisa de um cafuné. Encontre quem goste dos seus memes, que assista a seus filmes e séries com você, que te leve comer pastel. Ache a pessoa que te fará sentir única, que te provará o amor na sua forma mais bela, que não se importe com dinheiro, com aparências, com as pessoas invejosas e com a sociedade normatizadora. Ache quem te de rosas, chocolates, balões e cartas escritas à mão. Encontre quem te leve nos seus shows preferidos, quem desça as escadas do prédio sexta à noite de inverno com chuva para buscar a pizza na portaria. Encontre quem não tenha medo de viver uma vida inteira ao seu lado, que queira fazer planos, que queira ter um filho ou um cachorro, que esteja pronto para reescrever toda a sua vida com você ao seu lado. Ache quem você possa confiar seus segredos e traumas, quem te de um ombro quando você chorar, quem te ilumine o dia, quem te espere depois do trabalho com um sorriso e um abraço apertado, que te faça massagem nos pés. Ache quem respeite suas diferenças, quem te leve viajar, quem te faça surpresas, quem vele teu sono, quem te pegue no colo, te aperte as costas até estalar, que te faça companhia nos seus melhores e piores momentos da vida. Procure quem te ajude a crescer, quem faça compras com você, quem te ajude na mudança, quem trate bem sua família e amigos. Procure e você achará alguém que esteja disposto a ser um sonho para você, não acredite de forma alguma que o mundo possa ser um lugar impossível de se viver o amor.

Não tenha medo de sonhar alto! Não se contente com pouco, você certamente merece mais, merece cada pedaço dos sonhos que você tem dentro do seu coração. Não se sinta mal em partir, em buscar novos horizontes que te levem aos seus desejos mais pessoais. Não se submeta a falsos amores, a pessoas superficiais, a relacionamentos abusivos. Aponte para o caminho da sua felicidade e vá sem medo, nunca é tarde, todo mundo tem seu futuro reservado em algum lugar, não perca tempo por medo, o medo sabota o amor! E se você não se achar merecedor desse amor, prove para o mundo que você merece sim, seja essa pessoa! Se entregue de corpo e alma para outra pessoa e faça cada pedaço dessa história valer, mostre que bons amores são feitos de reciprocidade!

O mundo tem precisado urgentemente de bons exemplos, seja um deles!

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.

É impressionante como a vida tem essa coisa maluca de nos direcionar silenciosamente para certos lugares obscuros sem que a gente sequer perceba. Eu me torturei como um maluco preso em uma solitária, eu criei histórias na minha cabeça tão perfeitamente narradas que meu corpo acreditava que realmente haviam acontecido. Eu vesti a mesma máscara tantas vezes que acreditei que aquela era veridicamente a minha face. A face de alguém feliz, de alguém completamente resolvido. Escondi tão fundo meus monstros que ninguém foi capaz de encontrá-los, apenas eu, que os ouvia gritando todas as noites sem conseguir dormir no meu quarto. E como toda situação forçada, aquilo ficou insustentável, e eu tive que ceder!

Internalizar culpas, desejos e angústias é a maior cilada de todas. É uma mutilação diária, tentando se convencer de que você é um personagem fictício, uma marionete que tem os movimentos totalmente previsíveis. Só que não é assim que as coisas funcionam, as pessoas são imprevisíveis, o amor então… Eu vi a chuva caindo e chorei compulsivamente, sabendo que ninguém me ouviria. As lágrimas saiam tão naturalmente de mim, há tanto presas de propósito, que meu corpo não sabia reagir, ainda estava domado pela ideia de que estava tudo perfeitamente bem!

Lembro que abracei meu melhor amigo e tive forças para contar pela primeira vez a alguém. Minhas mãos tremiam e eu balbuciava, mas ao mesmo tempo era uma ótima sensação compartilhar aquilo, por para fora, me expressar, ver que alguém estava ali por mim. Hoje sei que é impagável o valor de um bom amigo. Ainda passei longos dias em estado de choque, de repente todo mundo sabia quem eu realmente era, e mesmo que sem entender o que acontecia comigo, muitos juravam saber exatamente o que era, e criticavam, julgavam e apontavam um dedo moralista e sem conhecimento algum.

A gente corre o risco de ser excluído ou mal visto pelas pessoas, chama-se vida! O bom é que a gente aprende que não está aqui para agradar ninguém que a gente não queira, a vida é tão curta e a gente não é obrigado a escolher certos caminhos só por que alguém ou um grupo diz que assim deva ser. Hoje estou tão leve comigo mesmo, com essa sensação de poder começar de novo, de resgatar meus velhos sonhos, de tentar continuar lutando por tudo aquilo que sempre me foi tão importante que já nem me importo com os olhares de julgamento e os fiscais de plantão.

 Quem é você?

 Quantos personagens existem dentro do seu corpo?

 Quanto que as pessoas, a sociedade e certas situações influenciam você a ser quem você não é de verdade?

 Vamos garantir que a vida seja vivida sem máscaras, isso inclui a empatia por quem ainda não deixou a sua própria cair. Tão feio é apontar o dedo que suspeito que seja um tipo de máscara também, uma ligada à ignorância talvez, ou a falta de empatia… Quem sabe ambos! Vamos viver, que a vida é agora!

 Afinal, quem é você?

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.

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Do amor nós sempre esperamos poesia, sempre apostamos naquele conto de fadas idealizado pela nossa fantasia. Sim, sonhar é sempre muito bom! Ter convicção de que o amor é real, chega a ser melhor ainda! Mas uma boa dose de pés no chão é fundamental para que nós mesmos não acabemos por destruir a mágica toda. As chances de se encontrar o amor da nossa vida são tão pequenas (digo ‘amor da vida’ apenas como um eufemismo para ‘pessoa ideal’), que não basta apenas encontrar (o que convenhamos já não costuma ser fácil), precisamos estar preparados para receber esse amor e todas as mudanças adjacentes que ele traz apenas existindo por si só. Afinal não queremos perder oportunidades como essa na vida, certo?

 

Quando conheci minha mulher, eu achei que iria estar na pista de dança de um casamento ao som de Bee Gees, e sem querer esbarraria numa desconhecida, a qual me hipnotizaria com os olhos logo a primeira vista. Ou algo do gênero! Pois bem, conheci o amor da minha vida lá no passado, no ensino médio. Estudei dois anos inteiros com ela, eu a via praticamente todas as manhãs, e nunca sequer dei um oi (ou o recebi de volta!). Fui reencontrá-la sete anos depois, já formados e com outros olhos sobre o mundo. (Encontrar que eu digo no Facebook: “Eai moça, lembra de mim?  Vamos tomar uma cerveja qualquer hora!). E a cerveja virou muitas cervejas, no plural. O encontro se repetiu, o beijo se repetiu e até hoje se repete junto aos sorrisos. Não foi o primeiro encontro dos sonhos, tão menos amor a primeira vista, mas nem por isso deixou de ser mágico. E continua sendo uma excelente história de amor!

 

Às vezes esperar demais do mundo nos sobrecarrega de expectativas, e o mais comum é que a maioria delas falhem. Num segundo de tristeza, com a guarda baixa, a gente desacredita no amor, achando que ele nos esqueceu, ou que até não exista! Quando na verdade, ainda nos falta conhecimento (maturidade). A vida a dois é um eterno desafio! Lembro que no começo tinha medo que meu ciúmes acabasse destruindo tudo (Eu sabia que era ciumento, e que precisava melhorar! É um enorme passo admitir. Postura essa herdada fruto de más experiências em relacionamentos passados). Na minha cabeça a solução era fácil: ‘Vou para todos os lugares com ela, assim não haverá motivo para surtar’. Que ingênuo eu! Descobri que o trabalho nos separava muito, os amigos e circunstâncias não eram sempre propícios, e até mesmo tive que me mudar, e ir morar em outra cidade longe dela por dois longos anos. E para não ser um babaca (e acabar entrando na estatística de relacionamentos abusivos), eu aprendi a ceder! Verbo esse essencialmente vinculado ao substantivo confiança. ? preciso entender que se alguém esta conosco, é por que quer! E se por ventura te sacanear em algum momento, isso diz respeito ao caráter dela, não ao seu! Supere isso.

 

Achei que viajaríamos todos os anos, faríamos sessões fotográficas e correríamos domingo de manhã no parque. Não que não tenhamos feito nenhuma dessas coisas, mas nosso amor estava muito mais focado em coisas com comer um miojo com séries no Netflix, tirar selfies sujos de maionese nas hamburguerias da cidade e fazer aquele balanço todo final de mês dos salários que eram pequenos demais para os nossos tão grandes sonhos (isso melhora com o passar dos anos. Amém!), e se você não está preparado para essas coisas, para viver o lado real de uma relação entre dois seres humanos reais, que tem defeitos assim como todos os outros, então você não está pronto! Volte três casas, para os romances de Hollywood, e tente de novo no ano que vem! (Não tenha pressa! No amor não se perde, todo mundo ganha ao final).

 

Com o tempo parei de escrever cartinhas, deixei de dar flores todos os meses, nunca mais apareci com uma caixa de chocolates surpresa. Mas o amor continua ali, nos pequenos gestos. Na janta que eu fiz no dia que ela estava exausta. No quarto dela que eu arrumei sem que ela pedisse, no seriado insuportável que eu assistia com ela só para agradá-la. As coisas mudam sim, mas não deixam de ter o mesmo peso na relação. Quem vê de fora muitas vezes não entende, mas quando você aprende você está apto a exercer essa excelente profissão, de levar felicidade e amor de uma forma unicamente majestosa a outro coração. E isso é mágica. Pode não parecer, mas para a outra pessoa sempre continuará sendo poesia! (E boas poesias nunca morrem!).

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.

“Eu não queria que esta carta trouxesse qualquer tipo de tristeza, tão menos qualquer tipo de julgamento sobre o que construímos juntos até então. Queria expor aqui parte do que eu sinto sobre tudo, e enfim pagar aquela velha promessa de te escrever algumas palavras num papel em branco! É uma pena que você leve essas palavras como um adeus, mas nem por isso significa que chegamos ao fim. Quero que leve também como uma parte de mim, aquela parte que você sabe que jamais deixará de existir por você.

Sei que você sentiu medo assim que soube, mas as mudanças da vida são inevitáveis. Se ao aterrissar em solo desconhecido ainda persistirem os sintomas, pegue um bom livro, sente na praia, leia algumas boas palavras com o sopro da maresia nos seus ouvidos. Será terapêutico, eu te juro! Leve essa carta se for preciso! Se sentir saudades, se sentir-se insegura, eu estarei com você. Nossas promessas não serão apagadas, eu guardo bem as juras que faço. E apesar de que muito provavelmente não entraremos juntos no casamento de outono nas colinas, ainda existirá o ombro para chorar, a conversa para se jogar fora e as palavras bobas que sempre te fazem rir.

Dizem que grandes laços não morrem, e é exatamente isso que nós somos, um laço bem apertado e bonito, igual aqueles laços vermelhos robustos de presentes de natal. Você é afeto, riso e aconchego em uma simples lembrança, sentirei saudades! Ninguém é de ninguém nessa vida, meu anjo, mas meu amor ainda é seu, parte dele permanecerá sendo, e se um dia voltarmos a nos ver você verá a prova! Curta sua estadia nessa nova etapa, leve as coisas boas contigo para ajudá-la a construir novos castelos e laços bem vermelhos. Cante, dance e beije na boca. Essa última parte não me conte, mas beije! Faça tudo o que fazíamos juntos, se permita ser feliz, e me conte antes de dormir como foi o seu dia.

Nunca te escrevi por que sempre tive medo, sabe? De te ver partindo exatamente como está acontecendo agora. De me sentir sendo esvaziado por completo, de ser um livro sem palavras, um céu sem o azul, um coração sem amor. Mas afinal eu chorei te vendo pegando a estrada, e me perguntei incansavelmente se te disse todas as coisas que gostaria de ter dito, se consegui realmente te fazer feliz da maneira como gostaria, da maneira como você me fazia. Espero que sim! Mas que o futuro seja tão belo quanto nossos domingos no parque, quanto nosso dueto em sol menor nos acústicos de sábado à tarde. Tão saboroso quanto nossa janta de sexta à noite, nossos beijos pelos múltiplos cômodos da sua casa. Que apesar de não ser mais a sua casa, para efeito de boas lembranças será a nossa casa!

Me escreva! Quem sabe eu não pegue um ônibus numa sexta fria e apareça por ai, você me apresenta a cidade, me leva comer um bom hambúrguer, já que você é perita em lanches. Doutoranda em pastel de feira. Deve ser esse seu ascendente em strogonoff! Quem sabe não me apresenta o seu novo namorado, e a gente ri e se diverte. Apenas que não caia no esquecimento e nossas vidas divirjam para longe. Quero te ter por perto sim, ver você conquistando seus troféus, ultrapassando suas barreiras. Quero ver seus filhos crescerem.. Tá bom, tá bom! Sem filhos! (mas a aposta tá de pé. rs). Quero simplesmente poder continuar fazendo coisas por você que apenas eu seja capaz, quero continuar sendo especial ao nosso velho modo de ser.

Por favor, não se esqueça do nós. Que o amor transcenda a distância, que vença os ponteiros do relógio.

Nesse pedaço de papel um pouco do meu perfume, que dure o suficiente para que a saudade se cicatrize.

Eu te amo!

Seu eterno ‘chuchu’.”

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.

Se eu apagasse as luzes do quarto e você não pudesse mais me enxergar, você ainda me amaria?

Se eu dissesse que meu diploma é uma fraude, você ainda sentiria orgulho de quem eu sou?

Se eu queimasse todo o meu dinheiro e leiloasse meu carro, você pegaria o metrô comigo até o parque aos domingos?

Se eu não te desse mais flores nem chocolates todas os finais de semana, você duvidaria do que eu sinto por você?

Se eu largasse a academia e decidisse experimentar todos os restaurantes de São Paulo, você aceitaria minha decisão?

Se amanhã eu simplesmente decidisse que tudo o que eu sou, tudo o que eu construi não me faz mais feliz, você apoiaria minha nova vida?

Eu preciso te contar alguns segredos sobre o amor, talvez alguns sobre a parte de mim que você ainda não conseguiu conhecer.

Será que você permaneceria se soubesse que eu não sou a pessoa pela qual você se apaixonou?

Eu vou cancelar as nossas férias de verão, vou colocar você em um vagão, vou te levar para o meio do nada, em plena escuridão. Você vai notar que não existe luxo, que não existe dinheiro, que não existe nada nesse mundo que pague a companhia de quem a gente deseja, não importa quem seja, nem onde você esteja. E afinal, quero que você descreva para mim, se ainda prefere o nosso hotel, requintado, cinco estrelas ou o meu céu infinito, grátis, com um bilhão de estrelas.

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.

Você pulou para dentro da minha vida pedindo um espaço só seu, e eu cedi meus medos e anseios para te fazer uma das melhores amigas que já existiram. Em troca de todo o carinho eu te prestei assistência em todas as suas consultas psicológicas malucas, quando o seu crush te fazia de idiota ou quando você achava que a vida era baseada em decepções infindáveis. Eu estava lá para te segurar, para sacudir sua cabeça e dizer que você era linda e que merecia muito mais do que seu mau gosto dizia que você merecia afinal.

A gente se põe a prova das amizades verdadeiras quando se vê distante, perdido, cheio de pendências com a vida, com a saúde emocional frágil. Ninguém quer dar as caras à tapa para desabar com outrem. Somos egoístas por natureza. Mas não nós! Você sempre achava um horário na sua agenda para o nosso cinema, você brotava na minha casa, você me levava para conhecer os lugares que eram só seus.

Eu nunca achei que pudesse encontrar em alguém tão aleatório o companheirismo de uma amizade tão bonita. Enchia-me os olhos e o sorriso de te ver bem, te ver gargalhando da vida e dos problemas, que mesmo ainda presentes, pareciam irrisórios frente à cumplicidade que tínhamos. Onde foi que a gente se perdeu?

Já perdi tantos amores por ai, levados pelo vento, pelas longas tempestades que passam pela nossa vida. Foram tantas vezes que me pus a prova que acabei me acostumando com a chuva. Hoje olho para o céu e aproveito cada gota que escorre pelo meu rosto. Sorrio. Lembro que tenho grandes amigos para uma vida inteira. Mas ver você indo embora dessa forma não me faz nada feliz, me enche de raiva, de remorso, de vontade de ir até a porta da sua casa e perguntar por que caralhos você está jogando nossa amizade no lixo. Eu não me permito mais sentir raiva de você, a linha tênue entre o amor e o ódio esta desaparecendo, assim como tudo que colecionamos nesses últimos anos.

Vou guardar as fotos, os presentes, cada pedacinho de papel que você rabiscou. Espero que ainda valorize cada dia que passamos juntos. Entendo que não devo estar dentre as suas prioridades, mas ainda aguardo aquele valor que eu sempre te dei quando você precisava. Se você deixar por um instante o egoísmo de lado, prometo lhe dar uma boa dose de mim, como sempre dei. Como nunca recusei!

Chega aqui e entra sem bater, tem cerveja na geladeira e uma dúzia de histórias novas pra te contar.

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.

Ninguém avisou a gente que o amor era tão complicado assim. Eu sei o que você sente, relacionamentos são mesmo caóticos. A gente sai deles, mas eles demoram para sair de nós.

A gente se doa tanto por outrem que ao final acaba perdido, meio que sem identidade. Tentando desvendar o que realmente em nós nos pertence e o que era mero espelho de uma vida a dois que ruiu em pedaços.

Acho errado jogar as lembranças fora. Acho que todo aprendizado vale algo. Por pior que seja o fim das coisas, a gente tem que seguir, e se éramos felizes até então, não vejo porque apagar nossos costumes rotineiros. A felicidade é muito ampla para negarmos que a nossa também está nas outras pessoas, até mesmo nas que já se foram.

Guardo algumas manias de cada amor que já passou por aqui, fazem parte de quem eu sou. Nosso caráter é moldado pelo mundo. Nosso destino é feito pelo acaso. As vidas se cruzam sem um porquê explicável. Mas o amor sempre há de nascer em sorrisos anônimos. Até que, enfim, não sejam tão anônimos assim.

Todo mundo tem seu luto. É tão natural estar triste, nosso humor é cíclico. Sei que às vezes a vontade é de desistir, a gente acha que não está preparado para suportar de novo as mesmas dores, que sempre são demasiadamente dolorosas.

É, eu sei bem! Mas acredite, existem pessoas que valem a pena. Valem a pena em um sorriso, em uma conversa ou em um café casual ao final da tarde. E quando você menos esperar o teu sorriso pode estar de novo embriagado de amor.

É natural seguir em frente. A gente pega raiva do amor, mas como qualquer farra, dura apenas até que a ressaca acabe. Por que hora ou outra a gente acaba sentindo falta de deitar na cama, ligar o ventilador, colocar um filme para não assistir e receber um cafuné gostoso enquanto cochila profundamente no abraço de outra pessoa.

Dá última vez que conversamos você disse que era difícil. Mas te peço esse voto de confiança. Eu sempre me esforcei para ser um bom namorado, e apesar de nunca ter dado certo, eu estou confiante, seu sorriso me diz um milhão de coisas sobre você, sobre nós dois.

Espero que você passe logo por essa fase, por que te garanto que depois dela existe um milhão de possibilidades que já estão sendo trabalhadas para te fazer muito feliz e, principalmente, jamais te desapontar. Fique!

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.

Eu deixei os portões abertos para que você feche depois de entrar. Ficarei te esperando sem medo de ser roubado novamente, sem medo que qualquer desconhecido entre e leve algum pedaço de mim. Aguardo ansiosamente o momento da sua chegada, quando poderei libertar de dentro de mim esse sorriso, que há tanto adormece perdido em sonhos tão utópicos. O sol pode ter sumido, as nuvens podem ter varrido o azul do céu, mas até mesmo no cinza triste da primavera você é minha cor predileta, me ilumina, me liberta.

Eu tinha um caderno velho onde anotava todos os dias em que te encontrava e conversava com você, anotava ali cada detalhe minúsculo que acreditava que poderia esquecer ao longo do tempo. Depois que você partiu alguns anos acabaram se passando, e lendo novamente esse livro eu percebi o quanto eu era fascinado pelo seu sorriso. Acredito que acabei aprendendo a escrever só de tentar descrever o quão lindo ele era quando cruzava com meus olhos. A verdade é que eu nunca consegui, nunca pude descrevê-lo, nunca pude comigo tê-lo.

Você partiu de uma forma tão precoce que eu não sei se tive tempo de realmente dizer o quanto estava disposto a ser por você. Aquele nosso único passeio, aquela nossa única música, aquele nosso único beijo de cinema. Eu gostaria de criar mais capítulos no nosso livro, chega de capítulos nessas páginas desbotadas de faz de conta. Gire a roleta da sorte, vamos caçar algumas aventuras por ai, eu sei que somos essencialmente bons nisso, especialmente juntos!

Na sua próxima visita gostaria de te levar a um longo piquenique no Ibirapuera, onde a gente demoraria horas até escolher a sombra perfeita, debaixo da árvore mais poética do parque. Por que eu te conheço e sei que você gosta de um bom romance, de uma boa dose de risos pelos motivos mais singelos. A gente se entupiria de doces e salgados da padaria, já que ambos somos um desastre na cozinha. Cantaríamos todas as letras de Chico e Caju juntos, mesmo que desafinados. Daríamos um maior sentido a poesias já tão cheias de significado no nosso mundo.

Eu gostaria de te levar ao final da tarde no parque do por do sol, e exclusivamente ali te abraçar em silêncio, observando lentamente a vista magnifica do sol se pondo no horizonte. Eu sei que você ama pores do sol! A transição, o renovar, o evento que ao mesmo tempo é único, mas sempre se repete da maneira mais similar possível. Assim como geralmente acontece com as batidas do meu coração quando você me abraça apertado.

Eu gostaria de te levar para qualquer bistrô dessa capital, onde pudéssemos sentar e tomar um café totalmente despreocupados, livres de problemas, livres de compromissos. Falando da vida, falando do futuro, falando do tanto que já crescemos e aprendemos com as pessoas que passaram por aqui. Da parte onde viramos adultos, mas não deixamos de sonhar! No meio das tantas vozes no ambiente pegar a sua mão e segurar entre as minhas, em silêncio, apenas observando o seu olhar no meu, esperando que com o tempo a gente tenha realmente aprendido a como deixar as coisas belas da vida mais simples. (Éramos péssimos nisso!) Por que temos todo o tempo do mundo, mas não o temos para sempre!

Gostaria de subir os 165 metros do Terraço Itália com você, e desfrutar de um dos melhores jantares e vistas da cidade. Poder dividir um bom vinho com a sua companhia, ao som de um velho blues, com a nossa comida esfriando de tão bom que a nossa conversa geralmente é. Gargalhar um pouco mais alto do que a etiqueta estabelece, por que o álcool começa a fazer efeito. Te tirar para dançar, mesmo sem a menor noção de como se dança uma valsa. Olhar para o luar no céu cheio de nuvens, a imensidão do universo espelhado em cada ser vivo que lá embaixo caminha na noite fria. Apenas para te abraçar por trás e beijar a sua bochecha, ouvir seu suspiro se perdendo em meu abraço, e torna-lo mais aconchegante ainda, em uma perfeita noite debaixo dos lençóis de conchinha.

Eu sei que eu gosto de fantasiar as coisas demais às vezes. Sei que pulo certas etapas! Mas preciso que você entenda que eu gosto de você, e que em tão poucos sorrisos nesse mundo a gente realmente encontra a nossa paz, o nosso sossego. É um grande desperdício deixar que esses sorrisos partam para tão longe. Pegue o primeiro ônibus que você puder, e se quiser a gente muda tudo. Com você até pegar um metrô às 18:00 na Sé vira brincadeira, por que com você tudo é magia. 

Eu não estou aqui para impressionar você, você sabe exatamente o tipo de homem que eu sou. Eu não te cortejo para ganhar sua admiração. Eu simplesmente digo e faço aquilo que meu coração anseia quando você está por perto. Por que você é muito mais do que palavras, você é meu por de sol particular em tardes cinzentas, meu dó sustenido de felicidade, meu riso em meio ao caos. Por favor, chega mais perto, pequena!
 

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.

Eu queria pedir perdão por ter duvidado de mim mesmo. Ter acreditado que enfim havia aprendido o segredo para se blindar do amor na sua forma mais traiçoeira. Fui traído pela minha ingenuidade, pelos longos anos escondidos na minha caverna. Vejo que afinal não sei de absolutamente nada. Fui apenas covarde em correr para tão longe, com medo de sentir toda a dor de novo, a amargura sem fim de ver sonhos tão bem escritos partirem para lugares tão distantes. Não reconheço mais o homem por trás dos óculos no espelho.

Eu não dormi as últimas noites pensando em você, em como certas pessoas têm o dom de tocar certos pontos na gente que ninguém mais no mundo consegue. Você é um arco-íris em meio a chuva, um por de sol quente e radiante em meio a corações tão gelados. Eu passei anos sem encontrar alguém que fizesse em meses o quê você fez em segundos com o seu sorriso. Odeio soar como se fosse um clichê, odeio parecer apenas mais um apaixonado idiota, odeio por que é diferente, me afeta a ponto de me dar medo, e eu não gosto de sentir medo de um sentimento bonito.

Odeio que você ache que digo às coisas que digo para qualquer uma, odeio ter que escrever as tantas coisas que não sou capaz de falar olhando para você. Deixei o meu amor passar por covardia, por ingenuidade, por insegurança. Perdi tantas chances de ter as respostas que precisava que a culpa corrói partes vitais do meu emocional, que tão fraco segue oscilante, sem destino certo.

E tudo que eu queria era um romance de verão. Uma porção de pequenos momentos gostosos para se guardar na memória, na nossa história. Uma dança, um beijo, uma noite. Tudo que eu mais queria era ter uma noite de sono compartilhado ao seu lado, poder te abraçar e deixar a noite nos devorar como se jamais fosse ter fim. A verdade é que quando eu consegui me deitar na mesma cama que você eu tive a pior noite da minha vida. Completamente fora de mim eu acabei apagando, e viajei para uns dos pesadelos que jamais gostaria de ter novamente. Acordei com o coração saltando, fiquei de pé e te vi ali deitada, dormindo. Eu nunca realmente estive ali ao seu lado, durou um sopro de verão. Que azar o meu!

E mesmo sabendo que você partiria, eu te quis mais perto. No meu sonho eu morria, e para mim o tempo sempre significou tanto, me surpreende ainda conseguir desperdiçá-lo dessa forma tão desenfreada, espero aprender a tempo. Eu já vi algumas pessoas jovens indo embora desse mundo, que dor terrível a de ter tantas coisas para fazer e deixá-las incompletas, sem um ponto final ou sem ao menos começá-las. Não queria morrer sem antes dar todo o amor que tenho em mim, somos tão jovens. Que noite horrível! Queria te dar o melhor amor que se poderia ter em uma semana, queria ser seu melhor namorado de uma semana de uma vida. Por que certos finais já veem escritos, não é algo que possamos mudar.

Eu acho que eu me apaixonei sim, de novo. Digo isso pela necessidade que tenho agora de por tudo para fora, como uma explosão. Sinto aquela vontade constante de ter por perto, de poder tocá-la, sentir seu perfume, passar a mão pelos seus cabelos. Mas não posso, não tenho, não consigo, não sou suficientemente forte para aguentar você parada na minha frente dizendo que não está no clima para romances. Admiro pessoas como você, a honestidade é bela, mas não existe remédio para se curar um coração apertado. Se você não pode estar aqui eu acho que preciso aprender a lidar com isso. Mas talvez não tão cedo, talvez não tão nessa vida. Quando você for embora as coisas vão melhorar, eu sei que vão. Sempre melhoram! Eu já vi acontecer uma vez. Aliás, eu já vi tantas vezes que acabei me acostumando com essa coisa de dizer adeus aos nossos amores. 

Eu odeio esse negócio de encontrar as pessoas certas nos momentos errados, espero que quando eu estiver bem velho, e meus filhos estiverem correndo pelo jardim, eu olhe para trás e tenha aquela história que valha as tantas decepções por se estar sempre em uma fase diferente das pessoas que passam por aqui. Ela vai estar lá comigo, ao final de tudo, eu sei que vai. E quando você se for tudo vai ficar bem, eu sei que vai! Eu espero que você vá logo, por que dói demais, dói demais saber que no fundo tudo que eu quero é que você fique.
 

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24 anos, engenheiro civil por formação e escritor por paixão. Adora uma boa leitura, séries e filmes. Exagerado, admirador do cotidiano e péssimo escritor de perfis.