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Essa semana não vim falar de nenhuma série específica. Essa semana vim fazer um desabafo, que acredito que qualquer pessoa que assiste séries vai entender, porque já deve ter passado por isso no mínimo uma vez: aquele momento fatídico em que uma série nos decepciona.

Pode acontecer de várias formas. Pode matar um personagem querido, pode ficar ruim de uma hora para outra, pode ser cancelada do nada (nesse caso a gente fica com vontade de tacar fogo na emissora), pode separar o melhor casal de uma forma muito drástica… Inúmeras coisas.

O que me inspirou a escrever essa coluna, na verdade, foi Glee. Acho que Glee foi minha maior decepcção televisiva da história, até porque Glee foi a quinta série que eu comecei a assistir na vida. Considerando que hoje tranquilamente já assisti mais de 50, eu tenho um carinho bem peculiar pelas primeiras 5 que assisti (The OC, Heroes, The Tudors, The Vampire Diaries e Glee <3). Eu amava Glee a ponto de convencer as pessoas a assistirem, fiz inclusive minha mãe e minha avó verem, porque achava tão incrível a relação genial da comédia da história, com os problemas da vida real representados e com a co-relação com as músicas, que precisava compartilhar. Mas então Glee foi caindo. Teve uma primeira temporada maravilhosa, com uma história consistente para uma comédia e com músicas que se encaixavam na história. Na segunda, ainda tivemos uma boa história, com a chegada de Blane – hoje um dos maiores personagens da série – mas que já começou a se perder em termos musicais, priorizando muito encaixar a qualquer custo musicas atuais. Na terceira temporada, as duas coisas começaram a estragar de vez. Cada vez menos histórias coerentes, cada vez mais músicas da moda e menos músicas marcantes, e um roteiro que se moldava as músicas que dariam audiência, e não com músicas que acompanhassem o roteiro criado.

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E da quarta em diante, bem… Daí foi ladeira abaixo. Novos personagens, zero de foco na história, situações absurdas e tudo isso seguido da trágica morte de Cory Monteith, protagonista, e um dos personagens mais amados do público. Acho que o Finn representava muito na série. Finn era um personagem linear, e apesar de todas cagadas que a série fazia, sempre tinhamos o Finn que se mantia firme em sua posiçao de líder não só do Glee Club, como da série como um todo. Ele foi um dos poucos, se não o único personagem, que manteve um amadurecimente perceptível, porém crível. Não uma mudança drástica de uma hora para outra, ou com perda da identidade. Ainda não terminei a 5a temporada, e confesso que estou com difiuldades. Não me empolgo mais como antes, e vejo quase por obrigação, porque não quero deixar de acompanhar agora que o fim já foi definido.

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Outras decepções grandes que tive com séries recentemente foi The Vampire Diaries e Once Upon A Time, duas de minhas séries preferidas, que foram inclusive tema do meu trabalho de conclusão de curso, na fauculdade. Quando TVD começou, tinhamos um triângulo amoroso interessante e uma mitologia incrível, de construção viciante e atenta. Ao longo das temporadas, o triângulo teve tantas reviravoltas que ficoi bem monótono, e a mitologia tao fantástico ficou menos cuidadosa e cheia de furos na história. Eu amo esse gênero sci-fi, e o que mais gosto nele é assistir algo que por mais fictício que seja, me faça acreditar que aquele universo poderia ser real. TVD me conquistou com isso, e me decepcionou pelo mesmo motivo, só que ao perder a excelência em me fazer acreditar na história.

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Situação semelhante com Once Upon A Time, que começou com uma proposta genial, e teve uma primeira temporada magnífica contextualizando os contos de fadas mais clássicos dentro de seu universo. A segunda temporada seguiu o mesmo ritmo de magia, aprofundando a história dos personagens, como o passado de Emma. Mas na terceira, perdeu totalmente o foco. Para começar que a terceira temporada pareceu mais duas temporadas de 11 episódios cada, do que uma completa, né? Porque as tramas da primeira e da segunda metade foram completamente diferentes, incluindo até diferentes vilões. Não é a toa que a audiência caiu tanto.

Não vou nem começar a falar sobre a morte da Marissa em The OC. Ou sobre a saída de Cristina de Grey's Anatomy. Ou sobre a morte da Alisson em Teen Wolf. Ou sobre a eterna briga entre Sam e Dean desde a 6a temporada de Supernatural. Cada tema desses daria uma nova coluna completa.

Gostariam que eu abordasse algum deles na semana que vem, ou tem alguma outra sugestão do que gostariam de ler por aqui? Deixem sua opinião nos comentários!

Até semana que vem, e bom final de semana!

Sinceramente,

Fernanda Schein
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Oi, gente!

Essa semana, eu e a Bebela resolvemos fazer um esquema um pouco diferente na coluna. Como comentei com ela que estou num período muito tenso de volume de trabalho, e estava com dificuldade de parar para escrever uma coluna legal, ela sugeriu que eu publicasse aqui o vídeo novo do meu vlog, que gravei no final de semana e está entrando no ar hoje.

Para vocês entenderem, eu tenho um site sobre séries, o Halo Desfocado, que você pode conferir clicando aqui. E uma das formas de conteúdo do site, além das colunas escritas por diversos fãs que fazem parte da equipe, é o vlog, onde eu comento algumas séries em vídeo. Abaixo, então, deixo para vocês o dessa semana.

 

Falei sobre o final da 4ª temporada de Pretty Little Liars, e o início da 5ª. Li alguns comentários que foram feitos num tópico que abri no facebook, e respondi perguntas. Espero que gostem, compartilhem com seus amigos e inscrevam-se no canal!

Obrigada, e até semana que vem!

Fernanda Schein
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Hoje, aqui na coluna, resolvi falar de uma série que comecei a assistir no ano passado, e me apaixonei de cara. Aposto que muitos de vocês já devem conhecê-la, devido ao sucesso enorme que ela vem fazendo esse ano, depois de sua segunda temporada finalizada, e renovação para a terceira: Vamos falar um pouco de Orphan Black? Vamos falar um pouco de clonagem humana? Vamos falar um pouco da série que tem a atriz protagonista mais genial da televisão (Tatiana Maslany, vem cá, me dá um abraço, sua linda <3) ?

A série começa com a protagonista, Sarah, vendo uma mulher se suicidar na estação de metrô. Isso já seria assustador pos si só, se essa mulher em questão não fosse exatamente igual à ela.  Antes da polícia chegar no local, Sarah pega a bolsa de sua "sósia", intrigada pela semelhança e imaginando que, por ter crescido num orfanato, ela poderia ter uma irmã gêmea perdida pelo mundo. Mas quanto mais afundo vai na história, mais coisas bizarras e totalmente sem sentido começam a acontecer ao seu redor. Eu realmente não quero tentar "resumir" essas coisas para vocês, porque como a matéria não é uma review da série e sim uma apresentação para estimular vocês a assistirem, não quero dar spoiler de nada, porque Orphan Black é genial em suas tramas para nos surpreender, e acho que vocês merecem ter essa experiência em sua totalidade.

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Se esses dois parágrafos ainda não convenceram vocês a assistir, vou dar mais um motivo: os clones. Imaginem diversos clones, idênticos fisicamente (é óbvio, dã) mas completamente diferentes em suas personalidades. Uma orfã que pratica golpes para conseguir dinheiro para sobreviver, uma mãe de família neurótica, uma religiosa obssessiva, uma gênia da genética, uma líder corporativa e mais inimagináveis personagens interpretados da forma mais incrível pela linda e absurdamente talentosa Tatiana Maslany, que consegue nos fazer simplesmente esquecer que é apenas uma única atriz vivendo todas as tramas. Digamos que Orphan Black deve ser a única série em que metade do elenco (talvez mais da metade) seja apenas uma pessoa.

Outra coisa eu amo en Orphan Black é a inovação. Se a gente vive num mundo em que a histórias se repetem, aqui temos algo realmente incomum e pouco explorado. O tema clonagem humana envolve diversos aspectos que fazem a série ser uma história muito completa. Além de questões éticas, científicas e religiosas, a série aborda muito o amor em toda suas formas. O amor eros, com as relações românticas (hetero e homossexuais, porque clones são moderrrnos) que são lindas, o amor fraternal de Sarah e sua filha Kira e principalmente cumplicidade que se cria entre os clones, a medida que começam a se descobrir. É uma série emocinante, literalmente. E isso que estou deixando de fora diversos personagens maravilhosos, como Fee, irmão adotivo – e hilário! – de Sarah, e todos os monitores dos clones. Sim, cada clone tem um monitor, do qual é claro eles não sabem que existem, e que reportam para o laboratório que iniciou o projeto dados se sua saúde. É tudo mais complexo do que vocês imaginam, sério, todos precisam assistir.

A primeira temporada tem foco em apresentar a descoberta sobre a existência desses clones e o início da relação deles entre si e em abrir todas as tramas que envolvem esse processo de neo-evolução. A segunda foca no aprofundamento do que levou esse processo de clonagem a ser iniciado, e como tudo isso implica na vida de uma delas. Eu ainda não terminei  de assistir a segunda temporada ainda, mas já devo dizer para vocês que está tão boa quanto a primeira. De todas as séries que eu já recomendei, essa eu realmente enfatizo que é uma das melhores. Por favor, não deixem de assistir. Pensem que se vocês deixarem de assistir um panda fofinho deixará de ser cloanado, para no lugar dele ser clonada uma aranha muito feia e asquerosa. Por um mundo com mais pandas e menos aranhas. Assistam! 

Até semana que vem!

Fernanda Schein
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Atenção: Esse texto contém spoilers da terceira temporada da série!

Revenge é a série com mais cara de novela da tevê americana. Não é a toa que tivemos, aqui no Brasil, uma novela com toda sua trama copiada inspirada da série, né? (Avenida Brasil, oi oi oi). Eu considero ver Revenge uma experiência muito diferente de ver outras séries, não sem bem explicar o porquê. O tipo de trama, o clima dos personagens, os clichês… É uma história clássica, porém contada de um jeito que nos parece nova. Acho que Revenge nunca teve a pretensão de inovar em nada, mas sim de fazer "mais do mesmo" em um formato diferente. E, na minha percepção, deu muito certo.

Começando pelo elenco, que conta com atores que se encaixam perfeitamente nos papéis. Victoria, e seu ar soberano e insolente. Daniel, e sua cara de playboy revoltado. Jack, o eterno mocinho pateta. E Emily, com seu ar blazê tão criticado, mas tão perfeito para a personagem. Eu sou muito suspeita para falar. Sei que Revenge tem muitos defeitos e que existem séries melhores do mesmo gênero, mas eu me apeguei à ela de um jeito bem especial, e a todo seu universo novela-mexicana-passada-nos-Hamptons. Contudo, o que eu queria comentar na coluna de hoje, é debater um pouquinho sobre o desenvolvimento da "vingança" e sobre todos os romances de Emily.

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Quando a série começou, tivemos uma primeira temporada bem interessante. Eu acho o piloto de Revenge excelente, por começar no "final" da história e passar a temporada toda brincando com a cronologia dos acontecimentos. É esse tipo de coisa que digo que a série faz, de fazer uma coisa já existente com um formato diferente. Mas, quando começamos a assistir, temos uma ideia muito clara de como será a história. Vemos claramente que o casal principal será Emily e Jack, que Daniel faz parte de seu plano mas se apaixonará de verdade por ela, e que ela iria aos poucos vingando-se dos envolvidos. E tudo se desenvolve muito bem, até o início da segunda temporada.

No momento que a série foi renovada, a trama precisou ganhar uma nova perspectiva, e a vingança precisava de novas motivações. Com isso tivemos a descoberta da mãe de Emily, a chegada de Aiden, a morte de Amanda... E aos poucos, tudo começou a ficar um pouco confuso. Na segunda temporada, tive a impressão que a história se perdeu um pouco, que a vingança perdeu muito de seu propósito e até mesmo os romances mudaram muito de rumo. Não sei vocês, mas quando a série começou, eu achava o Jack muito sem graça, e ao ver o Daniel tão apaixonado, acabava torcendo que Emily se interessasse verdadeiramente por ele também. Mas o aparecimento de Aiden mudou muita coisa para mim. Por mais que ele não fosse o meu personagem preferido (na verdade, inclusive, às vezes ele me incomodava), acabei achando que ele seria o par certo para Emily. Afinal, mesmo depois que Jack descobriu que ela era a verdadeira Amanda Clarke, ele amava a Amanda do passado, a Amanda criança, de sua memória. Daniel, tinha um sentimento verdadeiro por Emily, porém ela não existia, era uma personagem criada por Amanda Clarke para cumprir sua vingança. Já Aiden era o único que realmente amava e conhecia ela de verdade, por quem ela realmente era agora, carregando todas as influências de seu passado. Cheguei a acreditar que eles poderiam ficar juntos, até que – ALERTA DE UM GRANDE SPOILER, SE VOCÊ NÃO TERMINOU DE ASSISTIR A TERCEIRA TEMPORADA, PARE DE LER AQUI – ele foi morto por Victoria.

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Sinceramente, acredito que essa tenha sido uma jogada dos roteiristas para criar mais uma tensão entre Emily e Victoria, e também para livrar-se do personagem. Tenho uma ideia de que os roteiristas sempre tiveram como certo que o final da série seria com Emily e Jack como um casal, mas que muito do público estava começando a aceitar como definitiva a relação com Aiden, e isso precisava ser quebrado. Além disso agora que Victoria sabe que – OUTRO SPOILER IMPORTANTE SE VOCÊ OPTAR POR CONTINUAR LENDO, RESPONSABILIZI-SE – Emily é a verdadeira Amanda Clarke vingando seu pai, David, acabaria criando uma certa simpatia entre as duas. Afinal, David foi o grande amor de Victoria. Mas, o fato de Victoria matar o amor de Emily, quebra qualquer possibilidade de aproximação entre as duas, dando um novo sentido à história.

Por fim, o maior ponto de virada da terceira temporada, e talvez até da série, foi a revelação que – JÁ SABEM, NÉ? – David Clarke esteve vivo o tempo todo. Se a vingança e a história estiveram se perdendo um pouco na segunda e terceira temporada, acredito que esse fato gira a trama por completo, mudando completamente sua proposta. E com isso, eu fiquei muito ansiosa para 4ª temporada, porque acredito que aos poucos vamos nos livrar dos grandes clichês e começar a ver uma história nova com um universo que já conhecemos – e amamos!

Acho que essa nova fase vai valorizar os personagens principais, Emily, Jack e Daniel. Ao mesmo tempo que espero uma sensação de "retorno ao início", com a volta do foco em David Clarke e o retorno ao primeiro triângulo amoroso, teremos tudo isso com um cara nova que vai mudar tudo que conheciamos até agora.

Eaí, quais as expectativas de vocês para a nova temporada?

Deixem seus comentários!

Fernanda Schein
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  290z

       Se vocês ainda não ouviram falar de My Mad Fat Diary, vocês precisam ouvir. E, obviamente, precisam já  começar a assistir. A Isabela inclusive já falou sobre a série aqui no site uns meses atrás, você pode conferir a matéria dela clicando aquicaso não tenha lido na época que foi postada. A série tem só duas temporadas, por enquanto, e cada temporada tem apenas 7 episódios. Ou seja, é bem fácil de acompanhar, não vai tomar muito o tempo de vocês e eu garanto que vai valer a pena, porque essa é umas das séries mais incríveis que eu já vi.

      Na primeira temporada a história acompanha a jornada de Rae Earl, uma garota de 16 anos recém saída de uma clínica de reabilitação, por diversos problemas psicológicos que envolvem auto-flagelação e depressão, muitos desencadeados pelo seu grande excesso de peso. Mas, paramos por aqui: se você pensa que essa será mais uma história clichê de uma garota gorda, cheia de problemas, que não tem amigos, não desperta interesse de meninos e sofre bullying na escola, está na hora de você se desapegar do estereótipo americano.

      My Mad Fat Diary é uma série britânica, logo tem um ponto de vista bem diferente do que estamos acostumado a ver. Após sair da clínica, Rae reencontra sua amiga de infância Chloe, uma garota linda e popular, com um grupo de amigos super interessante, e já para começar a quebrar os paradigmas clichês, ela logo inclui Rae em sua turma, onde é super bem recebida.  A primeira temporada da série aborda a jornada da protagonista em admitir seus problemas para os amigos, lidar com os empecilhos que seu corpo a impõe, e aprender a se amar do jeito que é. Além disso, vemos ela se apaixonar por Finn, o esteriótipo de garoto que todas meninas desejam, mas que demonstra ser muito mais complexo do que aparenta, ao se interessar puramente por Rae, pela pessoa que ela é.

tumblr_n16emvLNNA1svnz0mo1_1280

      A primeira temporada se passa num espaço de tempo que representa as férias de verão entre o final do colegial e o início da faculdade, enquanto a segunda temporada aborda a chegada da turma em um novo ambiente universitário e todas as ansiedades que isso aborda, inclusive algumas decisões e concepções que os personagens tinham e precisam rever seus conceitos.

      Descrevendo a série, pensa-se que My Mad Fat Diary é uma história de drama, mas apesar de ter uma carga dramática pesada, há um paradoxo genial que tráz muita comédia para as situações. O roteiro não ridiculariza de forma alguma as situações ou problemas dos personagens, mas encontra formas inteligentes de ironizá-las. O que contribui muito para isso, é o fato de que a história é narrada por Rae escrevendo em seu diário, e as opiniões e formas dela descrever as situações que vive são muito realistas, o que as torna muito engraçadas.

        A série também aborda muitas questões pertinentes de sexualidade e insegurança, tanto das meninas quanto dos meninos, bem como a homossexualidade do personagem Artie, melhor amigo de Rae. É uma representação, ao mesmo tempo, fiel e otimista da fase de transição da adolescência para a juventude.

   Eu terminei de ver a segunda temporada essa semana, e fiquei impressionada com a evolução da história e dos personagens, sem perder suas caracterísiticas de gênero e estética. Recomendo My Mad Fat Diary basicamente para qualquer pessoa, porque a história é rica em diversos aspectos e aborda tantos assuntos que acredito ser quase impossível alguém desgostar dela por completo.

2013010601-PDF

    A emissora ainda não se pronunciou sobre renovação, mas no site Banco De Séries ela aparece com seu status "renovado". Alguém tem alguma notícia diferente sobre a série? Confesso que quando assisti a finale da segunda temporada fiquei preocupada, porque o episódio tem um clima bem "conclusivo". Mesmo que algumas storylines tenham ficado em aberto (como a de Chloe Ian, por exemplo!) as principais foram concluídas. Acredito que o que pode ter acontecido, é que os roteiristas não tinham resposta sobre cancelamento ou renovação quando escreveram o ultimo episódio, logo precisaram fazer um "híbrido", que pudesse ser tanto um final definitivo, como uma história passível de ser retomada. Mas e nós, ficamos como sem essa resposta?!

De qualquer forma, acredito que o momento é propício para começar a assistir! Garanto que não vão se arrepender. 

Alguém por aqui que assiste a série e queira dar sua opinião? Aguardo vocês nos comentários. Até semana que vem!

Fernanda Schein
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       Se vocês ainda não ouviram falar de My Mad Fat Diary, vocês precisam ouvir. E, obviamente, precisam já  começar a assistir. A Isabela inclusive já falou sobre a série aqui no site uns meses atrás, você pode conferir a matéria dela clicando aquicaso não tenha lido na época que foi postada. A série tem só duas temporadas, por enquanto, e cada temporada tem apenas 7 episódios. Ou seja, é bem fácil de acompanhar, não vai tomar muito o tempo de vocês e eu garanto que vai valer a pena, porque essa é umas das séries mais incríveis que eu já vi.

      Na primeira temporada a história acompanha a jornada de Rae Earl, uma garota de 16 anos recém saída de uma clínica de reabilitação, por diversos problemas psicológicos que envolvem auto-flagelação e depressão, muitos desencadeados pelo seu grande excesso de peso. Mas, paramos por aqui: se você pensa que essa será mais uma história clichê de uma garota gorda, cheia de problemas, que não tem amigos, não desperta interesse de meninos e sofre bullying na escola, está na hora de você se desapegar do estereótipo americano.

      My Mad Fat Diary é uma série britânica, logo tem um ponto de vista bem diferente do que estamos acostumado a ver. Após sair da clínica, Rae reencontra sua amiga de infância Chloe, uma garota linda e popular, com um grupo de amigos super interessante, e já para começar a quebrar os paradigmas clichês, ela logo inclui Rae em sua turma, onde é super bem recebida.  A primeira temporada da série aborda a jornada da protagonista em admitir seus problemas para os amigos, lidar com os empecilhos que seu corpo a impõe, e aprender a se amar do jeito que é. Além disso, vemos ela se apaixonar por Finn, o esteriótipo de garoto que todas meninas desejam, mas que demonstra ser muito mais complexo do que aparenta, ao se interessar puramente por Rae, pela pessoa que ela é.

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      A primeira temporada se passa num espaço de tempo que representa as férias de verão entre o final do colegial e o início da faculdade, enquanto a segunda temporada aborda a chegada da turma em um novo ambiente universitário e todas as ansiedades que isso aborda, inclusive algumas decisões e concepções que os personagens tinham e precisam rever seus conceitos.

      Descrevendo a série, pensa-se que My Mad Fat Diary é uma história de drama, mas apesar de ter uma carga dramática pesada, há um paradoxo genial que tráz muita comédia para as situações. O roteiro não ridiculariza de forma alguma as situações ou problemas dos personagens, mas encontra formas inteligentes de ironizá-las. O que contribui muito para isso, é o fato de que a história é narrada por Rae escrevendo em seu diário, e as opiniões e formas dela descrever as situações que vive são muito realistas, o que as torna muito engraçadas.

        A série também aborda muitas questões pertinentes de sexualidade e insegurança, tanto das meninas quanto dos meninos, bem como a homossexualidade do personagem Artie, melhor amigo de Rae. É uma representação, ao mesmo tempo, fiel e otimista da fase de transição da adolescência para a juventude.

   Eu terminei de ver a segunda temporada essa semana, e fiquei impressionada com a evolução da história e dos personagens, sem perder suas caracterísiticas de gênero e estética. Recomendo My Mad Fat Diary basicamente para qualquer pessoa, porque a história é rica em diversos aspectos e aborda tantos assuntos que acredito ser quase impossível alguém desgostar dela por completo.

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    A emissora ainda não se pronunciou sobre renovação, mas no site Banco De Séries ela aparece com seu status "renovado". Alguém tem alguma notícia diferente sobre a série? Confesso que quando assisti a finale da segunda temporada fiquei preocupada, porque o episódio tem um clima bem "conclusivo". Mesmo que algumas storylines tenham ficado em aberto (como a de Chloe Ian, por exemplo!) as principais foram concluídas. Acredito que o que pode ter acontecido, é que os roteiristas não tinham resposta sobre cancelamento ou renovação quando escreveram o ultimo episódio, logo precisaram fazer um "híbrido", que pudesse ser tanto um final definitivo, como uma história passível de ser retomada. Mas e nós, ficamos como sem essa resposta?!

De qualquer forma, acredito que o momento é propício para começar a assistir! Garanto que não vão se arrepender. 

Alguém por aqui que assiste a série e queira dar sua opinião? Aguardo vocês nos comentários. Até semana que vem!

Fernanda Schein
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       Se vocês ainda não ouviram falar de My Mad Fat Diary, vocês precisam ouvir. E, obviamente, precisam já  começar a assistir. A Isabela inclusive já falou sobre a série aqui no site uns meses atrás, você pode conferir a matéria dela clicando aquicaso não tenha lido na época que foi postada. A série tem só duas temporadas, por enquanto, e cada temporada tem apenas 7 episódios. Ou seja, é bem fácil de acompanhar, não vai tomar muito o tempo de vocês e eu garanto que vai valer a pena, porque essa é umas das séries mais incríveis que eu já vi.

      Na primeira temporada a história acompanha a jornada de Rae Earl, uma garota de 16 anos recém saída de uma clínica de reabilitação, por diversos problemas psicológicos que envolvem auto-flagelação e depressão, muitos desencadeados pelo seu grande excesso de peso. Mas, paramos por aqui: se você pensa que essa será mais uma história clichê de uma garota gorda, cheia de problemas, que não tem amigos, não desperta interesse de meninos e sofre bullying na escola, está na hora de você se desapegar do estereótipo americano.

      My Mad Fat Diary é uma série britânica, logo tem um ponto de vista bem diferente do que estamos acostumado a ver. Após sair da clínica, Rae reencontra sua amiga de infância Chloe, uma garota linda e popular, com um grupo de amigos super interessante, e já para começar a quebrar os paradigmas clichês, ela logo inclui Rae em sua turma, onde é super bem recebida.  A primeira temporada da série aborda a jornada da protagonista em admitir seus problemas para os amigos, lidar com os empecilhos que seu corpo a impõe, e aprender a se amar do jeito que é. Além disso, vemos ela se apaixonar por Finn, o esteriótipo de garoto que todas meninas desejam, mas que demonstra ser muito mais complexo do que aparenta, ao se interessar puramente por Rae, pela pessoa que ela é.

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      A primeira temporada se passa num espaço de tempo que representa as férias de verão entre o final do colegial e o início da faculdade, enquanto a segunda temporada aborda a chegada da turma em um novo ambiente universitário e todas as ansiedades que isso aborda, inclusive algumas decisões e concepções que os personagens tinham e precisam rever seus conceitos.

      Descrevendo a série, pensa-se que My Mad Fat Diary é uma história de drama, mas apesar de ter uma carga dramática pesada, há um paradoxo genial que tráz muita comédia para as situações. O roteiro não ridiculariza de forma alguma as situações ou problemas dos personagens, mas encontra formas inteligentes de ironizá-las. O que contribui muito para isso, é o fato de que a história é narrada por Rae escrevendo em seu diário, e as opiniões e formas dela descrever as situações que vive são muito realistas, o que as torna muito engraçadas.

        A série também aborda muitas questões pertinentes de sexualidade e insegurança, tanto das meninas quanto dos meninos, bem como a homossexualidade do personagem Artie, melhor amigo de Rae. É uma representação, ao mesmo tempo, fiel e otimista da fase de transição da adolescência para a juventude.

   Eu terminei de ver a segunda temporada essa semana, e fiquei impressionada com a evolução da história e dos personagens, sem perder suas caracterísiticas de gênero e estética. Recomendo My Mad Fat Diary basicamente para qualquer pessoa, porque a história é rica em diversos aspectos e aborda tantos assuntos que acredito ser quase impossível alguém desgostar dela por completo.

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    A emissora ainda não se pronunciou sobre renovação, mas no site Banco De Séries ela aparece com seu status "renovado". Alguém tem alguma notícia diferente sobre a série? Confesso que quando assisti a finale da segunda temporada fiquei preocupada, porque o episódio tem um clima bem "conclusivo". Mesmo que algumas storylines tenham ficado em aberto (como a de Chloe Ian, por exemplo!) as principais foram concluídas. Acredito que o que pode ter acontecido, é que os roteiristas não tinham resposta sobre cancelamento ou renovação quando escreveram o ultimo episódio, logo precisaram fazer um "híbrido", que pudesse ser tanto um final definitivo, como uma história passível de ser retomada. Mas e nós, ficamos como sem essa resposta?!

De qualquer forma, acredito que o momento é propício para começar a assistir! Garanto que não vão se arrepender. 

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       Se vocês ainda não ouviram falar de My Mad Fat Diary, vocês precisam ouvir. E, obviamente, precisam já  começar a assistir. A Isabela inclusive já falou sobre a série aqui no site uns meses atrás, você pode conferir a matéria dela clicando aquicaso não tenha lido na época que foi postada. A série tem só duas temporadas, por enquanto, e cada temporada tem apenas 7 episódios. Ou seja, é bem fácil de acompanhar, não vai tomar muito o tempo de vocês e eu garanto que vai valer a pena, porque essa é umas das séries mais incríveis que eu já vi.

      Na primeira temporada a história acompanha a jornada de Rae Earl, uma garota de 16 anos recém saída de uma clínica de reabilitação, por diversos problemas psicológicos que envolvem auto-flagelação e depressão, muitos desencadeados pelo seu grande excesso de peso. Mas, paramos por aqui: se você pensa que essa será mais uma história clichê de uma garota gorda, cheia de problemas, que não tem amigos, não desperta interesse de meninos e sofre bullying na escola, está na hora de você se desapegar do estereótipo americano.

      My Mad Fat Diary é uma série britânica, logo tem um ponto de vista bem diferente do que estamos acostumado a ver. Após sair da clínica, Rae reencontra sua amiga de infância Chloe, uma garota linda e popular, com um grupo de amigos super interessante, e já para começar a quebrar os paradigmas clichês, ela logo inclui Rae em sua turma, onde é super bem recebida.  A primeira temporada da série aborda a jornada da protagonista em admitir seus problemas para os amigos, lidar com os empecilhos que seu corpo a impõe, e aprender a se amar do jeito que é. Além disso, vemos ela se apaixonar por Finn, o esteriótipo de garoto que todas meninas desejam, mas que demonstra ser muito mais complexo do que aparenta, ao se interessar puramente por Rae, pela pessoa que ela é.

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      A primeira temporada se passa num espaço de tempo que representa as férias de verão entre o final do colegial e o início da faculdade, enquanto a segunda temporada aborda a chegada da turma em um novo ambiente universitário e todas as ansiedades que isso aborda, inclusive algumas decisões e concepções que os personagens tinham e precisam rever seus conceitos.

      Descrevendo a série, pensa-se que My Mad Fat Diary é uma história de drama, mas apesar de ter uma carga dramática pesada, há um paradoxo genial que tráz muita comédia para as situações. O roteiro não ridiculariza de forma alguma as situações ou problemas dos personagens, mas encontra formas inteligentes de ironizá-las. O que contribui muito para isso, é o fato de que a história é narrada por Rae escrevendo em seu diário, e as opiniões e formas dela descrever as situações que vive são muito realistas, o que as torna muito engraçadas.

        A série também aborda muitas questões pertinentes de sexualidade e insegurança, tanto das meninas quanto dos meninos, bem como a homossexualidade do personagem Artie, melhor amigo de Rae. É uma representação, ao mesmo tempo, fiel e otimista da fase de transição da adolescência para a juventude.

   Eu terminei de ver a segunda temporada essa semana, e fiquei impressionada com a evolução da história e dos personagens, sem perder suas caracterísiticas de gênero e estética. Recomendo My Mad Fat Diary basicamente para qualquer pessoa, porque a história é rica em diversos aspectos e aborda tantos assuntos que acredito ser quase impossível alguém desgostar dela por completo.

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    A emissora ainda não se pronunciou sobre renovação, mas no site Banco De Séries ela aparece com seu status "renovado". Alguém tem alguma notícia diferente sobre a série? Confesso que quando assisti a finale da segunda temporada fiquei preocupada, porque o episódio tem um clima bem "conclusivo". Mesmo que algumas storylines tenham ficado em aberto (como a de Chloe Ian, por exemplo!) as principais foram concluídas. Acredito que o que pode ter acontecido, é que os roteiristas não tinham resposta sobre cancelamento ou renovação quando escreveram o ultimo episódio, logo precisaram fazer um "híbrido", que pudesse ser tanto um final definitivo, como uma história passível de ser retomada. Mas e nós, ficamos como sem essa resposta?!

De qualquer forma, acredito que o momento é propício para começar a assistir! Garanto que não vão se arrepender. 

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       Se vocês ainda não ouviram falar de My Mad Fat Diary, vocês precisam ouvir. E, obviamente, precisam já  começar a assistir. A Isabela inclusive já falou sobre a série aqui no site uns meses atrás, você pode conferir a matéria dela clicando aquicaso não tenha lido na época que foi postada. A série tem só duas temporadas, por enquanto, e cada temporada tem apenas 7 episódios. Ou seja, é bem fácil de acompanhar, não vai tomar muito o tempo de vocês e eu garanto que vai valer a pena, porque essa é umas das séries mais incríveis que eu já vi.

      Na primeira temporada a história acompanha a jornada de Rae Earl, uma garota de 16 anos recém saída de uma clínica de reabilitação, por diversos problemas psicológicos que envolvem auto-flagelação e depressão, muitos desencadeados pelo seu grande excesso de peso. Mas, paramos por aqui: se você pensa que essa será mais uma história clichê de uma garota gorda, cheia de problemas, que não tem amigos, não desperta interesse de meninos e sofre bullying na escola, está na hora de você se desapegar do estereótipo americano.

      My Mad Fat Diary é uma série britânica, logo tem um ponto de vista bem diferente do que estamos acostumado a ver. Após sair da clínica, Rae reencontra sua amiga de infância Chloe, uma garota linda e popular, com um grupo de amigos super interessante, e já para começar a quebrar os paradigmas clichês, ela logo inclui Rae em sua turma, onde é super bem recebida.  A primeira temporada da série aborda a jornada da protagonista em admitir seus problemas para os amigos, lidar com os empecilhos que seu corpo a impõe, e aprender a se amar do jeito que é. Além disso, vemos ela se apaixonar por Finn, o esteriótipo de garoto que todas meninas desejam, mas que demonstra ser muito mais complexo do que aparenta, ao se interessar puramente por Rae, pela pessoa que ela é.

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      A primeira temporada se passa num espaço de tempo que representa as férias de verão entre o final do colegial e o início da faculdade, enquanto a segunda temporada aborda a chegada da turma em um novo ambiente universitário e todas as ansiedades que isso aborda, inclusive algumas decisões e concepções que os personagens tinham e precisam rever seus conceitos.

      Descrevendo a série, pensa-se que My Mad Fat Diary é uma história de drama, mas apesar de ter uma carga dramática pesada, há um paradoxo genial que tráz muita comédia para as situações. O roteiro não ridiculariza de forma alguma as situações ou problemas dos personagens, mas encontra formas inteligentes de ironizá-las. O que contribui muito para isso, é o fato de que a história é narrada por Rae escrevendo em seu diário, e as opiniões e formas dela descrever as situações que vive são muito realistas, o que as torna muito engraçadas.

        A série também aborda muitas questões pertinentes de sexualidade e insegurança, tanto das meninas quanto dos meninos, bem como a homossexualidade do personagem Artie, melhor amigo de Rae. É uma representação, ao mesmo tempo, fiel e otimista da fase de transição da adolescência para a juventude.

   Eu terminei de ver a segunda temporada essa semana, e fiquei impressionada com a evolução da história e dos personagens, sem perder suas caracterísiticas de gênero e estética. Recomendo My Mad Fat Diary basicamente para qualquer pessoa, porque a história é rica em diversos aspectos e aborda tantos assuntos que acredito ser quase impossível alguém desgostar dela por completo.

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    A emissora ainda não se pronunciou sobre renovação, mas no site Banco De Séries ela aparece com seu status "renovado". Alguém tem alguma notícia diferente sobre a série? Confesso que quando assisti a finale da segunda temporada fiquei preocupada, porque o episódio tem um clima bem "conclusivo". Mesmo que algumas storylines tenham ficado em aberto (como a de Chloe Ian, por exemplo!) as principais foram concluídas. Acredito que o que pode ter acontecido, é que os roteiristas não tinham resposta sobre cancelamento ou renovação quando escreveram o ultimo episódio, logo precisaram fazer um "híbrido", que pudesse ser tanto um final definitivo, como uma história passível de ser retomada. Mas e nós, ficamos como sem essa resposta?!

De qualquer forma, acredito que o momento é propício para começar a assistir! Garanto que não vão se arrepender. 

Alguém por aqui que assiste a série e queira dar sua opinião? Aguardo vocês nos comentários. Até semana que vem!

Fernanda Schein
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    Em meados de 1700 e alguma coisa, o químico francês Antoine Lavoisier chegou a conclusão de que "na natureza nada se cria, tudo se transforma". Mal sabia ele que estava mais correto do que imaginava, e que sua premissa poderia ser aplicada em diversos outros meios além da natureza, como por exemplo, na ficção. Se você parar para analisar, são raríssimos os casos de histórias que você vai assistir, ler ou ouvir que sejam totalmente novas. Tudo tem base em algo anterior, as coisas se renovam, porém não são inéditas. E, na última década, essa prática tem se fixado cada vez mais no cinema e na televisão, criando adaptações para as telas de histórias que já foram contadas antes em livros.

   Falando do nosso assunto principal nesta coluna, são inúmeras as séries de sucesso na televisão que foram baseadas ou adaptadas de obras literárias. True Blood, The Vampire Diaries, Gossip Girl, Dexter, Sex And The City, Friday Night Lights, Boardwalk Empire, Game of Thrones, Pretty Little Liars e várias outras séries de sucesso são exemplos desse tipo de adaptação. Isso tem sido uma prática que se consolidou porque acaba sendo vantajoso para as emissoras apostar em histórias que já deram certo em outro meio, e apenas expandir seu público. Há quem diga que os livros sempre são melhores que suas adaptações, e quando trata-se de cinema, geralmente isso é verdade, mas nem sempre nas séries isso acontece.

    Quando trata-se de um filme, você tem apenas duas horas (em geral) para resumir uma obra inteira, mas nas séries você pode explorar muito melhor a história, porque além de ter mais tempo, pode criar uma continuidade e ganchos internos na trama. Ainda pode acontecer de um livro que tenha uma história fraca, ou superficial, ser adapatado para televisão por um time de excelentes roteiristas que acabam valorizando a história e deixando a versão da tevê muito mais interessante que a história original.

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      Um exemplo muito claro disso, para mim, é The Vampire Diaries. Eu comecei a ver TVD junto com a estréia, e rapidamente se tornou minha série preferida, e em função disso, resolvi ler os livros. Li até o quarto volume, e sinceramente, precisei parar. Com todo respeito à quem é fã dos livros, eu achei eles uma bela porcaria. Não só porque os personagens que na série são tão complexos, no livro tem a profundidade de um pires, a escrita é rasa, redundante e irritante. As coisas não são bem explicadas, as situações correm muito rápido e quase todas as ações dos personagens são um impulso estranho e inexplicável sem nenhum fundamento. Eu tentei, mas depois do quarto livro, desisti. O que aconteceu, nesse caso, foram dois excelentes roteiristas pegando todo universo dos livros, mas recriando a história de uma forma muito mais envolvente e estruturada. Digamos que a premissa dos livros de TVD são boas, mas seu desenvolvimento foi precário, um erro que a versão para televisão consertou com excelência – embora a série venha se perdendo nas últimas temporadas, mas isso é assunto para outra coluna.

        Ainda temos o exemplo de Pretty Little Liars que faz mais ou menos a mesma coisa – não li os livros, mas é que vejo os fãs mais envolvidos comentarem – porém, comenta-se mais seguido que sempre que a série está perdendo o foco de para onde seguir, recorre à alguma virada ou premissa que já foi vista no livro. E até mesmo, surpreende por fazer igual, como foi a revelação de Mona como a primeira -A, quando todos achavam que esse fato seria mudado. Ou, quando no final da temporada passada, veio à tona a história de Hanna e Mike, fato também muito comentado pelos fãs dos livros.

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        E, é claro, também há as obras mais épicas, como Game Of Thrones, que segue mais fielmente a história original, com apenas alguns detalhes alterados e personagens reduzidos, por ser uma história mais complexa e que acaba ganhando a adaptação por "merecer" uma versão audiovisual, e não como nos casos anteriores, onde a base da história é uma oportunidade para recriação. Há, inclusive, boatos de que Game Of Thrones terá seu episódio final nas telas do cinema 3D. Já imaginou o tamanho que vão ficar os dragões?!

      Num termo geral, embora a falta de ideias mais originais me incomode um pouco, sou bem a favor desse tipo de adaptação de livros para televisão. Acho que histórias boas merecem realmente ser contadas de mais formas, e que histórias com potencial também podem ter sua chance de serem mais desenvolvidas. Inclusive, se eu pudesse escolher, adoraria transformar a saga Desventuras em Séries em uma série de tevê. Acho que é o caso de uma história boa, porém rasa – por ser infantil, é claro – e que teve uma adaptação fraca para o cinema, que não vingou com o público. Imaginem uma emissora comprar os direitos da história e adaptá-la de forma mais sombria e adulta? Ok, dei uma devaneada agora, mas seria lindo. 

      E vocês? Acompanham alguma série baseada em algum livro? Também tiveram contato com a obra literária? Que outros livros vocês gostariam que virassem séries? Vamos sonhar e debater um pouco! E se quiserem conversar mais até semana que vem, deixo minhas redes sociais. Aguardo sugetões para a próxima matéria!

Tenham um excelente final de semana!

Sinceramente,

Fernanda Schein
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