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Fico me perguntando quando foi que eu te conheci de verdade, porque não pode ter tão pouco tempo. Meus olhos encontram os seus e eu sinto lá no fundo do meu ser que eu já fui sua. A sensação de segurança faz eu me sentir em casa. Basta você envolver seus braços na minha cintura pra eu notar que tenho um lar. Meu sorriso fraco acha seu caminho de volta com qualquer brincadeira sua, e eu simplesmente sei que você também já foi meu um dia.

Me pergunto então se estou apenas te reconhecendo, e vejo que a resposta provavelmente é sim. Seu cheiro familiar, seu jeito, sua luz. Tudo em você me dá aquela velha sensação de déjà-vu, me levando a crer que em algum outro momento, eu já esbarrei com você nessa mesma intensidade. Você solta essa gargalhada gostosa e eu só sinto que estou aquecida por dentro, o que não acontecia há muito tempo. De alguma forma e por alguma razão desconhecida, só bastou você chegar pro meu iceberg derreter e eu me enroscar em você.

É possível que eu tenha sentido sua falta antes mesmo de encontrar você pela primeira vez?

Porque eu senti. Eu sabia que existia um buraco aqui que só iria encaixar na peça certa, mas eu nunca fui muito boa em quebra-cabeças. Me perdia mais do que me achava. Vivia nessa coisa insana e complexa de tentar achar o que eu nem sabia que procurava. Mas aí você veio, do nada, sem pretensão nenhuma, e em um piscar de olhos, encaixou em mim. No momento em que eu estava desprotegida, despreparada e sem esperanças, você se mexeu, e aqui estou eu, tentando entender o que é que você tem.

Mas é foda tentar entender o que você tem, ou quem você é quando eu mesma sinto que não sou a mesma desde que você resolveu aparecer. É foda tentar entender o que foi que você fez para me deixar dessa forma tão perdida, quando sinto que pela primeira vez, alguém me achou. Não dá. Você só é, você só tem, e você só fez. Sabe-se lá o que me deixou desse jeito, porque só de pensar num pretexto pra partir me sinto partida.

Imagino que isso não seja real. Mas cada célula do meu corpo sabe que você existe – e que sempre existiu. Tudo dentro de mim age para que eu me sinta atraída por você o tempo inteiro. Eu tento me soltar e quando noto, estou novamente segurando no seu cabelo e sentindo nossos lábios se tocarem. É uma força magnética e nós dois não podemos resistir. O gosto da sua boca, e a forma como ela parece perfeita para minha me leva novamente a pensar que isso não é um encontro. Parece que eu vivi todos esses anos esperando você chegar.

Ou voltar pra mim. 

Entendo a razão de todos os outros caras não funcionarem e sinto um alívio por ter dado errado tantas vezes. Olhando pra você, ouvindo sua voz e sentindo sua pele na minha, apenas sei que não importa o que isso tudo seja, é o certo. Imagino se já fomos namorados, ou melhores amigos em um universo paralelo. Penso se conheço você de outro lugar e chego a conclusão que foi uma benção minha alma ter esbarrado na sua. Meu coração acelera, e novamente você me leva a pensar que isso não é um encontro.

Será que estamos nos reencontrando? 

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  


Eu não sei se você sabe, mas tá bem complicado do lado de cá. Do meu lado, do lado de quem não acreditava que isso aqui – a gente, nós dois, eu e você – poderia rolar outra vez. Meu estômago embrulha só de pensar em tudo que eu jurei de pé junto que não viveria mais. Eu não sei onde me enfiar quando me lembro das vezes em que enchi a cara e prometi – sem cruzar os dedos – que eu NÃO iria me apegar tão cedo

Merda. Eu sou muito ruim nesse negócio de “dar um tempo”

Eu até tentei, eu confesso. Tirei minha agendinha rosa do armário, anotei em letras garrafais todas as coisas que eu queria priorizar na minha vida. Pensei em fazer meditação, pintar o cabelo de outra cor, ir viajar para um lugar inusitado, mudar totalmente o meu guarda-roupa. Pensei até mesmo em começar a frequentar uma cafeteria aqui perto de casa todas as semanas só pra colocar minha pilha de livros em dia. Escrevi milhares de coisinhas, menos a possibilidade de me envolver novamente.

Mas aí, você apareceu.

Não era para ser nada, era pra ser apenas um encontro casual. Pelo menos, foi o que eu disse pro meu reflexo que seria. Eu prometi que seria apenas uma saída e que depois, não nos falaríamos mais, deixaríamos para trás um dia agradável e eu voltaria pros meus livros de romance. Não éramos para ser, mas fomos. Eu acabei gostando do seu beijo mais do que deveria, e vim me culpando no caminho de volta pra casa.

Sim, me culpando. Porque antes mesmo de chegar, meu celular já havia apitado com uma piadinha sua, e eu já tinha sorrido pra tela daquele mesmo jeito bobo. Exatamente, eu sabia onde estava me metendo. Sabia que meus dedos nervosos iriam te responder e que nós passaríamos a madrugada inteira conversando. Eu sabia que teria que encarar meu reflexo no espelho pela manhã e me desculpar por estar novamente me enfiando na mesma história.

Eu não estava dando tempo pro meu coração, me entende? Todos os sites da internet haviam me inspirado a respirar um pouco sem esse lance todo de ter alguém. Eu sabia que era o certo, que meu corpo estava mesmo precisando se curar de algumas cicatrizes. Não era pra eu entrar em outro relacionamento – não que isso seja um, porque não é – , não era nem pra eu estar perto de outra pessoa que tenha o potencial de me fazer sentir algo.

Mas o que eu fiz? O contrário. Corri pros seus braços! Isso parece tão estúpido em palavras, mas tão certo aqui dentro, que eu sei que estou ferrada. Nem tenho coragem de ver minha agendinha, porque de tempo, eu fui muito ruim. Eu ao invés de desviar, escolhi trombar com você, com o seu cheiro gostoso que ficou impregnado na minha roupa, com os seus olhos que me deixam completamente hipnotizada e com essa boca que – é melhor deixar pra lá.

Eu não deveria me apegar, mas é você. Como não me apegar quando alguém é tão lindo internamente e tão legal como você é? Você está tornando minha missão de permanecer fria e distante uma coisa impossível. Cada vez mais eu me perco querendo te encontrar. Meus batimentos aceleram e eu sinto sua falta. Que droga! Fica difícil tentar me afastar quando você se torna tão presente.

Eu não quero me ver novamente apaixonada por alguém, mas por algum motivo eu sinto em todas as células que dessa vez não vai ter jeito. Você apareceu quando eu estava despreparada, quando eu definitivamente não queria nada com ninguém e de repente, boom.. Eu não sei o que eu quero, mas quero você.

E eu quero te socar por ter aparecido, mas ao mesmo tempo, eu quero te beijar por não ir embora.

O que diabos você veio fazer perto de mim? Você não estava nos meus planos.

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  


Perdoe minha inocência, mas eu não achei que você fosse embora. Eu achei que seríamos “amigas para sempre”, que você realmente estaria presente na minha formatura, nos meus aniversários, no meu casamento, no nascimento do meu primeiro filho e todas aquelas outras coisas que nós planejávamos sem nem pensar na possibilidade de que o “amanhã” que parecia tão próximo, poderia não existir.

Eu só achei que você estaria aqui no momento em que eu precisasse da sua mão segurando a minha, me entende? Porque eu descobri que nada no mundo me chatearia mais do que sua ausência em um momento ruim. Você era luz, e você sabe disso. Trazia alegria, energia e umas boas risadas pra qualquer lugar. Sempre culpei o seu signo “É porque é leonina, é o centro das atenções”, mas a verdade, é que era você mesmo, era algo totalmente e exclusivamente seu. Você era companhia gostosa para qualquer mesinha de bar e disso, ninguém nunca duvidou. Só esperava que você também marcasse seu nome no momento em que eu verdadeiramente precisei rir.

Mas vai saber o que deu em você, não é mesmo? As legendas carinhosas nas fotos não se passaram de palavras ditas ao vento. Os abraços apertados de saudades em todos os nossos encontros não se passaram de momentos que se reservaram pro passado. Você virou passado, você passou. Você foi embora tão rápido, que todo mundo se espantou. Você que chamava atenção, se transformou em um borrão e fugiu.

Fugiu, fugiu sim. Fugiu de uma amizade que havia sido construída, que tinha história, que tinha compaixão, carinho e consideração. Você nem olhou para trás e se perguntou por onde eu andava. Você seguiu sua vida, postou outras fotos, voltou pra outras amigas, focou seu tempo e todo seu espaço pro namoro. Você agiu com indiferença com pessoas que você dizia que eram tão importantes, tão essenciais. Você se foi e nem do nosso número se lembra mais.

Pra quem você liga quando precisa chorar? Pra quem você pede conselhos? Pra quem você corre? Você tinha uma família conosco. Eu, principalmente, via em você um futuro. Quando você resolveu abrir as portas do meu coração e entrar sem ser convidada, você sabia a responsabilidade que tinha. Você não pode conquistar as pessoas, fazer com que elas criem empatia por você e simplesmente partir como se nada tivesse acontecido.

Você se torna eternamente responsável por ter cativado.

Eu não sei se devo apagar nossas fotos, se aquela briga estúpida foi mesmo importante o suficiente pro seu orgulho ser maior do que a sua amizade. Não entendo como você consegue fingir que está tudo ótimo quando claramente não está. Quando se tem pedaços faltando em si. Não é possível que você não tenha coragem de fazer um pedido de desculpas. Não é entendível que você se vá sem satisfação apenas por não aguentar consequências dos seus próprios atos.

Em tantos anos de amizade, você poderia ter marcado minha vida de outra forma, mas marcou com covardia.

Eu senti sua falta quando tudo deu errado e eu fui atrás, porque é o que amigas fazem. A gente corre uma maratona se for preciso. Eu precisava do seu colo, do seu apoio, ou ao menos da sua preocupação. Mas nem isso você teve a capacidade de oferecer. O que me entristece e me faz perceber que foi muito fácil para você oferecer seu amor e depois pegá-lo de volta.

Você virou uma incógnita, porque não sinto raiva e nem quero que você sinta minha falta. Espero mesmo é que fique muito bem e não faça com outro alguém o que você fez. Mas ao mesmo tempo, sinto a saudade apertar e me pergunto se é isso mesmo que você vai virar.

Você não vai me dar feliz aniversário, não vai me ligar, não vai aparecer, não vai existir pra mim. Vai ser uma conhecida nas redes sociais.

Você esqueceu de me avisar que um dia eu teria que te dar o título de “amiga que prometeu ficar e foi”.

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  


Isto é uma carta aberta não só para você, mas para todos os homens que um dia levantaram a voz para suas esposas, namoradas, irmãs ou amigas. Para todos vocês, que não só machucaram a nossa pele, mas a nossa alma. Para vocês, que conseguem dormir todas as noites, enquanto nós nos perdemos em pesadelos. Isto é uma carta pra você, que me quebrou ao meio sem precisar sequer quebrar algum osso do meu corpo. Pra você, que me deixou em um perfeito caos.

Eu achei que era amor.

Você não pode me culpar por não ter notado os sinais, afinal, você era de confiança, não era? Você me fazia pensar que você nunca, em hipótese alguma, iria desejar o meu mal. Você só queria meu bem, não queria? Você queria me proteger. Seus gritos que ecoavam pela sala e que me assombram até hoje, eram apenas gritos de um cara que dizia que eu precisava “entender” que era apenas preocupação. Você me fez pensar que você se preocupava.

Você me fez criar uma dependência emocional que eu nunca achei que fosse conseguir superar – se é que consegui. Você me fez pensar que se eu não tivesse você, eu ficaria sozinha. Você me fez sentir sozinha. Você me tornou a própria solidão enquanto me enchia de beijos. Você me manipulou e me colocou na sua mão sabendo o que estava fazendo. Você queria uma boneca, uma submissa, uma mulher sem sonhos e sem vida.

Eu não sou essa mulher e nunca me tornarei.

Você não conseguiu me transformar em uma fantoche de pano, apesar de ter mesmo me amarrado em um monte de cordas. Você me acorrentou psicologicamente à você de uma forma invisível, porém palpável. Eu não podia ver, mas eu sentia todas as vezes em que você brincava comigo.

Mas não era brincadeira.

Eu achei que era amor.

Você me fez acreditar que seus toques brutos eram carícias, que você estava apenas olhando por mim. Você era tão bom no que fazia, que depois de todas as brigas e de todo o meu choro incontrolável, eu ainda podia acreditar que você, meu amor, iria mudar. Você dizia isso, se lembra? Você dizia que iria ser tão maravilhoso para mim e que viveríamos tantas coisas incríveis, que eu acreditava.

Não era amor. 

Eu não te amava, você apenas me fez acreditar que sim. Me fez pensar que eu precisava de você, que eu queria estar com você, que era uma escolha MINHA. Eu nunca tive uma escolha, você me arrancou qualquer chance e direito de me pronunciar e de me defender. Você me agrediu das maneiras que você bem entendeu. Você rasgou minha essência, roubou minha inocência e manteve a aparência.

Você me destruiu, e quando não lhe serviu mais, deu as costas, acenou um adeus e se foi. Eu me perdi de mim, achei que era o fim do mundo. Eu não poderia viver sem meu abusador, poderia? Afinal, era esse o papel que você desempenhava na minha vida. Você sugava minhas energias e me entupia de lixo, mentiras e mágoas. Você me deixou em um estado apático. Eu não sabia mais o que vestir, o que pensar, o que falar. Eu não sabia mais sair.

As cordas não apertavam meus pulsos e meus tornozelos. Seus braços não apertavam a minha cintura – ou o meu pescoço. Eu estava sem nada, e achei que era porque sua ausência me fazia falta. Eu sentia sua falta, senti falta do relacionamento abusivo e doentio no qual você me manteve. Eu não percebi que na verdade, eu estava sem nada mesmo quando estava com você.

Não era amor.  Eu estava livre de você, mas não dos arranhões profundos que você deixou no meu interior.

Você destruiu todos os meus relacionamentos seguintes. Eu tinha medo. Eu nunca nem havia percebido que eu tinha medo até você ir. Mas eu tinha, eu me tremia em pavor perto de qualquer homem que ousasse dizer que poderia me tratar bem. Eu não me sentia digna de ser amada. Você foi culpado. Você me fez não me sentir pura. Eu me sentia suja demais pra me aventurar em algo saudável pra mim.

Eu me acostumei com as cordas. Minto, VOCÊ me obrigou a me acostumar. Eu tinha medo da minha casa ensolarada, eu queria a escuridão que você trazia consigo. Eu achei que nunca mais fosse conseguir deixar que alguém me amasse, ou fosse conseguir me olhar no espelho e sentir que eu mesma poderia me amar.

Você me fez sentir que eu não poderia me amar. Tinha algo muito errado comigo, não tinha?

Demorou, eu precisei ler e ouvir muitas vezes todos os depoimentos de mulheres que haviam passado por uma situação parecida. Eu precisei ouvir das minhas amigas. Eu precisei de muito tempo até entender e poder enxergar que não era amor, que era um abuso. Não tinha nada de errado comigo, e sim com você.

Todas as vezes em que você me jogou pra baixo, me diminuiu e me menosprezou ainda existem dentro de uma caixinha guardada em mim. Essas lembranças não desapareceram, as dores que você provocou na minha alma volta e meia ainda me perturbam, me beliscam e me deixam refém, como você fez.

Mas eu agora enxergo quem você é. Eu entendo que nunca foi minha culpa, que eu não poderia fazer nada, que eu estava presa. Eu entendo que eu sou livre, forte e que posso ser o que eu bem entender.

Essa desconstrução não foi fácil e ainda está em processo. Estou me reerguendo aprendendo a não abaixar a cabeça todas as vezes em que ver meu reflexo. Meu cabelo fica lindo solto e eu posso usar batom vermelho – ou roxo. Minha pele não precisa de cicatrizes. Eu não preciso de você.

Eu posso não ser mais inocente, mas sou independente.

O único favor que você me fez foi ter ido embora. 

Ps: se você se identificou com o texto e de alguma forma sente que se encontra em um relacionamento abusivo, denuncie. A culpa nunca será sua.

DENÚNCIA: Central de atendimento a mulher, disque 180. Se liberte.

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Escute enquanto lê:

Eu sei que não foi sua intenção. Você não sabia que eu iria me apaixonar por você. Nem eu sabia que iria me apaixonar por você! Pra ser sincera, eu estava tão desacreditada de qualquer tipo de sentimento, que até eu me espantei. Tentei mandar as borboletas pro canto delas, mas elas insistiram em permanecer no meu estômago. Fizeram uma festa colorida e clichê, o que me deixou só mais nervosa. Nervosa, e palpitante. Não era para estar acontecendo, certo? Não, não era!

Malditas borboletas. Maldito sorriso lindo que você tem. Puta que pariu. O que tá rolando comigo, sério?

Ah não, não. Dessa vez não, por favor. Eu não quero me apaixonar e ouvir você dizer que não vai rolar. Eu quero que role, que enrole, que embole. Eu quero que você se grude em mim e fique. Mas você não é desses, é? Não, não é! Você é livre, solto, descolado, desligado. Você não tá pronto para se apaixonar por mim de volta e eu sei disso todas as vezes em que eu te olho. Você tá pronto pra viver um monte, mas eu ainda não tô nos seus planos.

Eu sei que você deve achar que sim, que eu tô, que você está deixando acontecer naturalmente. Mas eu sei lá no fundo que não somos para ser e nem seremos. Você não tá preparado para me enxergar de verdade e me permitir. Você tá louco pra fugir. Sim, senhor, para fugir. Você mal sabe disso, mas quando percebe, logo muda. E eu caio. Caio porque espero que você me entenda, e que me queira. Eu sei, maluquice.

É que pode parecer uma frase recém retirada de uma música sertaneja (e é) mas “o nosso santo bateu”, me entende? Não foi culpa minha. Eu nem queria que eles se esbarrassem para não ter o perigo de acontecer uma merda dessas. Mas eles se trombaram com TUDO. Eu sinto muito por mim e por você, porque no final, não vai restar nada de algo que eu sei que poderia ser maravilhoso, sabe?

Porra – e estou usando isso como advérbio de intensidade. Nosso lance poderia ser bom para porra! Mas não vai ser, ou vai? Não, não vai! Não vai porque vai acabar assim que eu piscar os olhos. E vai ser um saco ter me acostumado com o seu jeito apenas para ter que fingir que não cheguei a sentir algo por ti. Vai ser difícil, e ruim. Sim, ruim. Coisa que nossa beijo não foi. Foi ótimo, ô se foi. Caramba.. vou sentir falta de te beijar.

Eu tô ficando louca, não to? Não, não to! É você e esse efeito que você exerce em qualquer mulher. Pois é, que droga ter que admitir que não sou a única vítima do seu charme. Queria até ser. Não, pera.. EU NÃO QUERO SER VÍTIMA DO SEU CHARME. Para de me tratar bem, vai. Eu não posso me apaixonar por você e querer estar com você. Eu não posso porque eu sei que nós daríamos tão certo se fosse em um outro momento da vida, me entende? A gente iria ficar tão foda juntos.

Eu não posso me apaixonar por você porque vai ser o mesmo que admitir pra mim que eu tive um cara assim na minha vida e ele foi embora. E eu não quero que você seja esse cara, mesmo tendo essa sensação lá no fundo do meu ser de que você será SIM esse cara.

Você vai ser o meu quase. Aquele que chegou perto de ser algo e não foi. Não vou poder dizer que foi meu namorado, nem meu ficante, nem meu amigo. Você só foi um quase alguma coisa que significou um monte de outras coisas.

Ah.. não seja o meu quase.

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  


Você sabe que eu poderia ter sido a mulher da tua vida, não sabe? Porque eu poderia sim ter sido muito mais do que você me permitiu ser. Eu teria virado sua cabeça e seus lençóis do avesso, mas ao invés disso, você preferiu ir embora. Você deixou que eu me aproximasse, deixou que eu observasse seu modo de falar, de andar, de agir. Deixou que eu gostasse do que via, do que sentia, do que vivia. Você até mesmo me ofereceu um pedacinho seu, só para arrancá-lo de mim em seguida.

Eu não sei se você sabe, mas rapaz… isso foi cruel. 

Você me prometeu uma tentativa e se foi sem nem me avisar que ia. Jogou suas palavras no lixo assim como todos os momentos gostosos que havíamos tido. Pegou suas coisas e me largou tão fácil, que eu duvido que um dia você tenha mesmo pensado em se permitir. Seu ego e seu medo conseguem ser maiores do que você, e mais uma vez, você acabou quebrando uma garota que estava pronta para ser sua.

Se você não é do tipo que planeja, me perdoe por ter sido. Porque eu via em você tanto carinho, que planejava sem perceber. Sem perceber que você, bem, não estava tão afim assim. Você me deu corda e sabe disso, mas não me puxou para perto, só largou sua ponta e me deixou segurando a outra atoa. Sem saber que você já tinha planos de me deixar. Vai ver você se esqueceu.

Vai ver você esqueceu de avisar que eu era a única que via futuro naquele relacionamento que não foi, mas poderia ter sido.

Se você tivesse ao menos tido a decência de me enxergar, saberia que eu poderia ter te feito um cara feliz para caralh*. Saberia que a diversão que a gente tinha era capaz de preencher o vazio que você abriga. Se você tivesse olhado para mim mais uma vez antes de me descartar como um produto usado, você teria visto que meus olhos brilhavam quando encontravam os seus. Teria notado que sua cena preferida pela manhã seria me ver descabelada, usando a sua blusa velha e gargalhando alto no seu quarto.

Se você não fosse tão cego para as coisas que verdadeiramente importam, você teria sido completo.

Mas você ainda vive em um mundo particular seu e do mesmo modo que não me deixou entrar, não vai deixar ninguém. A fila de mulheres que poderiam ter sido suas só vai aumentar junto da culpa que você vai sentir toda vez que uma delas chorar. E infelizmente, porque acredite ou não, eu te desejo muito bem, você vai acabar sozinho. Sim, sem ninguém.

Você vai se esconder atrás das suas piadas, ironias e do sarcasmo presente nas suas falas. Vai se esconder atrás do seu sorriso lindo que eu tanto admirei um dia, mas não vai ser suficiente. Porque sua procura é inútil e impossível. Sua futilidade vai ser sua única companhia e um dia, daqui bastante tempo, você vai desejar voltar atrás.

Voltar naquela noite fatídica em que você me beijou e poucos minutos depois, me deixou. Vai lamentar ter sido apenas um cara babaca que passou pela minha vida, vai lamentar não ter vivido tantas outras coisas incríveis.

Vai lamentar o fato de que você poderia ter sido meu grande amor e preferiu não ser.

E eu? Eu já vou ter superado o que você poderia ter sido para mim e não foi. Eu vou estar vivendo minha vida plenamente sabendo que você foi um caminho torto pelo qual eu tive que passar e vou estar me curtindo, me amando e me entendendo. Eu já vou ter lido esse mesmo texto mais de dez vezes e vou ter aprendido que não fomos e ponto. Vou estar de cabeça erguida, salto 15 e muito bem resolvida.

Se eu vou lembrar de você? Bem vagamente, até porque quem perdeu foi você, eu vou estar ocupada demais me escrevendo pra ficar me preocupando com uma página descartada.

Eu poderia ter sido a mulher da sua vida, e teria sido perfeito. Mas não fui e quer saber? Ainda bem. Agora é com você, au revoir. 

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Escute enquanto lê:

Caramba…

Não parece que tem tanto tempo, mas tem. Tem tempo até demais desde que meus ouvidos foram acalentados com a sua risada contagiante e que meus cabelos foram acariciados pelas suas mãos. Tem muito tempo mesmo desde que você se foi e eu te vi pela última vez. Chega a ser até estranho que você continue tão vivo e tão claro na minha mente, nas minhas lembranças e nos detalhes dos meus dias.

Hoje é seu aniversário e uma semana antes eu já conseguia sentir que meu coração estava batendo mais forte – ou muito mais fraco. Eu sabia que esse dia ia chegar e a ansiedade de lembrar que não ia tê-lo por perto me consumia a cada segundo. É foda. Dói muito saber que você não vai acordar hoje super feliz com um abraço apertado meu – ou que você não vai acordar nunca mais. Dói lá no fundo da alma saber que um dia tão importante vai passar assim, em branco, sem nada. Sem sorvete de morango e nuggets de frango. Sem sorrisos e conversas profundas sobre a vida.
É dolorido só de imaginar que eu não vou sentir sua mão segurando a minha e que tudo que eu terei de presente é um passado recheado.

Meus olhos se enchem de lágrimas por ainda contar os seus anos de vida sem a sua presença, mas eu tento parecer forte, não só para mim, mas para você também. Sei que me ensinou muitas coisas valiosas enquanto teve a chance, e a principal delas foi um tutorial de como me manter em pé. Porém, existem momentos em que eu me sinto como aquela garotinha de 7 anos que andava com uma camisola enorme pela casa cantarolando canções recém inventadas pelo seu pai. Me sinto pequenina igual à ela. Me sinto solitária, precisando de todas aquelas coisas que ela tinha.

Mas ela cresceu.

O mundo girou, as coisas mudaram e eu não tenho mais você.

O sentimento daquela menininha me invade e eu lembro de cada coisinha que você talvez nem se lembrasse mais, se estivesse aqui. Eu dou risada, sabe? Eu solto uma gargalhada forte e lembro do quanto você me desafiava e me preparava pra ser quem eu sou hoje. Eu nem gostava de dançar, mas subia nos seus pés para qualquer valsa. Por você, eu virava noites observando a lua, escalava pedras e comia legumes – o que era o mais difícil. Por você, eu deixava de ser indefesa, eu virava seu orgulho.

E eu sabia que eu era sua princesa, e que no seu mundo, você me preparava para ser só minha. Mas acabei sendo sua, inteira. Sendo o seu retrato falante. E eu não sei se você daí consegue me ver, mas se conseguir, saberá que eu talvez ainda use uma coroa imaginária. Talvez saiba que eu ainda tenho aqueles sonhos inocentes e que ainda espero pelo príncipe encantado. Talvez você até ache que eu estou me virando muito bem sozinha, e que seu trabalho foi bem feito.

E foi.

Mas eu sinto que mesmo que eu me torne uma rainha, meu rei sempre será você, aí das estrelas.

Você foi meu primeiro amor porém eterno.

Você deixava eu me deitar nas suas pernas enquanto rabiscava um livro qualquer de figuras. Eu nem sabia falar, mas sei que no meu olhar, eu já dizia “eu te amo”.

Eu te amo.

Mesmo que doa, incomode, me maltrate e me castigue, essa saudade nunca será maior do que o meu amor. Minha admiração pelo puta homem que você foi e pelas coisas incríveis que você fez. Mesmo que eu ainda vá lamentar as coisas que faltaram na sua lista, mesmo que nada vá ser igual e que a falta me corte como um caco de vidro, de alguma forma eu carrego seu coração. Sei que você vive dentro de mim e que de alguma maneira bem maluca, viramos um só.

Hoje é seu aniversário e eu queria que sua imagem se manifestasse e colorisse minha visão. Mas talvez, só talvez… nem precise.
Mesmo que eu vá me sentir como aquela garotinha que roubava seu violão sem nem saber tocar e inventava músicas sem nem saber cantar, eu sei que você vai sentir, seja lá como for.
Talvez eu me sente na sua varanda, como você faria, estique as pernas em cima de outra cadeira e observe a vista. Talvez eu até mesmo tome aquele caldinho de feijão que você tanto gostava, ou vá naquele restaurante que íamos todos os dias depois da piscina. Talvez eu coma uma empada de chocolate e ria muito enquanto me lembro de você
Talvez eu olhe pro céu e note que tem algo brilhando mais do que o resto e simplesmente saiba que pra sempre, seu dia é apenas seu.

E agora, também é meu.

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  


Infelizmente, o Coachella 2017 terminou no último dia 23/04 deixando todos nós de coração partido. O festival de música apresentou um line up maravilhoso, e contou com a presença de celebs, atrizes, cantoras e blogueiras. Foram seis dias, divididos em dois fins de semana, que nos deram pauta para este post. Mas não, eu não vou falar sobre os artistas que tocaram por lá. O tema do post tá focado nos looks BAPHONICOS que toda fashionista AMA ver.
Além da RAINHA style do Coachella, Vanessa Hudgens, eu também separei vários looks de influenciadoras digitais que deram uma passada por lá. Deu para notar que o povo se arriscou nas botinhas, nos vestidos compridos, nos kimonos e jaquetas oversized. Teve muita franja, couro, croppeds e choquem: teve até pochete. Os vestidos “podrinhos” não ficaram de fora, muito menos a tendência que todo estão vidrados: TRANSPARÊNCIA.
Teve choker? Teve muito! Aliás, no coachella valley é permitido abusar dos acessórios. Anéis, colares, cintos, coroas de flores, spikes, piercings e glitter, MUITO glitter.
Os óculos são itens must have que eu amei! Tudo super colorido, grandão, e cheio de estilo, claro.
“Ah, Deb, mas e no cabelo?” A galera se jogou nas tranças, no rabo de cavalo, nas extensões coloridas, nas perucas e no bom e velho half bun super mole de fazer.
São conjuntos fáceis de copiar pros festivais que rolarem aqui no Brasil, então.. por quê não dar uma olhada, hein? VEM COMIGO!



E PARA FECHAR, BOW DOWN FOR THE QUEEN:

 

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  

 


Escute enquanto lê:

Relaxa, eu não vou revelar a sua farsa. 

Seu segredo está seguro comigo, você pode confiar. Eu não vou escrever um texto sobre você em um site com tantos seguidores. Não, jamais! Eu não vou falar sobre o modo como você me tratou ou sobre seus truques mal elaborados. Eu não vou contar que caí na sua, mas não caio mais. Não vou contar pra todas aquelas meninas o quão fútil, superficial e egoísta você é. Relaxa, você ainda pode pagar de bonzinho/misterioso, eu deixo. Eu deixo você sair por aí, com esse andar imponente e essa fala hipnotizante. Eu não vou dizer à elas quem você realmente é quando deixa a máscara cair.

Ou será que vou?

Será que eu seria mesmo capaz de escrever sobre você? Sobre os encontros? Sobre a forma como você virou lobo mau e eu precisei correr para longe antes que você assoprasse minha casa e eu me perdesse pelos ares? Será? Não, imagina! Eu nunca acabaria com a sua fama sabendo o quanto você preza por ela. Não acabaria com a sua imagem tão bem desenhadinha, polida e retratada. Eu não seria capaz. Você lutou pra manter esse humor ácido, esse lado sexy e encantador. Você lutou para atrair todas aquelas mulheres para o seu covil, não foi?

Será que eu posso exterminar você?

Ah, posso sim. Mas não, RELAXA, eu não faria isso. Eu não vou dizer que primeiro, você é super engraçado e envolvente. Não vou dizer que você esconde seu lado obscuro dando aquela risada gostosa só pra que a gente não note. Não vou contar que você, na verdade, não é misterioso. É apenas um cara procurando por diversão e fingindo ser alguém melhor do que realmente é. Não vou dizer que vocês cria piadas internas, que faz parecer que o mundo pode girar com a gente de uma outra forma e que fez parecer para mim que eu era a única, quando não era.

Eu não vou contar que você me fez sentir especial, que disse que gostava de mim e que na primeira oportunidade que teve, meteu o pé. Não vou contar que você aprendeu mesmo como se faz um marketing pessoal e que o seu, é bom.

Mas é propaganda enganosa.

Não vou dizer que você me levou em um encontro maravilhoso – ou em vários – mas que na hora em que eu fui parar nas suas mãos, você me esmagou e jogou no lixo. Não vou dizer que você fez tudo isso de uma forma “delicada” apenas pra manter a boa impressão. Não vou dizer que você fingiu honestidade em palavras doentias recheadas apenas de hostilidade.

Relaxa, eu não vou revelar a sua farsa. Ninguém vai saber.

Não vou contar que seu motivo para ir embora foi tão podre quanto você se mostrou ser.  Não vou contar que você é preconceituoso, mentiroso e BEM aproveitador. Não vou dizer que seu ego é tão grande que não tem espaço para amor aí dentro. Não vou dizer o que você me disse.

Pera aí.. o que foi mesmo? “Temos sintonias diferentes, mas você é menina SENSACIONAL” e depois “É que na verdade, eu só fico com mulheres beeeem magrinhas, sabe?”

Ah, é.. foi isso. Mas relaxa, ninguém vai saber. Você pode continuar usando seu joguinho emocional, fazendo com que a gente se apaixone apenas para aumentar o vazio que você tem em ti. Não vou destruir seus planos de conquistar e deixar pra lá.

Relaxa, ninguém vai saber que você não é isso tudo e que na verdade, você sair da minha vida foi um livramento. Eu não vou contar que você é manipulador e só liga pro próprio umbigo. Ou pros bíceps.

Seus 600 matchs no tinder não precisam saber que você, na verdade, é um espaço em branco igual a sua bio.

Eu não vou revelar a sua farsa (eu só vou fazer este post)

 

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  


Escute enquanto lê:


Você já teve aquela impressão de que você era difícil demais de amar? Pois é. Eu sinto isso todos as vezes em que tento me relacionar com algum indivíduo. Tem aquela coisa típica de primeiro encontro, vocês sabem. Ele te leva pra sair, você se arruma como se fosse encontrar seu príncipe encantado e no fim, não é nada demais – o que eu até prefiro, para ser sincera. Vocês vão pra um barzinho qualquer, tomam um cerveja barata só para jogar uma conversa fora, falam sobre seus gostos, seus antigos relacionamentos, seus sonhos e sua família. Vocês riem, riem muito. Riem porque ele é engraçado e você é mais ainda. Você pedem algo pra comer e a a noite passa sem você notar.

Vocês dividem o uber para casa, as vezes ele te convida para dele, as vezes você volta para sua. Se você voltar pra sua casa depois de um encontro daqueles, você liga pras suas amigas, manda mensagem, faz até facetime “AMIGA, VOCÊ NÃO SABE, ENCONTREI MINHA ALMA GÊMEA” “AMIGA, ELE É PERFEITO! DESSA VEZ É SÉRIO”.

Mas não é. Vocês saem mais algumas vezes, e não dá em nada. Acho que ele só queria te levar para cama. Vocês discutem, param de se falar, se excluem das redes sociais e você chora no ombro de alguém.

Ninguém diz “eu te avisei” para um coração partido procurando por um amor. Eles só te abraçam e prometem que você é boa demais, inteligente demais, legal demais e que ELE não te merecia. É o que os amigos fazem e você os ama por cada palavrinha que acolhe seu corpinho frágil.

Mas adivinha? Você volta pro tinder. É, sabe o tinder, aquele aplicativo de namoros que mais se parece um cardápio humano? Esse! Você volta para lá, porque a vida da boate te cansou, porque os beijos vazios te magoam quando você chega em casa. Porque você não liga pra aquele cara bêbado que tentou agarrar você sem nem saber quem você é. Você vai procurar um amor.

Eu nem preciso dizer que você acha, né? A conversa de vocês bate de cara. Vocês começam a virar amigos íntimos, contam piadas um pro outro, riem da vida. Resolvem sair. Seu coração parece que vai pular pela boca – ou de um precipício. Você não liga, nem um pouco. Pede ajuda para se arrumar. Coloca um vestido arrumadinho e vai pro balada mix encontrar o fulano. A conversa é profunda, você olha nos olhos dele e AGORA você tem certeza. MANO, É ELE! É ele o cara da sua vida, o que você quer pra você. Vocês vão no cinema, assistem “Cidades de papel”, ele te conta o quanto esse filme lembra ele dos tempos em que ele morava em Miguel Pereira, você presta atenção, é claro. Você fala da sua vida também das suas séries preferidas, do que você já passou e do que pretende passar.

Ele te beija. Caralho, que beijo. Você sente que vai flutuar, ele também.

Vocês engatam nessa ficada séria, onde ninguém pode ficar com ninguém. Começam a se ver mais, a se curtir mais, você tenta ser reservada mas não tanto, começa a se abrir pra ele aos pouquinhos. Mas quer saber? Ele começa a dizer que VOCÊ não demonstra seus sentimentos, que você não é carinhosa, que você é o problema. Você acredita nele. Você chora. Seus amigos te dizem que não, que você não é essa garota que ele insiste em dizer que você é. Não é culpa sua, caralh*!

Vocês terminam, você não esquece as palavras dele. Afinal, será que eu sou mesmo uma incógnita? Será que eu não deixo eles me conhecerem? O que tem de errado comigo?
O sexo foi ruim? Foi o meu corpo? Será que eu não sou bonita o suficiente? Por que ele me tratou que nem lixo depois de dizer que gostava taaaaanto de mim?

Passa um BOM tempo. Você esquece dele. Você muda, amadurece, passa por um monte de coisas novas. Você conhece outro cara. Ele é legal, engraçado, despojado, viajado, mas não quer nada sério. Vocês ficam, mas não dá em nada. Você quer namorar. Então, você perde as esperanças. Deixa a vida te levar, para de procurar coisa em buraco vazio.

Você acha. Um match despretensioso te leva até ele. Ele é diferente. Ele é sarcástico, o humor dele te faz sorrir no meio de madrugada, vocês trocam mensagens o dia inteiro por um loooongo tempo. Você conta da sua vida, afinal.. você precisa demonstrar mais, não foi o que o Outro falou? Você faz isso. Você age como si mesma. Você come besteira na frente dele, se suja, ri das suas loucuras, conta os seus problemas, conta as suas dificuldades. Abre sua casa, sua família, seu coração.

Vocês começam a se encontrar mais vezes – é, de novo. Você promete que NÃO VAI SE APAIXONAR. Mas aí um dia, você está deitada no sofá dele, apoiado no peito dele, olhando para os olhos DELE e você sente aquele embrulho no estômago que diz “É, minha filha.. você tá nessa outra vez”

Dessa vez você não precisa dizer para ninguém que é diferente, afinal.. você nem quer assumir que é diferente. Você finge pra si mesma que não é. Você foge dos outros caras, procura ele em todos os rostos que você vê. E nada.

Ele fala que você é ABERTA demais, sabe? Que você é disponível demais, sabe? Que você não é transparente, sabe? E você pensa “Porra, outra vez não.. por favor”
Aliás, você pensa “Dessa vez não, por favor..”

Dessa vez não, porque dessa vez você tá apaixonada. Você não tá procurando um namoro. Você só quer ele.

Qual é o problema comigo OUTRA VEZ? Eu sou aberta demais? O que eu faço, eu me fecho? Eu não sou transparente, no que diabos eu MENTI?

Ele não te diz.

Você se afoga na sua cama porque você tá cansada demais para discutir. Seus remédios para dormir não fazem efeito e você deseja esquecer que conheceu ele um dia. Mas não esquece.
“Se eu descobrir, vai adiantar alguma coisa?” você pergunta.

“Não sei” ele responde.

Você sabe que não. Você sabe que acabou aquilo que nem havia começado. Você sente aquele mesmo aperto no coração. É, talvez não seja para ser.

“Relaxa amiga, ele quem está sendo um babaca.. ele não te conhece” suas amigas te falam.

Mas será? Será que não sou eu?

Você resolve deixar pra lá. Sem ideia alguma do que diabos você pode fazer agora.

O problema sou eu por ser real demais? 

 

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