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Escute enquanto lê:

Caramba…

Não parece que tem tanto tempo, mas tem. Tem tempo até demais desde que meus ouvidos foram acalentados com a sua risada contagiante e que meus cabelos foram acariciados pelas suas mãos. Tem muito tempo mesmo desde que você se foi e eu te vi pela última vez. Chega a ser até estranho que você continue tão vivo e tão claro na minha mente, nas minhas lembranças e nos detalhes dos meus dias.

Hoje é seu aniversário e uma semana antes eu já conseguia sentir que meu coração estava batendo mais forte – ou muito mais fraco. Eu sabia que esse dia ia chegar e a ansiedade de lembrar que não ia tê-lo por perto me consumia a cada segundo. É foda. Dói muito saber que você não vai acordar hoje super feliz com um abraço apertado meu – ou que você não vai acordar nunca mais. Dói lá no fundo da alma saber que um dia tão importante vai passar assim, em branco, sem nada. Sem sorvete de morango e nuggets de frango. Sem sorrisos e conversas profundas sobre a vida.
É dolorido só de imaginar que eu não vou sentir sua mão segurando a minha e que tudo que eu terei de presente é um passado recheado.

Meus olhos se enchem de lágrimas por ainda contar os seus anos de vida sem a sua presença, mas eu tento parecer forte, não só para mim, mas para você também. Sei que me ensinou muitas coisas valiosas enquanto teve a chance, e a principal delas foi um tutorial de como me manter em pé. Porém, existem momentos em que eu me sinto como aquela garotinha de 7 anos que andava com uma camisola enorme pela casa cantarolando canções recém inventadas pelo seu pai. Me sinto pequenina igual à ela. Me sinto solitária, precisando de todas aquelas coisas que ela tinha.

Mas ela cresceu.

O mundo girou, as coisas mudaram e eu não tenho mais você.

O sentimento daquela menininha me invade e eu lembro de cada coisinha que você talvez nem se lembrasse mais, se estivesse aqui. Eu dou risada, sabe? Eu solto uma gargalhada forte e lembro do quanto você me desafiava e me preparava pra ser quem eu sou hoje. Eu nem gostava de dançar, mas subia nos seus pés para qualquer valsa. Por você, eu virava noites observando a lua, escalava pedras e comia legumes – o que era o mais difícil. Por você, eu deixava de ser indefesa, eu virava seu orgulho.

E eu sabia que eu era sua princesa, e que no seu mundo, você me preparava para ser só minha. Mas acabei sendo sua, inteira. Sendo o seu retrato falante. E eu não sei se você daí consegue me ver, mas se conseguir, saberá que eu talvez ainda use uma coroa imaginária. Talvez saiba que eu ainda tenho aqueles sonhos inocentes e que ainda espero pelo príncipe encantado. Talvez você até ache que eu estou me virando muito bem sozinha, e que seu trabalho foi bem feito.

E foi.

Mas eu sinto que mesmo que eu me torne uma rainha, meu rei sempre será você, aí das estrelas.

Você foi meu primeiro amor porém eterno.

Você deixava eu me deitar nas suas pernas enquanto rabiscava um livro qualquer de figuras. Eu nem sabia falar, mas sei que no meu olhar, eu já dizia “eu te amo”.

Eu te amo.

Mesmo que doa, incomode, me maltrate e me castigue, essa saudade nunca será maior do que o meu amor. Minha admiração pelo puta homem que você foi e pelas coisas incríveis que você fez. Mesmo que eu ainda vá lamentar as coisas que faltaram na sua lista, mesmo que nada vá ser igual e que a falta me corte como um caco de vidro, de alguma forma eu carrego seu coração. Sei que você vive dentro de mim e que de alguma maneira bem maluca, viramos um só.

Hoje é seu aniversário e eu queria que sua imagem se manifestasse e colorisse minha visão. Mas talvez, só talvez… nem precise.
Mesmo que eu vá me sentir como aquela garotinha que roubava seu violão sem nem saber tocar e inventava músicas sem nem saber cantar, eu sei que você vai sentir, seja lá como for.
Talvez eu me sente na sua varanda, como você faria, estique as pernas em cima de outra cadeira e observe a vista. Talvez eu até mesmo tome aquele caldinho de feijão que você tanto gostava, ou vá naquele restaurante que íamos todos os dias depois da piscina. Talvez eu coma uma empada de chocolate e ria muito enquanto me lembro de você
Talvez eu olhe pro céu e note que tem algo brilhando mais do que o resto e simplesmente saiba que pra sempre, seu dia é apenas seu.

E agora, também é meu.

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  


Infelizmente, o Coachella 2017 terminou no último dia 23/04 deixando todos nós de coração partido. O festival de música apresentou um line up maravilhoso, e contou com a presença de celebs, atrizes, cantoras e blogueiras. Foram seis dias, divididos em dois fins de semana, que nos deram pauta para este post. Mas não, eu não vou falar sobre os artistas que tocaram por lá. O tema do post tá focado nos looks BAPHONICOS que toda fashionista AMA ver.
Além da RAINHA style do Coachella, Vanessa Hudgens, eu também separei vários looks de influenciadoras digitais que deram uma passada por lá. Deu para notar que o povo se arriscou nas botinhas, nos vestidos compridos, nos kimonos e jaquetas oversized. Teve muita franja, couro, croppeds e choquem: teve até pochete. Os vestidos “podrinhos” não ficaram de fora, muito menos a tendência que todo estão vidrados: TRANSPARÊNCIA.
Teve choker? Teve muito! Aliás, no coachella valley é permitido abusar dos acessórios. Anéis, colares, cintos, coroas de flores, spikes, piercings e glitter, MUITO glitter.
Os óculos são itens must have que eu amei! Tudo super colorido, grandão, e cheio de estilo, claro.
“Ah, Deb, mas e no cabelo?” A galera se jogou nas tranças, no rabo de cavalo, nas extensões coloridas, nas perucas e no bom e velho half bun super mole de fazer.
São conjuntos fáceis de copiar pros festivais que rolarem aqui no Brasil, então.. por quê não dar uma olhada, hein? VEM COMIGO!



E PARA FECHAR, BOW DOWN FOR THE QUEEN:

 

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  

Escute enquanto lê:

Relaxa, eu não vou revelar a sua farsa. 

Seu segredo está seguro comigo, você pode confiar. Eu não vou escrever um texto sobre você em um site com tantos seguidores. Não, jamais! Eu não vou falar sobre o modo como você me tratou ou sobre seus truques mal elaborados. Eu não vou contar que caí na sua, mas não caio mais. Não vou contar pra todas aquelas meninas o quão fútil, superficial e egoísta você é. Relaxa, você ainda pode pagar de bonzinho/misterioso, eu deixo. Eu deixo você sair por aí, com esse andar imponente e essa fala hipnotizante. Eu não vou dizer à elas quem você realmente é quando deixa a máscara cair.

Ou será que vou?

Será que eu seria mesmo capaz de escrever sobre você? Sobre os encontros? Sobre a forma como você virou lobo mau e eu precisei correr para longe antes que você assoprasse minha casa e eu me perdesse pelos ares? Será? Não, imagina! Eu nunca acabaria com a sua fama sabendo o quanto você preza por ela. Não acabaria com a sua imagem tão bem desenhadinha, polida e retratada. Eu não seria capaz. Você lutou pra manter esse humor ácido, esse lado sexy e encantador. Você lutou para atrair todas aquelas mulheres para o seu covil, não foi?

Será que eu posso exterminar você?

Ah, posso sim. Mas não, RELAXA, eu não faria isso. Eu não vou dizer que primeiro, você é super engraçado e envolvente. Não vou dizer que você esconde seu lado obscuro dando aquela risada gostosa só pra que a gente não note. Não vou contar que você, na verdade, não é misterioso. É apenas um cara procurando por diversão e fingindo ser alguém melhor do que realmente é. Não vou dizer que vocês cria piadas internas, que faz parecer que o mundo pode girar com a gente de uma outra forma e que fez parecer para mim que eu era a única, quando não era.

Eu não vou contar que você me fez sentir especial, que disse que gostava de mim e que na primeira oportunidade que teve, meteu o pé. Não vou contar que você aprendeu mesmo como se faz um marketing pessoal e que o seu, é bom.

Mas é propaganda enganosa.

Não vou dizer que você me levou em um encontro maravilhoso – ou em vários – mas que na hora em que eu fui parar nas suas mãos, você me esmagou e jogou no lixo. Não vou dizer que você fez tudo isso de uma forma “delicada” apenas pra manter a boa impressão. Não vou dizer que você fingiu honestidade em palavras doentias recheadas apenas de hostilidade.

Relaxa, eu não vou revelar a sua farsa. Ninguém vai saber.

Não vou contar que seu motivo para ir embora foi tão podre quanto você se mostrou ser.  Não vou contar que você é preconceituoso, mentiroso e BEM aproveitador. Não vou dizer que seu ego é tão grande que não tem espaço para amor aí dentro. Não vou dizer o que você me disse.

Pera aí.. o que foi mesmo? “Temos sintonias diferentes, mas você é menina SENSACIONAL” e depois “É que na verdade, eu só fico com mulheres beeeem magrinhas, sabe?”

Ah, é.. foi isso. Mas relaxa, ninguém vai saber. Você pode continuar usando seu joguinho emocional, fazendo com que a gente se apaixone apenas para aumentar o vazio que você tem em ti. Não vou destruir seus planos de conquistar e deixar pra lá.

Relaxa, ninguém vai saber que você não é isso tudo e que na verdade, você sair da minha vida foi um livramento. Eu não vou contar que você é manipulador e só liga pro próprio umbigo. Ou pros bíceps.

Seus 600 matchs no tinder não precisam saber que você, na verdade, é um espaço em branco igual a sua bio.

Eu não vou revelar a sua farsa (eu só vou fazer este post)

 

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  


Escute enquanto lê:


Você já teve aquela impressão de que você era difícil demais de amar? Pois é. Eu sinto isso todos as vezes em que tento me relacionar com algum indivíduo. Tem aquela coisa típica de primeiro encontro, vocês sabem. Ele te leva pra sair, você se arruma como se fosse encontrar seu príncipe encantado e no fim, não é nada demais – o que eu até prefiro, para ser sincera. Vocês vão pra um barzinho qualquer, tomam um cerveja barata só para jogar uma conversa fora, falam sobre seus gostos, seus antigos relacionamentos, seus sonhos e sua família. Vocês riem, riem muito. Riem porque ele é engraçado e você é mais ainda. Você pedem algo pra comer e a a noite passa sem você notar.

Vocês dividem o uber para casa, as vezes ele te convida para dele, as vezes você volta para sua. Se você voltar pra sua casa depois de um encontro daqueles, você liga pras suas amigas, manda mensagem, faz até facetime “AMIGA, VOCÊ NÃO SABE, ENCONTREI MINHA ALMA GÊMEA” “AMIGA, ELE É PERFEITO! DESSA VEZ É SÉRIO”.

Mas não é. Vocês saem mais algumas vezes, e não dá em nada. Acho que ele só queria te levar para cama. Vocês discutem, param de se falar, se excluem das redes sociais e você chora no ombro de alguém.

Ninguém diz “eu te avisei” para um coração partido procurando por um amor. Eles só te abraçam e prometem que você é boa demais, inteligente demais, legal demais e que ELE não te merecia. É o que os amigos fazem e você os ama por cada palavrinha que acolhe seu corpinho frágil.

Mas adivinha? Você volta pro tinder. É, sabe o tinder, aquele aplicativo de namoros que mais se parece um cardápio humano? Esse! Você volta para lá, porque a vida da boate te cansou, porque os beijos vazios te magoam quando você chega em casa. Porque você não liga pra aquele cara bêbado que tentou agarrar você sem nem saber quem você é. Você vai procurar um amor.

Eu nem preciso dizer que você acha, né? A conversa de vocês bate de cara. Vocês começam a virar amigos íntimos, contam piadas um pro outro, riem da vida. Resolvem sair. Seu coração parece que vai pular pela boca – ou de um precipício. Você não liga, nem um pouco. Pede ajuda para se arrumar. Coloca um vestido arrumadinho e vai pro balada mix encontrar o fulano. A conversa é profunda, você olha nos olhos dele e AGORA você tem certeza. MANO, É ELE! É ele o cara da sua vida, o que você quer pra você. Vocês vão no cinema, assistem “Cidades de papel”, ele te conta o quanto esse filme lembra ele dos tempos em que ele morava em Miguel Pereira, você presta atenção, é claro. Você fala da sua vida também das suas séries preferidas, do que você já passou e do que pretende passar.

Ele te beija. Caralho, que beijo. Você sente que vai flutuar, ele também.

Vocês engatam nessa ficada séria, onde ninguém pode ficar com ninguém. Começam a se ver mais, a se curtir mais, você tenta ser reservada mas não tanto, começa a se abrir pra ele aos pouquinhos. Mas quer saber? Ele começa a dizer que VOCÊ não demonstra seus sentimentos, que você não é carinhosa, que você é o problema. Você acredita nele. Você chora. Seus amigos te dizem que não, que você não é essa garota que ele insiste em dizer que você é. Não é culpa sua, caralh*!

Vocês terminam, você não esquece as palavras dele. Afinal, será que eu sou mesmo uma incógnita? Será que eu não deixo eles me conhecerem? O que tem de errado comigo?
O sexo foi ruim? Foi o meu corpo? Será que eu não sou bonita o suficiente? Por que ele me tratou que nem lixo depois de dizer que gostava taaaaanto de mim?

Passa um BOM tempo. Você esquece dele. Você muda, amadurece, passa por um monte de coisas novas. Você conhece outro cara. Ele é legal, engraçado, despojado, viajado, mas não quer nada sério. Vocês ficam, mas não dá em nada. Você quer namorar. Então, você perde as esperanças. Deixa a vida te levar, para de procurar coisa em buraco vazio.

Você acha. Um match despretensioso te leva até ele. Ele é diferente. Ele é sarcástico, o humor dele te faz sorrir no meio de madrugada, vocês trocam mensagens o dia inteiro por um loooongo tempo. Você conta da sua vida, afinal.. você precisa demonstrar mais, não foi o que o Outro falou? Você faz isso. Você age como si mesma. Você come besteira na frente dele, se suja, ri das suas loucuras, conta os seus problemas, conta as suas dificuldades. Abre sua casa, sua família, seu coração.

Vocês começam a se encontrar mais vezes – é, de novo. Você promete que NÃO VAI SE APAIXONAR. Mas aí um dia, você está deitada no sofá dele, apoiado no peito dele, olhando para os olhos DELE e você sente aquele embrulho no estômago que diz “É, minha filha.. você tá nessa outra vez”

Dessa vez você não precisa dizer para ninguém que é diferente, afinal.. você nem quer assumir que é diferente. Você finge pra si mesma que não é. Você foge dos outros caras, procura ele em todos os rostos que você vê. E nada.

Ele fala que você é ABERTA demais, sabe? Que você é disponível demais, sabe? Que você não é transparente, sabe? E você pensa “Porra, outra vez não.. por favor”
Aliás, você pensa “Dessa vez não, por favor..”

Dessa vez não, porque dessa vez você tá apaixonada. Você não tá procurando um namoro. Você só quer ele.

Qual é o problema comigo OUTRA VEZ? Eu sou aberta demais? O que eu faço, eu me fecho? Eu não sou transparente, no que diabos eu MENTI?

Ele não te diz.

Você se afoga na sua cama porque você tá cansada demais para discutir. Seus remédios para dormir não fazem efeito e você deseja esquecer que conheceu ele um dia. Mas não esquece.
“Se eu descobrir, vai adiantar alguma coisa?” você pergunta.

“Não sei” ele responde.

Você sabe que não. Você sabe que acabou aquilo que nem havia começado. Você sente aquele mesmo aperto no coração. É, talvez não seja para ser.

“Relaxa amiga, ele quem está sendo um babaca.. ele não te conhece” suas amigas te falam.

Mas será? Será que não sou eu?

Você resolve deixar pra lá. Sem ideia alguma do que diabos você pode fazer agora.

O problema sou eu por ser real demais? 

 

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  

Me vejo numa rua sem saída e completamente vazia, como eu. Olho para todos os lados, mas não vejo escapatória. Sento, com uma garrafa de bebida barata em uma das mãos, e choro. Segundo os especialistas, superar é aquela fase em que você se sente fraco, mas apenas se torna mais forte. Para mim, neste momento, no frio e no escuro, apenas sinto solidão. Meus amigos tentaram, não me levem a mal, tentaram me distrair. Vimos filmes, fizemos piadas, enchemos a cara. Não funcionou. No fim, voltei para casa ainda mais sem lar do que quando saí.

Descobri que meu lar havia virado alguém, não tinha mais o meu endereço, era o seu nome.

Desde então, não tentamos cobrir minhas feridas, apenas deixamos-as expostas, esperando que se curem com o tempo. Mesmo que eu sinta que o tempo não tenha passado muito por aqui. Diferente daí, que eu sei que passou rápido. Sei que seu riso anda solto, assim como você. Sei que seu aniversário tá chegando, que até festa vai ter. Enquanto eu, me afogo na minha cama, tentando fingir que não sinto falta do corpo que me aquecia. Logo eu, que sempre achei que esse colchão era pequeno demais para duas pessoas, agora me vejo rolando de um lado pro outro à procura de alguém.

Tem gente que olha para mim e pensa que é drama, sabe aquele tipo de gente que cisma em achar que todo coração partido se cola em duas semanas? Então. Tem gente que até mesmo olha para mim e diz que estou bem melhor sem você. Não vou negar que talvez, eu esteja mesmo bem melhor sem você. Levando em consideração que tudo o que eu sabia sobre você não era verdade. Mas a parte do drama? Não. Eu estou mesmo sentindo um buraco sendo escavado no peito. Penso nos momentos em que tivemos, e vejo que mergulhei de cara em um mar que na verdade, era apenas concreto pintado de azul.

Eu não só quebrei a cara quando caí, meu coração foi junto pro pronto-socorro, mas não havia muito o que eles pudessem fazer. O remédio é “SUPERAR” e não tem genérico na farmácia. Ou seja, voltei com a mesma dor que fui. De lá até aqui, me peguei pensando se você sabia o quanto ia me quebrar ao meio quando foi embora, se sabia que jogar a toalha seria o mesmo que me jogar de um precipício. E bem, chego a conclusão de que você não se importava. Se ia doer ou não, não fazia diferença para você, já que a dor seria minha, não sua.

  Acho que a empatia não é muito o seu forte.

Mas infelizmente, o encanto era. Me fez me apaixonar tão rápido, que eu nem sei como. Nunca me vi me arrumando tanto para uma pessoa só, me entregando tanto, me doando tanto e lutando contra o mundo inteiro. Mas lutei, não por mim, por você. Acabei pela metade. Que ironia, não é mesmo? Não pensei que seria assim quando te beijei pela primeira vez. Não achei que você seria responsável também pela primeira “bad”, como dizem as línguas por aí.

Ninguém imaginava, eu suponho. Afinal, eu sempre preferi morrer de rir ao morrer de chorar. Sempre fui eu quem puxava os outros do poço, talvez seja por isso que estão tendo tanta dificuldade em me puxar. Eu era, e ainda sou, a pessoa que fazia graça da sua própria desgraça. Mas nunca foi tão difícil fazer graça de mim. Porque toda vez que tocam no seu nome, eu sinto aquele soco na boca do estômago.

Você era tudo para mim ainda ontem e hoje não faço ideia de quem você é. Foi embora sem me dar escolha, e talvez, eu deva agradecer por não ter dado. Eu ia escolher que você ficasse. Mas olhando pra trás, aqui, nessa rua escura em que eu me encontro, vejo que a saudade não é suficiente para me fazer querer trazer de volta algo que me foi tão bom, porém me destruiu por completo.
Olhando para trás, nessa rua escura, sinto medo do futuro, mas sei que você não estando nele, eu tenho grandes chances de recuperação. Vejo que você foi uma estação do metrô da qual eu tive que saltar, e ainda bem. Imagino o quão pior teria sido se tivesse durado mais tempo, o quão pior teria sido a queda, os ferimentos, as consolações. Aqui, olhando para trás nessa rua escura, sinto frio, mas vejo que nada é tão gelado quanto você, e sorrio entre as lágrimas.

Me levanto, jogo a garrafa longe, e xingo. BEM ALTO! Sei lá né, dizem que faz bem gritar. Mas cá entre nós, não melhorou muita coisa. Porém, estou de pé. Dou meia volta, sentindo o peso do seu amor saindo das minhas costas. Com as mãos no bolso, penso que vou demorar mais um tempo para esquecer você, mas noto que mesmo que você tenha deixado saudades quando foi embora, deixou alívio por não ter ficado.

  E esse, meu ex-amor, é um adeus. 

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Quero começar esta carta dizendo que eu nunca de fato pensei em te escrever até pouco tempo atrás. Pensei que você não fazia mais parte dos meus sentimentos ou da minha vida. Pensei que você era passado, apenas porque já passou. Mas estava enganada, você está engasgada em mim, você ficou. Você foi o sangue que eu não consegui deixar que escorresse, eu não consegui me lavar, não deixei a que água limpasse meus machucados. Você coagulou e me impediu de te extravasar pra fora de mim.

Por tal razão, estou te escrevendo pela primeira vez. Estou aqui, na frente do computador deixando que o sangue finalmente escorra, e que o corte que você deixou depois me apunhalar pelas costas, vire apenas uma cicatriz. Estou me permitindo sentir a dor que você causou, e quer saber? Foi uma dor insuportável. Você foi o meu primeiro coração partido.

Por muito tempo eu não quis saber de você, só de ouvir o seu nome, eu já sentia que meu corpo era habitado por uma raiva sem tamanho. Eu evitava lembrar que você havia existido e arruinado um amor que eu jurava, que era para sempre. Quando eu decidi perdoar ele, eu tinha plena noção de que teria que esquecer aquele acontecimento, ou pelo menos, fingir que havia esquecido. Empurrei com a barriga um relacionamento durante mais quatro anos e você sabe, porque assistia de camarote. No fundo, eu não o amava mais e jamais o enxergaria da forma que eu fazia antes de você.

Meu relacionamento foi destruído pelos seus olhos claros e pela sua boca, que encontrou o caminho dos lábios dele.

Eu só queria ter sido madura o suficiente para encarar vocês dois nos olhos e deixá-los. Mas não fui. Hoje, eu vejo que dizia perdoar você da boca para fora, porque o que estava aqui dentro, borbulhava cada vez mais. O sentimento de não ter sido suficiente me cortava todas as vezes em que eu tentava fazer algo novo. Você não só afetou o meu namoro, você afetou a minha vida. E eu nunca vou esquecer daquela noite em que eu descobri que vocês haviam me ferido de uma maneira que eu nunca havia sido ferida.

Você não sabe, mas eu chorei a madrugada inteira me perguntando o motivo de vocês dois terem deixado aquilo acontecer enquanto eu não estava por perto.

Sim, depois de anos eu resolvi atribuir a culpa à vocês dois. Antes, eu tentava fechar os olhos e colocar o peso inteiro em você, que supostamente era para ser minha amiga. Eu te xingava de todos os nomes na hora das brigas, mas lá dentro do meu coração, eu sabia que você não era a única culpada. Ele era meu namorado, o amor da minha vida, a pessoa que eu confiava o meu mundo inteiro. Quando ele mesmo deixou que meu mundo se espatifasse no chão, óbvio que eu culpei você. Afinal, as mãos dele estavam ocupadas puxando-a pelos cabelos em um beijo quente.

Mas não, era Ele quem me devia algo. Você foi apenas obra do acaso, não foi? Poderia ter sido qualquer uma. Claro que eu ainda penso que era seu papel falar que “não”, era seu papel pensar em mim também. Mas no fim das contas, você pagou um preço caro e ainda paga. Sei que sua consciência não anda limpa, e que você coloca a cabeça no travesseiro e sente culpa. Se não, você não veria todas as coisas que eu posto, também teria me esquecido, não é mesmo?

Mas I, eu descobri que meu perdão é pouco pra você, sabe por que? o perdão que você precisa tem que vir de si mesma. 

Por mais essa razão, que eu resolvi lhe escrever. Resolvi assumir a dor que vocês dois me causaram, e seguir em frente, pela primeira vez. Resolvi entender que você não somente merecia meu perdão, mas também um recado lhe dizendo “Se perdoe também”. Entendi que o rancor era o real motivo de não conseguir queimar essa história dentro de mim, e como você deve imaginar pelo pouco que me conheceu, eu nunca gostei de guardar sentimentos ruins.

O rancor está indo embora junto das palavras que são digitadas.

A sua parcela de culpa no meu coração quebrado ainda é totalmente sua, mas a dele, ele vai carregar também. Enquanto isso, eu vou finalmente deixá-los. Não para serem um do outro, porque eu sei que isso vocês nunca foram. Mas para serem pessoas com uma ficha limpa no meu organismo.

Eu achei que ia me casar com ele mas realizei sonhos maiores.

A noite fatídica em que vocês me quebraram ao meio não me incomoda mais. Seu nome não me incomoda mais. Eu sou maior e eu me reergui.

Portanto, seja feliz, porque eu sou MUITO. Leve na sua bagagem o que aconteceu e aprenda. No fim, você também saiu magoada por vontade própria.

Eu te perdoo por ter me feito sangrar e te agradeço por ter me tornado mais forte. Eu te perdoo por ter me feito sentir insuficiente por anos, e te agradeço por ter me tornado MINHA e de mais ninguém. Eu te perdoo pelas lágrimas que você arrancou de mim, pelos band-aids que eu tive que colar no meu coração e por todas as vezes em que vi meu relacionamento descer ladeira à baixo e te agradeço por ter me tornado capaz de enxergar a realidade.

Você poderia ter sido uma participante com mais luz na minha história, e eu teria adorado você. Mas, apesar de tudo, mesmo que na base da “porrada” você acabou por ser alguém que veio na minha vida pra me ensinar que nem tudo é como nos contos de fadas.

Ah, e o mais importante, você está me ensinando agora mesmo à perdoar de verdade.

Sendo assim, me despeço de você (e dele) e de todo o resto. Agora eu posso me envolver em outro relacionamento sem medo do que virá, posso ser feliz sem essa pontinha de mágoa que eu guardava. Agora, sou livre.

E você? Ah, seja o que quiser.

Att,
Ex namorada do cara que você também amou.

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Escute enquanto lê:


Outro dia, me peguei lendo um comentário de uma menina na internet, onde ela falava sobre o “timing”.  Sabe aquela coisa de encontrar a pessoa certa na hora errada e sentir em todos os seus poros que vocês ainda vão se reencontrar um dia? Então, esse timing mesmo. Quando li, na hora senti aquele soco na boca do estômago, quando você sente que não é mais capaz de respirar e que suas costelas vão acabar perfurando seu pulmão. Na hora, lembrei de você, e a dor veio com tudo. Eu não consegui me mover por um certo tempo, fiquei apenas ali, parada com o celular na mão, olhando para tela e absorvendo aquelas palavras que rodavam como um filme na minha mente.

Será que nosso problema foi timing?

Vi e revi todas as nossas fotos, todas as nossas brigas e todos os nossos beijos. Suspirei, porque no fundo, eu sabia que ninguém no mundo iria te amar como eu amo. Ninguém no mundo poderia olhar para você de forma mais pura do que eu, e entender que você às vezes só não sabe muito bem o que anda fazendo. Ninguém, e quando eu digo ninguém, eu digo com certeza, iria jamais enxergar todos os seus defeitos do jeito que eu enxergo e ainda sim, admirar você do jeito que eu admiro. Nenhum ser do planeta seria capaz de ver em você todas as coisas belas que eu vejo.

Levando isso em consideração, desabei. Ali, naquele momento mesmo, morrendo de vontade de apertar o botão verde do WhatsApp e procurar saber de você. Desabei porque senti aquela saudade enorme que eu sinto toda vez que o metrô passa pela sua estação e eu não salto ou todas as vezes em que vou ver um filme ou uma série que assistíamos juntos. Desabei como todas as vezes em que é domingo e eu não acordo nos seus braços ou que eu rezo para não ter que passar pela sua rua enquanto vou para a faculdade. Desabei como no dia em que desabamos, em que você resolveu me desmontar e acabar com tudo sem nem ao menos me deixar preparada.

Eu sei o que você vai pensar, eu nunca iria conseguir me preparar para ouvir sua voz pela última vez. E aí, bem, você está certo. No nosso último telefonema, eu segurei o choro o máximo que pude até você desligar, só para lembrar do jeitinho que você pronunciava as coisas para sempre dentro de mim. Você nem sabe, mas volta e meia eu dou um jeito de ouvir seu audio no meu celular e escutar o “eu amo você” no final só para ter certeza de que nós dois existimos.

Sim, pois é, porque existem momentos em que me sinto louca, pirada, doente. Penso que talvez, só talvez, você tenha existido somente na minha imaginação. Mas não, a realidade que me assombra me lembra que você existiu também por baixo de mim na cama, enquanto eu olhava nos seus olhos com o cabelo jogado de lado e o suor escorrendo pela minha pele, e me lembro que eu sabia que ninguém encaixaria comigo do jeito que você encaixava, ali, naquele quarto.

Não pode ser o “timing”, pode? Quer dizer, todas as vezes em que nos enrolamos um no outro e prolongamos nossa história, eu não somente acabei com o coração partido, eu acabei também como uma pessoa muito melhor. Muito mais confiante, mais forte e mais independente. Você me trouxe coisas ruins e coisas boas em medidas que eu não sei se estão ou não certas. Não consigo te colocar numa balança, lembrar das noites em que chorei abraçada no travesseiro e ainda sim, não escolher que você estivesse aqui. Sinto falta das nossas idas ao restaurante, daquela macarronada que eu preparei na nossa viagem, sinto falta até de te assistir jogar, com os braços cruzados e o beicinho.

Sinto falta de compartilhar minha vida inteira com você e não consigo não querer acreditar nessa ideia idiota – ou não tanto – de timing. Isso me dá esperança, porque eu sei que se um dia, nossas vidas se alinharem e as estrelas do céu permitirem que eu te veja novamente, eu vou te querer ainda com toda a intensidade que te quero agora. Porque nenhuma boca tem o mesmo gosto que a sua, e nenhum cara me tira do sério e me faz gargalhar na mesma proporção que você faz. Eu sei que se um dia, os astros concordarem que leão e gêmeos podem se amar, eu vou correndo pros seus braços.

Então, sei lá… Talvez tenha sido o cara certo na hora errada. Tenha sido um homem da minha vida, que não sabia o que tinha na mão até que perdeu. Talvez tenha sido você, com todos esses defeitos que eu amo, mas com tantas coisas que ainda precisam ser desvendadas por você. Talvez você tivesse sido o cara certo na hora certa se fosse um homem melhor. Mas não foi, e para não me machucar mais do que já machuca, me agarro as coisas boas e espero que você seja um homem melhor daqui alguns anos, quando nos esbarramos sem querer e por querer, acabarmos sem fim.

Talvez você tivesse que ser o cara certo no momento errado, você tivesse que cometer erros, talvez você não pudesse mesmo ser um homem melhor. Sabe por que? Porque eu não me tornaria uma mulher melhor. Não cresceríamos juntos. Existem coisas que eu precisei enfrentar na base de um término com o amor da minha vida, para saber lidar com a vida em geral. Para me tornar alguém da qual eu me orgulho.

Se nosso timing existiu realmente, eu espero ansiosa, porém vivendo minha vida, que um dia, você seja o homem melhor para minha minha mulher melhor e que estejamos no momento certo. Que tudo de errado, tenha sido o nosso passado e que todas as falhas, tenham sido aprendizado. Porque aí, vamos sentir novamente aquele choque elétrico e vamos nos beijar como se não houvesse amanhã, até o resto do universo não importar mais.

Até lá,
Eu vou amar você enquanto me amo um pouquinho mais.

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  

Ontem eu me vi voltando em um uber para minha casa quase 2hs da madrugada, com os olhos cheios de lágrimas. Eu não estava voltando de um término, apesar de estar voltando da casa do meu “quase-ex” com quem eu tive uns bons meses de algo que eu não sei bem definir até hoje. Eu estava voltando de uma ótima noite recheada de conversas reflexivas e que me levaram a voltar pra casa pensando três vezes mais. As músicas que tocavam no carro também não me ajudaram, eu só sentia o nó se formar na garganta e a vontade enorme de mandar uma mensagem daquelas pra ele perguntando “O que isso significou para você?”

Eu sei, leitor, você deve estar se perguntando sobre O QUE estou me referindo. Acontece que, depois de algumas horas de conversa, eu só conseguia olhar pra ele pela iluminação fraca que vinha da sala, sentir o vento geladinho que entrava pela varanda, e pensar no quanto eu gostaria de beijá-lo. Mas não, eu não beijei. Eu não beijei porque de fato, não era só saudade dos lábios, era saudades dele. Saudades de estar na presença dele, de ouvir os devaneios dele, os sonhos, os medos. Era uma falta que eu não sabia que eu sentia até estar ali na frente dele e não poder fazer nada além de permanecer sentada.

Só que nada na minha vida funciona exatamente como um roteiro de novela, como vocês podem imaginar. E para minha surpresa, ele que estava totalmente demonstrando desinteresse, levantou-se da cadeira e me beijou. Assim, DO NADA! Meu coração acelerou tanto, que eu podia sentir que ele ia sair correndo pelo bairro a qualquer momento. Não foi um beijo calmo, foi um beijo movimentado por vontade de ambas as partes. Eu podia sentir que minha mente já estava longe, e eu estava entregue de corpo e alma ali.

Fomos pro quarto, pois é. Não se espantem. Tiramos as roupas e as coisas aconteceram naturalmente, como um ritual ensaiado que nunca havia se concretizado de fato. Foi ótimo, não vou mentir. Aliás, foi mais do que isso, foi maravilhoso. E enquanto ele se levantava da cama e começava a procurar por suas roupas, eu senti o aperto no coração. Senti  que havia sido BOM até demais. Muito bom para alguém que está acostumada a esperar que não seja assim. Então, eu me levantei sem dizer uma palavra sequer e coloquei minhas roupas, cobrindo-me o mais rápido que pude.

Apenas me virei para ele novamente quando tinha certeza absoluta que não iria dizer nada estúpido. Ele estava deitado na cama, olhando pro teto e suspirando como se NADA tivesse acontecido. Quer dizer, eu até perguntei o que ele tinha, mas confiem em mim, não tinha nada comigo. Ele apenas levantou-se, me guiou até a varanda novamente, jogamos mais um pouco de conversa fora de forma casual como havia sido no sexo, e eu vim embora. Não teve beijo de despedida como vocês devem estar esperando, não teve nem um abraço mais apertado do que o normal. Foi um cumprimento e só. Ele fechou a porta e eu me vi sozinha, em um corredor escuro, tentando decifrar o que havia acabado de acontecer por ali.

Tá! Eu sei, a maioria de vocês vai me dizer “foi só sexo, ué” mas é aqui vem a questão, e quando é apenas sexo para uma das partes, mas pra outra é um gesto cheio de significado, emoção e saudades? E aí, como a gente resolve? É o que eu estou tentando descobrir até agora. Ele não mandou mensagem me perguntando se eu cheguei em segurança em casa, ele provavelmente só capotou de sono e acordou hoje para ir viver a vida dele como todos os outros dias. Eu, não. Eu apenas estou aqui, vendo que ele está online no facebook, e que provavelmente não vai responder minha mensagem no WhatsApp e pensando se a noite passada deveria ter sido uma noite qualquer para mim.

Será que ele vai ligar no dia seguinte? Pois é, as vezes, a resposta é “não”, por mais que você queira que não seja. Em alguns momentos, você vai sentir essa dorzinha incômoda que eu tô sentindo agora, e apenas vai precisar entender que foi uma experiência pra você guardar e seguir com a vida. Às vezes, FOI APENAS SEXO. Mesmo que você tenha sentido por todo o seu corpo que não foi. Mesmo que você tenha, assim como eu, cometido a gafe de mandar um mensagem dando boa noite e não ser respondida. Às vezes, o amor está contigo, mas não com o próximo.

E sinceramente? ficar do lado do telefone se torturando porque ele não mandou mensagem não vai resolver. Levanta desse sofá, joga o celular longe e assim como ele, vai viver teu dia. A noite acabou. E se ele não ligar no dia seguinte, não tem problema. Não quer dizer que foi ruim, que você precisa se arrepender ou que não deve se entregar outra vez. Não mesmo! Se ele não ligar, e você resolver não ligar também, quer dizer apenas que vocês curtiram estar juntos e não estão mais. Só isso.

Mas e para mim? Ah, eu ainda vou precisar ler esse texto umas trinta vezes, mas até lá, LARGUEM O CELULAR!

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  


Você não me conhece, mas eu te conheço.

Sei que seu sorriso costumava ser largo, verdadeiro e contagiante. Sei que você gostava de se divertir pra valer e que seus objetivos pareciam muito mais possíveis. Eu sei que quando você era menorzinha, seus sonhos eram coloridos e você se sentia corajosa o suficiente pra derrotar os monstros que ficavam embaixo da sua cama.

Vai por mim, eu te acompanho há algum tempo. 

Você não me vê e não me sente, mas eu te observo acordar assustada de madrugada com medo do escuro. Seus sonhos se tornaram pesadelos e agora você se encolhe na pontinha da cama, ao invés de se esparramar por ela. Eu vejo que você liga a televisão bem baixinho e só pega no sono novamente com muita dificuldade. Vejo que dói, que o cansaço briga com a insônia e você tem vontade de fugir.

Mas não foge, porque está presa em si mesma. 

Eu noto quando você deixa o celular em modo avião só para não precisar inventar mais uma desculpa pros seus amigos. Noto que seu coração acelera e sua mente trabalha tão rápido que você fica até tonta. Eu sinto seu estômago embrulhar toda vez que você sabe que vai precisar ir lá fora, que vai precisar ver o mundo como ele é, vai precisar sentir o sol aquecendo sua pele.

Eu sei que na verdade, você quer se esconder nas suas cobertas.

Mas posso te contar uma segredo? Esse serzinho que parece que está crescendo em você a ponto de te engolir de dentro pra fora, sou eu. Essa dor nas costas, esse aperto no peito e essa sensação de solidão, sou eu.
Eu sou a escuridão que te embala nesse estado apático. Eu fui tomando conta de você aos pouquinhos, fazendo de você minha casa. Roubei as gargalhadas, a força de vontade e o brilho dos seus olhos.

Esperei seu organismo me combater e me mostrar quem é que manda. Mas ele não combateu.

E eu não tenho como ir embora sozinho, você precisa me expulsar. Você precisa me dizer que não sou eu quem controlo sua vida.
Você é forte. Não deixe que a minha fraqueza se torne a sua. Eu te observei, eu te conheço como ninguém no mundo te conhece e por isso eu sei que você pode se reerguer e transformar minha melancolia em alegria.
Você sempre teve esse dom, não lembra? Você transforma coisas invisíveis em coisas bonitas. Você desabrocha rosas e faz a lua sorrir todo dia.

Você é capaz de transformar minha escuridão em luz. 

E eu te peço, transforme. Mar calmo nunca fez bom marinheiro, você sabe. Você consegue quebrar as ondas, domar a tempestade e me transformar num arco-íris daqueles.
Vai por mim, eu sou parte de você.
Eu sempre serei parte de você e é claro que não é fácil me transformar em algo vibrante e positivo. Eu sou difícil.

Mas não sou impossível. 

Você pode me libertar e se libertar, só não perder a fé. Só não perder a certeza de que é uma batalha que você pode vencer. Nós dois ganharemos, você vê?
Eu serei leve e ainda serei uma parte de você.
Você não está sozinha, estamos juntos nessa, você só precisa acreditar que na verdade, eu posso ser seu amigo.
Abra suas asas devagarinho, enfrente essa dorzinha que você sente, esmague o medo e vá lá fora. Veja o céu, veja as estrelas. Observe o mundo de verdade, sinta o cheiro da terra molhada, o vento nos seus cabelos.

Me transforme em beleza. Veja Luz. Seja luz. 

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  

voce-nao-me-representa-1Não me venha com essas palavras ensaiadas dignas de um bom filme de comédia romântica, esse jeito confiante misturado com esse olhar de quem diz que sentiu minha falta – mesmo sem ter sentido de verdade – e esse sorriso lindo que eu demorei tanto pra bloquear do meu whatsapp. Não me venha com esse papo mole de quem quer me ver, mas não dava um passo pra chegar até mim. 

  Você não me representa, não mais. 

 Quando eu decidi que era hora de fechar as portas da minha vida pra você, eu sabia que era o melhor que eu podia fazer por mim. Porque você me desmontava inteira e depois, não me ajudava a recolher as peças. Deixava uma bagunça enorme que eu tinha que arrumar sozinha. Me deixava aqui, sem nem me dar satisfação alguma, sem nem me dizer se era ou não pra esperar você voltar. 

  Mas eu esperava. 

  Eu tentava não checar se você estava online. Tentava não imaginar com quem você poderia estar. Eu sempre me fiz de durona, fingia para você e até pras minhas melhores amigas que eu não me importava de verdade. Eu saía pra me divertir, dançava, gargalhava, conversava e até mesmo me permitia conhecer outras bocas. Mas eu voltava para casa e não te encontrava, o vazio que as borboletas deixavam no meu estômago me atingia e eu sabia que não adiantava dizer que não era especial, porque era. 

  Eu era inteiramente sua, rapaz. Mas você era da vida. 

  Eu queria um futuro, dormir de conchinha na sua cama quentinha, ir no cinema de mãos dadas e dividir a conta. Eu queria poder te ligar de madrugada só para confessar o quanto eu cheguei à amar você. Queria poder te apresentar pra minha família, deixar você envergonhado na frente do meu irmão, ver meu pai apertando sua mão e minha mãe me dizendo que você era genro que ela sempre quis. Assim, sem mais e nem menos. Não queria ter que me esconder de você e por você. 

  Mas você nunca quis. Seus interesses eram outros. Você queria viver sim, mas não comigo. Queria curtir com os seus amigos e com metade da cidade e me ter quando fosse um domingo calmo e minha risada fizesse falta. 

  Isso não me representa, não mais. 

   Depois de um tempo perdida nesse jogo no qual as regras sempre mudavam sem eu saber.    Eu vi que eu merecia mais, muito mais do que você. Eu merecia a felicidade que você nunca me deixou ter. Eu notei que eu preferia ficar sozinha, do que esperar as migalhas que você me oferecia. Eu resolvi me representar. 

   Eu gostava de você sim o suficiente pra te esperar voltar das farras. Mas você não merecia minha espera. Você era um garoto brincalhão demais, e eu já tava mais do que pronta para ser a mulher que eu sempre quis ser. Não dava pra perder meu tempo te ensinando a crescer.
   Te falei que por mais que seus beijos me entorpecessem e eu amasse sua companhia, a falta não compensava. A ausência só me fazia querer ir embora de vez. Você sumia tanto, que eu notei que mais fácil do que sofrer com a sua volta, seria não te permitir voltar. Fiz isso. 

  Eu te deixei, mas me achei. 

O amor próprio resolveu me consumir e o amor que eu sentia por você parou de me corroer. Fui construir meu futuro por mim, sem ajuda de ninguém. Passei por um monte de coisas novas e aprendi a me reerguer sem precisar correr pro meu contato de emergência. Apaguei seu número, até. 

  Então, não venha agora querer me fazer voltar pro seu ciclo doentio, onde você me dá o seu amor e depois pega de volta. Não ache que eu vou abandonar o meu conforto pra voltar pra sua cama. Não vou. Eu não vou me preocupar se você vai mandar mensagem ou não quando eu estiver me divertindo. Eu vou poder voltar pra casa, não te achar e agradecer por você não aparecer por lá. Vou me largar no meu sofá e sorrir. 

  Você não me representa. 

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)