Eu me chamo Isabela Ribeiro Freitas, e todas as partes do meu nome tem sete letras. Legal, né? Esse número vem me acompanhando durante toda a minha vida, é meu número de sorte posso assim dizer. Tenho vinte e dois anos mas às vezes sinto como se tivesse cinquenta. E em alguns outros momentos, como se ainda fosse uma criança indefesa no auge dos seus oito anos.
Quando digo que sou uma pessoa antagônica e ambígua, quero que acreditem. Não estou dizendo isso para ouvir elogios ou qualquer outra coisa do tipo. Eu sou oposta a mim mesma, e acho que é isso que me faz crescer. Gostar de uma coisa hoje, não é garantia alguma de que eu vá gostar amanhã. Aliás, é bem a minha cara mudar de opinião repentinamente. Vai saber, sempre fui meio esquisita. Acho que isso tem um pouco a ver com o fato de que sou uma pessoa extremista. É. Aqui é 8 ou 8000. Se for pra ser que seja muito, intenso, agora, pra sempre.
Meu maior defeito e qualidade se unem em uma só palavra: sinceridade. Muitas pessoas já se aproximaram de mim por gostarem desse meu jeito de falar o que penso, e muitas pessoas também já se afastaram por não aguentarem alguém que não tem freio nas palavras. Imagina só, que saco?
Encontrei na escrita um refúgio para um pensamento que nunca para. Eu sonho demais, penso demais, me preocupo demais, e observo demais. E se eu guardasse tudo isso dentro de mim, acho que explodiria. Encontrei nas palavras a forma de extravasar tudo aquilo que antes eu não conseguia.
Sempre gostei muito de escrever e devo isso em grande parte a meu pai, que comprava aquelas caixinhas de papelão que traziam coleções de livros infantis. É que ele tinha um cliente que passava todo dia no seu consultório oferecendo a danada da caixinha. "Essa é nova, seu Paulo! Ela vai gostar''. Ele comprava. Eu lia tudo no mesmo dia. Acho que já li cada livro que tenho em casa umas sete vezes e toda vez que entro em uma livraria gasto todas minhas economias. Sempre escrevia em cantos de caderno. Dos cantos de caderno evolui pro twitter. Do twitter pro blog. E do blog para meu primeiro livro "Não se apega, não", que sairá muito em breve. É engraçado pensar que estou realizando meu maior sonho com apenas vinte e dois anos. Me faz ter vontade de sonhar mais alto sem ter medo de cair.
Minha vida é bem comum. Meus pais se chamam Paulo e Regina, e são as pessoas que mais admiro e amo no mundo. Também pudera, acho que nunca serei capaz de retribuir todo o carinho, e tudo que já fizeram por mim. Tenho uma irmã mais nova, Marcella, e ela é sete anos mais nova do que eu. Quando mais novas brigávamos muito, hoje, arrumo uma briga por ela.
Sou apaixonada em animais, e um dos meus maiores sonhos já foi ser veterinária. Sonho esse que optei não levar para frente, pois não queria sofrer mais do que já sofro todos os dias vendo animais abandonados e maltratados por aí. Tenho quatro gatinhos (Theo, Fred, Lucca, Menininha) e uma cachorrinha (Branquinha). Peguei todos da rua.
Eu sou completamente coração, só não gosto que as pessoas percebam isso. Não sei o porquê ao certo, mas acho que me sinto frágil quando alguém percebe o quanto as emoções fazem parte de mim. Fui criada com muito amor, assim fica difícil não acreditar em amor verdadeiro. Né? Minha infância foi cheia de sorrisos.
Eu fui uma criança que adorava dançar, cantar, falar, falar, falar, e ler. Meu pai me filmava o dia inteiro, enquanto eu fazia palhaçada para a câmera. Era assim que funcionava lá em casa. Depois eu gostava de colocar minhas fitas na televisão, e adormecer vendo a mim mesma. Egocêntrica? Demais. Fui uma criança bem diferente. Imaginem uma garota de seis anos que gostava de dançar rock e tocar guitarras imaginárias? Então.
Também fui bailarina durante quinze anos, dos meus três aos dezoito. Fiz ballet clássico, jazz, sapateado, dança contemporânea, e arrisquei até um street. Mas aos dezoito anos quando entrei na faculdade tive que abandonar a dança. Nunca vou me esquecer da minha primeira apresentação: me fantasiei de borboletinha, e por uns anos esse foi o meu apelido.
Sempre gostei muito de festas. Meus pais nunca deixaram de comemorar o meu aniversário, era a época mais especial do ano para mim. Adoro juntar pessoas que são especiais para mim no mesmo lugar, isso inunda meu coração de felicidade. E é isso que sinto todos anos, até hoje, quando faço minhas festas de aniversário. Não esqueço, uma das melhores festas que tive foi da Bela e a Fera. Eu e todas minhas amigas fomos vestidas de Bela, e dançamos uma dança inspirada no filme para todos os convidados no final. Lindo demais.
Nunca tive medo de mudar. Mudava de colégio, de turma, de cabelo, de amigo, de opinião. Adoro conhecer pessoas novas e de quebrar minhas próprias barreiras, você não? Por que ter apenas dois amigos quando posso ter cinco? As pessoas são encantadoras, e se todos tivessem noção disso, talvez não se odiassem com tanta facilidade.
Quanto às amizades, nossa, já me decepcionei muito. Talvez, se não tivesse me decepcionado tanto, hoje não estaria aqui dando conselhos a quem me pede. Já acreditei em quem não merecia, já dei segundas, terceiras e quartas chances, até o dia em que minhas cicatrizes me ensinaram uma lição muito valiosa. "Aprenda com os seus erros e não os repita". Tento me recordar todos os dias disso.
O amor, bem, ele é uma busca incansável na vida de todos. Eu fui uma garota que gostava de ter sempre um namorado ao lado, não por carência, talvez medo. Medo de enfrentar o mundo sozinha, e medo de admitir em voz alta que aqueles garotos não passavam de pessoas passageiras na minha vida. Tentava segurar com unhas e dentes, tentava não me afastar, tentava amar... Eu queria amar. Eu só não conseguia. Quanta tolice, mal sabia eu que amor de verdade só acontece uma vez na vida, não é assim tão fácil. Amor puro, amor de alma, amor de toque. Esse amor ainda existe por aí, e só aqueles que não se cansam facilmente conseguirão encontrá-lo. Alguns ficarão pelo caminho, arrumarão alguém que os faça bem, alguém que os faça sorrir. Esses, se contentarão com o médio. Nem preciso dizer que eu não faço parte desse grupo. Quero o muito e vou até o fim do mundo se for preciso para alcançá-lo.
Tenho ''pavor'' de quem consegue ver através de mim, ora, sempre me considerei um mistério para todos à minha volta. Mas sempre tem aquelas pessoas que parecem conseguir enxergar através dos seus olhos, ler seus pensamentos e dizer as coisas mais desconcertantes possíveis. Ah, essas pessoas...
Gosto do diferente, do raro, do impossível. Sou extremamente otimista e você nunca vai me ver sem um sorriso no rosto. Principalmente nos momentos em que estou ferida, são nesses momentos que um sorriso é capaz de mudar todo o curso da história. Já escutei de algumas pessoas que minha missão na Terra é trazer alegria para a vida. Gosto de pensar assim.
Ei, eu já te fiz feliz alguma vez? Já arranquei um sorriso num dia difícil? Vem acreditar no melhor da vida comigo.
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Estava escrevendo esse texto para atualizar a categoria "Sobre" do blog e acabei gostando muito dele. Espero que gostem de saber mais um pouco sobre mim, e que se identifiquem com a menina do texto. Eu.














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