GERAÇÃO CONTATINHO | Isabela Freitas

Pra você que não aguenta mais falar de contatinho pra lá, contatinho pra cá, e acha que nasceu no século errado. Ou na geração errada. ➜ Compre meus...


Eu não sei vocês, mas eu sou aquele tipo de gente que quando entra no instagram, não sai mais. Eu fico horas rolando a página pra cima e pra baixo em busca das novidades. Fotografias compartilham momentos e eu sou uma colecionadora de memórias. Mas, depois que eu descobri que dá pra compartilhar amor nas fotos, eu pirei de vez. Agora, eu tô viciada em perfis de blogs, afinal, tem coisa melhor do que acordar de manhã e se deparar com uma imagem pra lá de inspiradora? Não tem!
Pensando em vocês, selecionei os perfis que eu mais clico no dia-a-dia. Eles ficam comigo durante as bads, os momentos felizes, os momentos apaixonados e claro, durante o tédio. Algumas frases tem poder de mudar sua vida, então não perca. Vem comigo, vem…

@omundodalari_

@raqueldepovoas_blog

@
1quartodecafe

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@textoscrueisdemais

@palavrasecliches

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20 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  


Eu preciso confessar que seu sorriso me deu onda sim, sua presença me entorpecia e me fazia sentir completamente dependente de ti. Achei que não precisava mais de nada, só de você. Se eu pudesse, teria me enrolado, enroscado e me grudado em você. Achei que eu te amava e que esse amor seria suficiente e supriria todas as outras necessidades.

Que burrice, rapaz.

Você nunca foi capaz de suprir nada e nem deveria. Eu sempre fui uma mulher independente, resistente e que sabia cuidar muito bem do próprio nariz. Mas é aquela velha história, né? Se você não tem alguém com quem dividir sua cama de casal, então você não é bem sucedida. Eu acreditei nessa baboseira, mesmo que meu sorriso fosse muito mais largo do que o seu um dia foi. Acreditei que meus sonhos, minhas metas e todas as minhas realizações eram pequenas perto da obrigação de ter alguém pra dormir de conchinha.

Por isso, você apareceu. Seu cabelo desgranhado, sua fama de desleixado e todas aqueles pensamentos malucos de revolucionar me fizeram acreditar que talvez você fosse o cara certo. Te imaginei de terno no altar, acredita? Pois é, guri, nem eu. Eu que nunca havia nem pensado em comprar um vestido de noiva, me vi fuxicando revistas em busca de inspirações pra esse casamento que nem ia acontecer.

Você dividiu as contas comigo. Mas na verdade, eu nunca nem precisei de alguém pra isso. Você me fez acreditar que sua vida de solteiro havia parado em mim. Me fez acreditar, assim como todos os outros, que eu precisava me portar de outra forma também. Me pediu pra parar de dançar até o chão, jogou fora meus vestidos coloridos e me impediu de usar meu batom vermelho preferido. Se tornou o perfeito babaca que todos esperavam que você fosse se tornar.

Começou a pensar em alianças também, mas nem era porque queria dividir a vida comigo não, era porque queria marcar seu território. Começou a notar que o mar não combinava tanto assim contigo, que as ondas eram perigosas demais pra um cara como você e que o violão também não lhe pertencia mais. Achou que sua banda de garagem era coisa de adolescente deprimido, resolveu ouvir sua mãe, que queria que você fosse um engenheiro. Achou que me amava, não foi? Pensou que esse amor supriria todas as outras necessidades.

Que burrice, rapaz.

Nós tivemos uma paixão intensa, daquelas bem insanas com uma música eletrônica de fundo. Nós nos beijávamos como se pudéssemos explodir um mundo inteiro dentro de nós dois. Era uma atração tão forte, que eu não me imaginava em outro lugar mais seguro do que os seus braços. Nós curtimos os amigos, as festas e aquelas noites inacabáveis na sua cama de solteiro na casa dos seus pais. Nós vivemos até que paramos de viver. Você deixou de achar meu cabelo tingido tão atraente, começou a achar que meu trabalho não era tão profissional assim, começou a implicar com as amigas que não namoravam e resolveu que nosso relacionamento feliz precisava de regras.

Que burrice, rapaz.

Mas não culpo você. Eu também achei que precisávamos mudar tudo,  inclusive a minha casa. Achei que você podia ser um ótimo pai de família quando te aceitaram naquela empresa chique. Achei mesmo que minhas amigas solteiras deveriam procurar um cara com você. Você achava que seus amigos deveriam procurar uma mulher como eu. Culpa dessa sociedade louca que acha que tudo precisa de um rótulo. Dessa pressão absurda pra sermos o que não somos. Culpa nossa, em ter ouvido os outros, deixado de curtir nossa praia, sua melodia e meu cabelo rosa.

Criamos uma família despreparada que nunca deveria ter sido uma, até que acabou. Você não é mesmo um cara de negócios, seus sonhos vão além das fronteiras. Você sempre foi esse sujeito  de cabelo jogado e se você soubesse o quanto ficava gato, nunca teria cortado. Eu nunca fui uma mulher de poucos amigos. Eu gosto de conversar, de escrever, de sair por aí cantarolando de braços dados com as minhas companheiras de balada – ou melhor, de vida. Meus sonhos nunca se limitaram a ter alguém pra amar, até porque, eu amo bastante gente.

Meu fechamento nunca foi você, mozão. Você foi apenas um passageiro nesse trem louco que é meu coração. Você foi alguém pra compartilhar histórias, emoções e apenas uma cama de SOLTEIRO. Eu sempre fui meu próprio fechamento. Me perder nunca foi uma opção, até que me perdi.  Minhas metas vão muito além do que qualquer um imagina e eu sinto muito por ter deixado tanta coisa pra trás nessa caminhada torta. Eu não preciso de você, nem você de mim. Fomos apenas uma onda – baita de linda – que se quebrou.

Eu voltei a usar meu cabelo do jeito que eu gosto, meus vestidos coloridos ainda fazem parte do meu armário e eu descobri que ainda sou mulher suficiente pra escolher o que eu quero ou não viver. Ninguém aqui é obrigado a criar nada que não queira criar só porque a sociedade dita que é o certo. Meu padrão de felicidade nunca foi parecido com o dos outros mesmo. Então quer saber? Que se dane. Eu tô bem pra caramba, sabia? Adoro sair pra comer, jogar conversa fora e poder me esparramar no meu sofá com um pacote de biscoitos. E eu adoro o fato de poder pensar em você como um caso muito imperfeito que eu tive a honra de viver.

Você foi meu amor de rave. Mas a gente? A gente não se ama e nem se amava. Foi só isso. Que burrice a nossa de pensar que deveria ser mais do que era.

E ah, eu descobri que quero sim ter filhos um dia, me casar numa praia paradisíaca e acreditar na história de que existe uma alma gêmea *que não precisa ser tão parecida comigo* me esperando por aí. Eu descobri que eu quero SIM ter alguém pra dividir minha vida, mas aprendi com você, que só vou deixar isso acontecer quando eu dividir também o meu coração. Quando for espontâneo, quando for um desejo, quando eu notar que AMO aquele alguém que vai me amar como eu sou também.

E quer saber? Eu não gosto mais de você – nem você de mim – fazer o que? Resolvemos nos amar.

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20 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)  


Outro dia você me contou que não acredita naquele lance todo de “pessoa certa na hora errada”, não falei nada, mas eu acredito. Não tô dizendo que foi o nosso caso, porque bem, não foi exatamente isso. Você não era a pessoa certa para mim, eu não era a pessoa certa para você e a hora também não foi das melhores. 

    Mas e se, talvez fosse em um outro capítulo de ambas as vidas? Quem sabe, eu ainda poderia não ser a mulher certa para curar o seu coração e muito menos você seria o homem certo para curar o meu, mas vai ver o resto conspirasse para gente dar um pouquinho certo em alguma coisa.
Porque você sabe, o nosso beijo foi de me tirar o fôlego. Se em algum momento as estrelas se alinharam nos meses em que ficamos juntos, foi no dia em que você me beijou pela primeira vez.
QUE beijo. Inesquecível. Me tirou do chão. Só havia você e eu.
A gente se divertiu, sendo errado ou não. Você me deixava vermelha, desconfortável, com palpitações nervosas o tempo inteirinho, mas era só porque eu queria muito que desse certo. Eu não tinha jeito, não demonstrava o quanto eu gostava das suas pulseiras ou da sua cara séria quando dirigia, mas eu gostava. 

   No fim, mesmo batendo o pé, fazendo birra e sendo a teimosia em forma de pessoa, eu gostava do seu jeito irreverente, da sua inteligência de outros planetas, do seu modo de filosofar a vida fazendo minha cabeça girar. Gostava dos seus carinhos, do seu abraço, do seu cheiro. Eu quem não sabia falar o quanto eu te admirava, tinha medo de deixar você se aproximar demais e ver o que não devia. 

   Me afastei. 

Te empurrei para longe. Comecei a achar que você queria mudar tudo em mim, que meu jeito de amar as pessoas não servia para amar à ninguém, que você não era nada perfeito e estava bem longe disso. Que não era eu quem você procurava. E não era, nem você era o que eu procurava.
Eu tava procurando à mim, que loucura. 

   Fiquei com raiva. Te odiei um tempo. Mas passou e eu esqueci de te pedir desculpas por não ter segurado sua mão mais forte antes de ir embora, já que caramba, eu adorava segurar as suas mãos.
Queria ter aproveitado os momentos em que eu ficava sentada do seu lado no carro enquanto você reclamava que eu nunca sabia dar uma resposta concreta, ou do meu cardápio infantil que só incluía nuggets e miojo ou aquele dia no sofá da sua casa, só com o abajur ligado, comendo nutella de potinho e aproveitando para respirar o mesmo ar que você.
Queria ter aproveitado por mais um segundo aqueles poucos dias na sua varanda em que você me abraçava forte por trás. Na sua cama, quando eu tive que ir embora mesmo querendo ficar.

   Queria ter gargalhado mais com você, do seu nome composto, das suas histórias estranhas.    Ter conhecido seus tão famosos amigos. 

   Mas sua casa era verde demais para mim, e eu sempre soube disso. Eu não era Ela. Você não era Ele. Quanto mais eu prolongasse, mais doeria. Mais lamentaríamos o fato de não termos encaixado quando deveríamos encaixar.
Foi uma droga não ter sido você no momento certo, rapaz. Porque olha, mesmo depois de tantos meses, ainda lembro claramente do tom exato da sua voz e ainda evito escutar o nome da estação do metrô que começa com a letra B e me arrepio quando qualquer um toca toca no seu nome, mesmo que nem seja sobre você.
Sinto uma puta falta de desencaixar com você, 
 Do origami que você nunca me ensinou a fazer. De passar madrugadas esperando você dormir primeiro. Mal sabia você que depois que terminamos o que não começamos, eu passei a dormir cedo. Sinto falta de você, meu errado no momento errado mais certo que já existiu. 






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20 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas - nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas  Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)