NÃO QUERO NAMORAR

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Eu te dei todas as razões para ficar
Você fez de mim o que quis,
Usou da minha boa-fé de uma garota apaixonada, para partir meu coração,
E pegou tudo o que eu disse, jogando contra mim.

Eu procurei por um lugar, para correr o mais rápido e mais longe possível de você,
Enquanto ainda restavam pedacinhos de mim.
Minha mente gira em círculos de um relacionamento que eu imaginei,
Um amor que só eu alimentei.

Paro para respirar, porque estou ficando completamente sem ar,
Exausta de fugir de você,
De fingir que nada restou do meu amor.
É como se eu estivesse dormindo, tudo, inclusive a vida, passa por mim em um borrão.

Se você me chamasse e pedisse para voltar, talvez o amor diria que sim,
Mas a minha mente não acredita mais em você,
Mesmo se o que dissesse fosse verdade.

Eu tento pensar nas coisas boas,
Tento tirar boas lições do que aconteceu, como sempre faço,
Mas tudo o que eu consigo é
Ouvir a minha voz, orando aos céus, para que eu consiga ficar longe, afastada, inalcançável.

Agora, o que eu preciso, é encontrar uma maneira de voltar para mim,
Pois já não me lembro mais do caminho.

Preciso aprender a falar com a voz alta, que não quero mais você,
Até que um dia tudo isso pare de doer.

Preciso respirar um ar completamente novo, filtrado,
Liberar os meus pulmões da dor pulsante do seu perfume.

Eu te dei todas as razões para ficar,
Mas você me deixou ir embora,
Me deixou escapar entre seus dedos e, para o seu abraço,
Eu não volto nunca mais.

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Mineira, 24 anos, extremamente pisciana, advogada por graduação, blogueira e escritora no Vigor Frágil, colunista nos blogs Isabela Freitas e Me Apaixonei. Quer conversar comigo? É só me adicionar lá no meu perfil, >Grazielle Vieira, curtir a fanpage, Vigor Frágil, ou enviar um email para vigorfragil@gmail.com. De todas as formas, você é muito bem-vindo <3

Eu te amei sim.
Não consigo negar e dizer que não ao quatro ventos por aí.
Amei tanto, que meus pulmões doíam ao olhar pra você, pois você tirava todo o meu ar.
Nem a ciência seria capaz de explicar.

Cê não tinha aquela beleza comum que todo mundo olhava, que as amigas babavam.
Elas nem entendiam, na verdade.
Mas era o seu sorriso, o seu olhar cheio de ternura ao olhar pra mim….

Aaaah, isso era tudo tão grande, que eu sabia que tinha sorte de ter você,
Mas, ao mesmo tempo, morria de medo de te perder.

Cê lembra quando disse que não ia a lugar algum?
Que as coisas não iam mudar?
Cê lembra, amor?
Lembra quando dançamos pelo quarto, porque você tinha vergonha de dançar em festas?
Eu achava isso até fofo.
De alguma forma, você sentia essa necessidade de me fazer feliz e me satisfazer nos pequenos detalhes.

Mas o que aconteceu, meu bem?
O que aconteceu com aquela boca que suspirava por mim?
O que aconteceu que você começou a me chamar pelo meu nome e esqueceu que eu era seu amor?
Quem te roubou de mim?

Foram os anos que passaram e você simplesmente se enjoou de tudo?
Ou será que você se deu conta que nunca me amou?
Será que foi só ilusão ao olhar nos meus olhos claros e o desejo pelo meu corpo?

Será que eu imaginei tudo?
Será que não era tão bonito como eu acreditei ser?
Será que eu pintei todo aquele quadro quando estava cega e inundada de você?

Talvez eu nunca vá saber se foi amor por aí, mas por aqui você fez meu coração tremer,
Acalentou a minha alma,
Acendeu um fogo que começava me aquecendo, e depois me queimava.

Eu te amei.
Amei com tudo de mim,
Mas agora sei que você não pode dizer o mesmo,
Porque você só roubou de mim.

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Mineira, 24 anos, extremamente pisciana, advogada por graduação, blogueira e escritora no Vigor Frágil, colunista nos blogs Isabela Freitas e Me Apaixonei. Quer conversar comigo? É só me adicionar lá no meu perfil, >Grazielle Vieira, curtir a fanpage, Vigor Frágil, ou enviar um email para vigorfragil@gmail.com. De todas as formas, você é muito bem-vindo <3

OUÇA ENQUANTO LÊ:  CALUM SCOTT  –  DANCING ON MY OWN


Mais uma noite chegou sem a sua presença. E não é uma noite qualquer, não. É uma noite do dia 16 quando a gente completaria mais um mês de namoro. Mas você foi embora sem dizer o porquê. E sempre que eu busco um jeito para tentar entender o que aconteceu com você, mergulho em um mar de lembranças. Um mar bipolar que hora está calmo e me trás momentos tão lindos da gente e, logo em seguida, aparecem as ondas gigantes para me afogar nas lembranças ruins de tantas brigas.

Quando vi no calendário a data de hoje e notei que você – como nos meses anteriores – não voltou, coloquei aquela playlist de Calum Scott. E mesmo no modo aleatório a primeira música que tocou foi a sua preferida. Dancing on my own, lembra? E doeu. Doeu porque aquele refrão, aquela música, contava exatamente a história da minha vida. “…Eu continuo dançando sozinho”. Eu continuo dançando sozinha enquanto você já parou há muito tempo. E o mar de lembranças voltou na minha mente e parecia que ia me sufocar. Mas nenhum outro dia 16 foi tão difícil quanto esse. É que hoje eu te vi. Te vi de longe passando pela rua com aquele sorriso lindo que eu sempre amei.

Eu sabia que era tarde – já eram 23:50, quase dia 17 – mas larguei o medo, a covardia de te ligar e peguei meu celular… Seu número ainda era o primeiro da lista.

Tu… Tu… Tu… Tu… – a cada ‘tu’ da chamada meu coração se apertava um pouquinho.

Mas você não atendeu.

“Oi, é o Edu! Deixe seu recado após o sinal que eu te retorno assim que…”

Mas eu desliguei antes que a mensagem terminasse.

Para mim, gravar um recado sem saber se você teria escutado ou se responderia, sem ouvir sua reação, era pior do que receber um não ou um “me esquece”. Porque eu pelo menos teria escutado a sua voz, e teria tido a certeza de que não existia mais nós.

Então decidi ir dormir – ou pelo menos tentar. Já imagina que não consegui, né? Ainda estava nadando no mar dos meus pensamentos na tentativa de não me afogar. Então eu levantei, peguei o celular e eram 02:00h da manhã. Pareceu que passou uma eternidade… Eu tomei coragem e tornei te ligar. Mas dessa vez caiu direto na caixa postal.

“Oi, é o Edu! Deixe seu recado após o sinal que eu te retorno assim que possível.” Piiii…

“Oi Edu, é a Bia. Talvez você não reconheça mais a minha voz depois de tanto tempo. Ou não. Não sei. Desculpe te ligar, ontem completaram 8 meses que terminamos e você seguiu em frente. Mas eu não. A culpa não é sua, eu sei. Nunca imaginei que ia ligar para você mas aqui estou… Eu nem tenho o que te falar, para ser bem sincera. Eu te vi na rua sorrindo ontem, exatamente no dia 16. Eu só queria dizer que por mais que tenha passado todo esse tempo, eu nunca deixei de amar você. Eu sinto tanto a sua falta que chegar dói. Você parece estar feliz, e eu estou feliz por você. Queria ainda ser o motivo do seu sorriso, mas mesmo não sendo, tô feliz por você. Sei que a ligação foi inesperada e que não tinha porquê dizer tudo isso agora. Mas fico feliz por ter despejado toda essa angústia no peito. Você nem precisa responder isso tudo que eu disse, só queria que soubesse. Beijo, Edu.”

Eu consegui dormir depois que desliguei. Parecia que havia conseguido chegar à superfície, e as ondas haviam se acalmado. E eu alcancei terra firme. Ter ido embora de repente, fez com quem eu tivesse guardado tantas palavras que foi bom poder desabafar. Você seguiu em frente porque ao ir embora sabia o que queria fazer a partir dali. Eu nunca soube. Você nunca me deu essa chance. Eu sempre esperei você voltar. Te liguei querendo conversar e ouvir sua voz, mas acabei conseguindo sair do mar. Chegou a minha hora de ir embora agora. Você já havia partido, eu é que nunca havia percebido. Conversei com sua secretária eletrônica, mas foi bom poder desabafar. Mesmo que estivesse fora de área. Não só o telefone, mas você também. 

Mais uma noite chegou sem a sua presença, só que essa foi a última. Não te disse no recado, mas sussurrei para mim mesma nos pensamento: “Foi bom ter você aqui, adeus.”. Eu cansei de dançar sozinha.


Obs: Queria dizer que chorei escrevendo cada linha desse texto. E que se você que está lendo também sente que está se afogando em um mar, não desista NUNCA de nadar! E relaxa, não demora muito para que você comece a cansar e mude a música.

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20 primaveras nem sempre tão floridas assim. Baiana do interior e libriana que nunca é indecisa. Viciada em café, John Mayer, super-heróis, séries, livros, dias frios e chuvosos, pipoca, jujuba, chocolate e amores que arrepiem a alma. Dona da página O que sinto em palavras. Gosta de escrever mais do que de falar porque é através da escrita que consegue colocar para fora tudo o que pensa e sente. E escreve por puro amor. Passa a maior parte do tempo lendo por amar imaginar um mundo novo e uma nova história a cada livro. Escolheu psicologia por ser fascinada em como a mente humana funciona. E ah, adora ouvir histórias aleatórias sobre a vida. Vai adorar ouvir as suas, chegue mais! <3 stephhhalmeida@hotmail.com (ou me chame no instagram).